Como ter uma adaptação tranquila na Nova Escola

Mudar de escola é algo que pode acontecer. Para muitas crianças esta mudança pode ser difícil e é preciso que os pais deem uma “ajudinha” para facilitar a adaptação escolar. Tanta novidade pode tornar o novo ambiente um cenário assustador, capaz de criar manha, cenas na porta da escola e até mesmo pânico nas crianças. Porém, os pais podem desempenhar um papel importante nesta fase e tentar amenizar o medo para que os pequenos enfrentem com mais segurança a nova etapa. As crianças pequenas têm menos recursos emocionais para mudanças, pois tudo que é diferente e acontece longe dos pais as deixam inseguras. É interessante nunca fazer mudanças sem preparar a criança, ir com ela visitar o local e conhecer as pessoas que trabalham ali. As dificuldades mais comuns que as crianças enfrentam – Falta de entrosamento com os novos colegas; – Adaptar-se a novas regras; – A dificuldade de entender o espaço físico da nova escola; -Não conhecer os professores e funcionários e, consequentemente, não se sentir segura e amparada; – A saudade da escola anterior, sentindo falta dos colegas, professores e funcionários, inclusive do espaço físico. Por isso, preparamos uma lista com algumas dicas para você. Afinal, esse processo acaba sendo mais doloroso para os pais do que para os próprios filhos.
  1. Faça a mudança parecer gradual
Antes da mudança em si, já comece a conversar com seu filho sobre a nova escola. Façam juntos o futuro caminho até ela. Se a nova escola for em uma nova cidade, aprendam juntos sobre ela.
  1. Atenção à rotina!
rotina é uma das percepções mais importantes dos pequenos. Para crianças mais novas, é importante que ela seja a menos afetada possível. A rotina proporciona conforto e segurança. Se um ambiente novo é introduzido em uma rotina já conhecida, o impacto percebido é bem menor. Para crianças um pouco mais crescidas, o mais importante é envolvê-las em todos os processos, seja arrumar a mochila para a nova escola até separar o uniforme novo no dia anterior. Participar dessas atividades junto com os pais faz com que a criança sinta-se cuidada e, principalmente, parte de tudo isso.
  1. Transforme a “hora de dar tchau”
O momento crucial durante a adaptação a uma nova escola é a despedida em si. Mostrar confiança na nova escola, em seus educadores e na decisão de mudança é algo que a criança percebe. Deixe bem claro que essa situação não é deixar algo para trás, mas a oportunidade de encontrar coisas pela frente: novos amigos, novas brincadeiras, novas aventuras.
  1. Adapte-se também
Aquela insegurança dos primeiros dias pode voltar nesse momento. Depois da conquista da confiança da criança em ser deixada em um lugar que não é familiar a ela, uma escola nova parece desmontar tudo isso. O choro na entrada da nova escola pode acontecer e, com isso, a ansiedade ao longo do dia para saber se está tudo bem volta. Pensar em pequenas distrações para quando isso acontecer pode ajudar bastante. Sempre que bater a ansiedade, que tal ouvir aquela música favorita? Ou até sair pra tomar um ar.
  1. Demonstre interesse
Se mostrar interessado pelo novo ambiente demonstra segurança à criança. Para isso, essa lista de alternativas à pergunta “Como foi a escola hoje?” é ótima. Faça perguntas variadas. Faça mais perguntas sobre o tema que pareceu deixar seu pequeno mais animado ao responder. Outra coisa importante: preste bastante atenção às respostas evasivas ou quando a pergunta não tem resposta alguma. Aí podem estar os pontos problemáticos da experiência da criança na nova escola.
  1. Abra espaço para a criança
Quando o assunto vier à tona, reforce os aspectos positivos: o crescimento, o amadurecimento, a possibilidade de fazer novos amigos, novas aventuras. Puxe conversa com seu pequeno sem forçar ou coagi-lo a responder. Abra espaço para que demonstre seu desconforto, se ele existe, sem o medo de sofrer reprimendas. Esse canal aberto de diálogo é algo que não se constrói da noite para o dia, mas é fundamental que você e seu filho estejam em sintonia nesse momento de transição. Outro aspecto importante: mantenha sua palavra. Pode parecer algo óbvio, mas isso envolve atitudes bastante delicadas e a mudança de coisas que acreditamos fazer bem para a criança. Não se atrasar para buscar o filho na escola é uma dessas atitudes. Evitar também o “Eu já volto pra te buscar” na despedida é interessante; isso gera expectativas que podem ser diferentes do itinerário real.
  1. Não associe a escola a algo ruim
A experiência dos pequenos com a escola pode até ser boa, mas pequenas associações ao longo do tempo podem mudar esse time que já está ganhando. Quando a escola que ela sempre conhecia de repente muda, isso pode vir a tona e dificulta as coisas. Já ouviu algum pai/mãe, ou até você mesmo, usar aquela antiga ameaça diante de uma birra na saída da escola: “Se você continuar fazendo birra, vou te deixar aqui”. Percebeu que assim a escola vira um castigo? Uma outra coisa que pode ter efeitos negativos é associar elementos ligados à experiência de ir à escola com castigos ou punições. Isso tem bastante força, por exemplo, com crianças que mudaram de período escolar, que passam a acordar cedo. Já pensou se, além disso, uma punição envolve acordar mais cedo no final de semana? Cada mudança na vida das crianças é recebida de forma diferente. É impossível prever quando a resposta será tranquila ou vai demandar um pouco mais de atenção e carinho. O mais importante, no entanto, é sempre proporcionar em casa um ambiente de segurança e acolhimento, em que a criança possa se expressar e que as mudanças internas decorrentes das mudanças externas possam ser apresentadas e, caso positivas, cultivadas ou, caso negativas, trabalhadas.

