Desenvolvendo a Coordenação Motora Fina

A infância é uma fase especial por reunir descobertas que exercerão influência durante toda a vida de uma pessoa. A coordenação motora fina é uma dessas habilidades que precisam ser trabalhadas na idade certa, respeitando cada etapa para que o progresso da criança seja acompanhado de perto.

Na coordenação motora fina, verificamos o uso de músculos pequenos, como os das mãos e dos pés. Ao desenhar, pintar ou manusear pequenos objetos, a criança realiza movimentos mais precisos, delicados, e desenvolve habilidades que a acompanharão por toda a vida.

Para desenvolver a Coordenação motora fina pode ser em situações corriqueiras  que funcionam como exercícios ou brincadeiras que impulsionam as habilidades ligadas aos músculos menores, geralmente localizados nas mãos e nos pés. A importância de desempenhar um treinamento nesses membros é o uso que fazemos deles para absolutamente tudo.

Há uma série de atividades que têm a prerrogativa de otimizar esse mecanismo tão necessário para a independência dos pequenos. As tarefas podem ser aplicadas tanto no ambiente escolar quanto doméstico, com objetos e até alimentos (crus) para incrementar no exercício. Vejam logo abaixo alguns exemplos:

– Separando os grãos
Pegue dois tipos diferentes de grânulos e coloque-os em um mesmo recipiente. Depois, peça à criança para separá-los. Esse processo faz com que o pequeno exercite o controle de seus dedos, assim como a musculatura;

– Argolas coloridas
O objetivo é fazer que seu filho/aluno coloque essas argolas em varetas, cujas cores sejam correspondentes. Notem aí mais uma brincadeira em que deve haver a discriminação das cores e a prática de movimentar as mãos em movimentos suaves;

Além de atividades podem ser utilizados brinquedos e objetos  completamente lúdicos que auxiliam tal habilidade da criança sem que ela perceba que está praticando um exercício. São eles: massinhas, argilas, bolas de borracha, varetas, geleias (próprias para manuseio), entre outros.

 

Nova ortografia brasileira

A partir de primeiro de janeiro de 2009 passou a vigorar no Brasil e na comunidade de países de língua portuguesa, a nova ortografia brasileira. A transição das novas regras de escrita termina em 31 de dezembro de 2015, período este que as pessoas têm para se adaptar às novas normas ortográficas.

Estas modificações foram feitas para que houvesse uma união e proximidade dos países que falam a língua portuguesa como língua oficial, como Moçambique, Cabo Verde, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe, Angola, Timor Leste, Brasil e Portugal. Porém, as alterações são consideradas simples e fáceis de serem incorporadas ao dia a dia.

O alfabeto era formado por 23 letras, mais aquelas chamadas “especiais”. A nova ortografia brasileira apresenta então, o “k”, “w” e o “y” como letras que fazem parte oficialmente do alfabeto, que agora é formado por 26 letras. Muito utilizadas em siglas, símbolos e nomes estrangeiros, também são encontradas em seus derivados. Exemplo: km, watt, Byron.

Uso do trema

Antigamente, usava-se trema em palavras portuguesas e aportuguesadas. Hoje, o trema foi eliminado destas palavras. Antigamente, escrevia-se: agüentar, conseqüência, cinqüenta, qüinqüênio, freqüência, freqüente, eloqüência, eloqüente, argüição, delinqüir, pingüim, tranqüilo, lingüiça.

Agora, estas palavras mudam para: aguentar, consequência, cinquenta, quinquênio, frequência, frequente, eloquência, eloquente, arguição, delinquir, pinguim, tranquilo, linguiça.

Porém, nomes próprios estrangeiros e seus derivados ainda continuam com o trema. Exemplo: Muller, mülleriano. Seria uma mudança muito brusca, que implicaria na perda de identidade das palavras.

Acentuação

nova ortografia brasileira tem novas regras que se aplicam a acentuação das palavras. Antigamente, os ditongos abertos –ei e –oi eram acentuados, nas palavras paroxítonas. Exemplo: assembléia, platéia, idéia, colméia, boléia, panacéia, Coréia, hebréia, bóia, paranóia, jibóia, heróico, paranóico.

Porém, o acento nos ditongos –éi e –ói permanecem naquelas palavras oxítonas e monossílabas tônicas de som aberto, como herói, constrói, dói, anéis, papéis, anzóis. O ditongo aberto –éu permanece. Ex: chapéu, céu, véu, ilhéu.

Vogais duplicadas

Ainda no quesito acentuação, a nova ortografia brasileira não permite que se acentue o hiato –oo. Por isso, as palavras enjôo, vôo, corôo, perdôo, côo, môo, abençôo e povôo tornam-se: enjoo (subst. e forma verbal), voo (subst. e forma verbal), coroo, perdoo, coo, moo, abençoo, povoo.

Além disso, não se acentua o hiato –ee dos verbos crer, dar, ler, ver e seus derivados (na terceira pessoa do plural). Então, antes se escrevia: crêem, dêem, lêem, vêem, descrêem, relêem, revêem. Agora, creem, deem, leem, veem, descreem, releem, revêem.

Palavras homógrafas

Palavras homógrafas são aquelas que se escrevem da mesma forma, com sentidos diferentes. Na nova ortografia brasileira, foi acordado que as paroxítonas não serão acentuadas. Antes, pára (verbo), péla (subst. e verbo), pêlo (subst), pêra (subst), péra (subst) e pólo (subst) eram acentuadas. Agora, escreve-se para (verbo), pela (subst. e verbo), pelo (subst.), pera (subst), pera (subst.), polo (subst.).

Uso do hífen na nova ortografia

Hoje em dia, não se emprega mais o hífen em compostos em que o prefixo ou falso prefixo termine em vogal e o segundo elemento comece pelas letras “r” ou “s”. O que acontece então é que essas consoantes devem se duplicar.

Exemplo: ante-sala, ante-sacristia, auto-retrato, anti-social, anti-rugas, arqui-romântico, arqui-rivalidade, auto-regulamentação, auto-sugestão, contra-senso, contra-regra, contra-senha, extra-regimento, extra-sístole, extra-seco, infra-som, infra-renal, ultra-romântico, ultra-sonografia, semi-real, semi-sintético, supra-renal, supra-sensível.

Agora, escreve-se antessala, antessacristia, autorretrato, antissocial, antirrugas, arquirromântico, arquirrivalidade, autorregulamentação, autossugestão, contrassenso, contrarregra, contrassenha, extrarregimento, extrassístole, extrasseco, infrassom, infrarrenal, ultrarromântico, ultrassonografia, semirreal, semissintético, suprarrenal, suprassensível.

Ainda que desaparecido cada vez mais das palavras, o uso do hífen ainda permanece nos compostos em que os prefixos são: super, hiper, inter, terminados em –r, como: hiper-requintado, super-revista, inter-racial e etc.

Uso do hífen em casos especiais

Agora, não se emprega mais o hífen em compostos em que o prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa com vogal diferente. Exemplo antigo: auto-afirmação, auto-ajuda, auto-aprendizagem, auto-escola, auto-estrada, auto-instrução, contra-exemplo, contra-indicação, contra-ordem, extra-escolar, extra-oficial, infra-estrutura, intra-ocular, intra-uterino, neo-expressionista, neo-imperialista, semi-aberto, semi-árido, semi-automático, semi-embriagado, semi-obscuridade, supra-ocular, ultra-elevado. Exemplo atual: autoafirmação, autoajuda, autoaprendizagem, autoescola, autoestrada, autoinstrução, contraexemplo, contraindicação, contraordem, extraescolar, extraoficial, infraestrutura, intraocular, intrauterino, neoexpressionista, neoimperialista, semiaberto, semiautomático, semiárido, semiembriagado, semiobscuridade, supraocular, ultraelevado.

Agora, o hífen é empregado em compostos em que o prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa por vogal igual, como no caso de: antiibérico, antiinflamatório, antiinflacionário, antiimperalista, arquiinimigo, arquiirmandade, microondas, microônibus, microorgânico, que agora são escritos: anti-ibérico, anti-inflamatório, anti-imperalista, arqui-inimigo, arqui-irmandade, micro-ondas, micro-ônibus, micro-orgânico.

Além destes casos, não se usa mais o hífen em compostos em que a palavra já foi consagrada como uma só, como o caso das antigas manda-chuva, pára-quedas, pára-quedista, pára-lama, pára-brisa, pára-choque, pára-vento, que se tornaram mandachuva, paraquedas, paraquedista, paralama, parabrisa, parachoque, paravento.

Mas atenção para uso do hífen!

Sem dúvidas, o uso correto do hífen será o maior desafio para os membros dos países que falam a língua portuguesa em se adaptarem. Em linhas gerais, podemos acrescentar alguns parâmetros da nova norma.

O uso do hífen permanece em compostos com os prefixos específicos: ex-, vice-, soto-, como nas palavras ex-mulher, vice-prefeito.

Nos compostos com os prefixos circum- e pan-, o hífen permanece quando o segundo elemento começa por vogal, m ou n, como nos casos de pan-americano, circum-navegação.

Em compostos com os prefixos acentuados pré-, pró-, e pós-, apenas utilizamos o hífen quando o segundo elemento tem vida própria dentro da língua, como no caso da palavra pré-natal.

Está proibida a utilização de hífen em locuções de qualquer tipo, podendo ser substantivas, adjetivas, pronominais, verbais, adverbiais, prepositivas ou conjuncionais. Assim, cão de guarda, fim, de semana, café com leite, pão de mel e outras se escrevem separadas e sem hífen.

Por tanto, fique atento às regras da nova ortografia brasileira quando for realizar uma produção de texto, seja para a escola, para o vestibular ou para o trabalho.

Fórmula de Bhaskara

fórmula de Bhaskara é um método resolutivo para equações do segundo grau que permite determinar as soluções desse tipo de equação a partir de seus coeficientes. De posse desses coeficientes, basta substituí-los na fórmula de Bhaskara e realizar as operações matemáticas indicadas por ela para encontrar os valores de x da equação. 

O que é uma equação do segundo grau?

Equações do segundo grau são equações definidas por polinômios de grau 2. Isso significa que, entre todas as incógnitas desse polinômio, pelo menos uma será elevada ao quadrado. Toda equação do segundo grau, em sua forma normal, estará escrita da seguinte maneira:

Equação normal do segundo grau
Equação normal do segundo grau

As letras “a”, “b” e “c” representam números conhecidos na equação. Esses números são seus coeficientes. Na equação do segundo grau 2x2 – 5x + 7 = 0, por exemplo, a = 2, b = – 5 e c = 7

O método resolutivo de Bhaskara

A fórmula de Bhaskara foi criada a partir do método de completar quadrados. Seguindo esse método para os coeficientes genéricos “a”, “b” e “c”, obtém-se a seguinte expressão:

Contudo, por questões didáticas, essa fórmula é ensinada em duas etapas: fórmula do discriminante e fórmula de Bhaskara.

Discriminante

A fórmula do discriminante é definida pela expressão no interior da raiz quadrada na fórmula de Bhaskara em sua forma original. O discriminante é representado pela letra grega Δ (delta) e é definido da seguinte maneira:

Fórmula utilizada para calcular o discriminante de uma equação do segundo grau
Fórmula utilizada para calcular o discriminante de uma equação do segundo grau

O valor de Δ é chamado de discriminante porque é possível extrair algumas informações a respeito de uma equação do segundo grau a partir dele. Portanto, pode-se dizer que Δ discrimina ou classifica equações do segundo grau da seguinte maneira:

Se Δ < 0, a equação do segundo grau não possui raízes reais;

Se Δ = 0, a equação do segundo grau possui uma raiz real;

Se Δ > 0, a equação do segundo grau possui duas raízes reais.

Em todo caso, toda equação do segundo grau possui duas raízes, contudo, nem sempre essas raízes são números reais (algumas vezes, elas podem ser números complexos).

Para calcular o valor numérico de Δ, basta substituir os coeficientes da equação do segundo grau na fórmula do discriminante e realizar as operações matemáticas indicadas. Por exemplo: qual é o valor de Δ na equação x2 + 8x – 9 = 0?

Δ = b2 – 4ac

Δ = 82 – 4·1·(– 9)

Δ = 64 + 36

Δ = 100

A fórmula de Bhaskara

De posse do valor numérico de Δ, basta utilizar a fórmula de Bhaskara para encontrar os resultados (ou raízes) da equação do segundo grau.

Para utilizá-la, basta substituir coeficientes e valor de Δ na fórmula acima e realizar as operações indicadas. Contudo, observe a existência do símbolo “±”. Esse símbolo indica que essa fórmula deve ser calculada uma vez para +√Δ e uma segunda vez para –√Δ.

Por exemplo: Quais são as raízes da equação do segundo grau x2 + 8x – 9 = 0?

Nessa equação, a = 1, b = 8, c = – 9 e Δ = 100. Substituindo esses valores na fórmula de Bhaskara, obtemos:

x = – b ± √Δ
2a

x = – 8 ± √100
2·1

x = – 8 ± 10
2

x’ = – 8 + 10
2

x’ = 
2

x’ = 1

x” = – 8 – 10
2

x” = – 18
2

x” = – 9

Portanto, as duas raízes da equação do segundo grau x2 + 8x – 9 = 0 são x’ = 1 e x” = – 9.

Veja Mais Exemplos de aplicação da Fórmula:

Exemplo 1 – Calcule as raízes da equação x2 + 12x – 13 = 0.

Utilizando a fórmula de Bhaskara, separe os coeficientes da equação e realize o primeiro passo.

a = 1, b = 12 e c = – 13

Δ = b2 – 4ac

Δ = 122 – 4·1·(– 13)

Δ = 144 + 52

Δ = 196

Tendo em mãos o valor de Δ, realize o segundo passo:

x = – b ± Δ
2·a

x = – 12 ± √196
2·1

x = – 12 ± 14
2

Por fim, realize o terceiro passo para encontrar as raízes da equação do segundo grau.

x’ = – 12 + 14
2

x’ = 2
2

x’ = 1

x” = – 12 – 14
2

x” = – 26
2

x” = – 13

Portanto, as raízes da equação x2 + 12x – 13 = 0 são 1 e – 13.

Exemplo 2 – Calcule as raízes da equação 2x2 – 16x – 18 = 0

Utilizando a fórmula de Bhaskara, separe os coeficientes da equação e realize o primeiro passo.

a = 2, b = – 16 e c = – 18

Δ = b2 – 4ac

Δ = (– 16)2 – 4·2·(– 18)

Δ = 256 + 144

Δ = 400

Tendo em mãos o valor de Δ, realize o segundo passo:

x = – b ± Δ
2·a

x = – (– 16) ± √400
2·2

x = 16 ± 20
4

Por fim, realize o terceiro passo para encontrar as raízes da equação do segundo grau:

x’ = 16 + 20
4

x’ = 36
4

x’ = 9

x” = 16 – 20
4

x” = – 4
4

x” = – 1

Portanto, as raízes da equação 2x2 – 16x – 18 = 0 são 9 e – 1.