Dia do Circo | 27 de Março

Você sabia que existem referências sobre o circo desde a antiguidade? Isso mesmo! Os circos surgiram em Roma, no século III a.C, onde aconteciam espetáculos de corridas, lutas entre gladiadores ou desses contra animais, e jogos de ginástica. O mais conhecido era o Circo Máximo, que recebia 150 mil pessoas em um único espetáculo. Além disso, grupos de pessoas ganhavam a vida fazendo apresentações na rua, nas casas de famílias nobres ou até mesmo em arenas destinadas às apresentações (anfiteatros). Na Idade Média, grupos de malabaristas, artistas de teatro e comediantes viajavam pelas cidades da Europa com suas apresentações. Bacana, não é mesmo? Porém, foi somente em 1769 que o circo ganhou o formato que temos atualmente. Foi nesta época que o inglês Philip Astley começou a organizar as apresentações de fora diferente, juntando várias modalidades em um mesmo ambiente que era fechado por uma tenda de lona para as apresentações. Este formato seria também itinerante, ou seja, mudariam constantemente de cidade para apresentar o espetáculo em diversos locais. Ao longo dos anos, o circo foi crescendo no quesito apresentações contando com palhaços, shows musicais, malabaristas, equilibristas, apresentadores, domador de animais (que hoje é proibido devido aos maus tratos que os animais sofriam e à má condição de higiene em que viviam), acrobatas, mágicos e trapezistas. Depois passar pelo túnel do tempo da história circense, chegamos ao ponto! No dia 27 de março é comemorado o dia do circo. A importância da data reside no fato de valorizar a arte circense e sua escolha foi em homenagem ao palhaço Abelardo Silva, que ficou conhecido como Piolim, inclusive, seu nascimento foi no dia 27 de março de 1897. Piolim era filho de circenses e cresceu no meio dessas artes, iniciando sua carreira com contorcionismos e acrobacias. Embora sua atividade mais conhecida seja como palhaço, ele foi um artista múltiplo, pois também era malabarista, contorcionista, mímico e músico no circo. Ele participou de vários espetáculos, mas o que lhe deu o apelido de Piolim foi o contato com artistas espanhóis, que o chamavam de barbante (piolin na língua espanhola), por ser muito magro e ter pernas compridas. O palhaço ficou conhecido mundialmente, recebendo homenagens de artistas populares da Semana de Arte Moderna como Tarsília do Amaral, Mário de Andrade, Oswald de Andrade e Anita Malfati, realizada em 1922. Abelardo faleceu na cidade de São Paulo, em 4 de setembro de 1973 com 76 anos. Além de ter tido um reconhecimento internacional, seu trabalho inspirou muitos outros palhaços no Brasil e no mundo. É fato que hoje em dia os circos não têm o mesmo destaque que tinham antigamente, porem ainda existem alguns que se destacam bastante como o Cirque Du Soleil, de origem canadense, criado em 1984. Os shows promovidos são de pura arte, onde milhares de artistas de todo o mundo se apresentam juntamente com efeitos de luzes, cores e sons.   FONTES: Mundo Educação Sua Pesquisa Toda matéria  

Vamos falar sobre Bullying?

O QUE É O BULLYING ? Se formos pesquisar a origem do bullying, descobriremos que ele existe há MUITO tempo, mas a ampla discussão sobre o tema é recente. O bullying tem como objetivo ferir e magoar a vítima, ocorrendo principalmente de três maneiras: – Agressões físicas diretas; – Agressões verbais diretas; – Agressões indiretas. Podemos incluir ainda o cyberbullying que consiste na vitimização ocorrida no espaço virtual, como as mídias digitais. Precisamos deixar claro que apesar de ser considerada como agressão, nem toda agressão pode ser considerada como bullying. Para ser dada como tal, a agressão física ou moral deve apresentar quatro características: intenção do autor em ferir o alvo; repetição da agressão; presença de público espectador; e concordância do alvo com relação à ofensa. Embora a literatura já tenha as características bem definidas para os papéis de agressores e vítimas, no ambiente escolar, a identificação tende a ser um tanto mais complexa existindo um terceiro papel de vítimas-agressoras, onde a mesma criança ou adolescente que sofre o bullying, causa o mesmo em outros. É claro o contexto e como ocorre de forma superficial, mas devemos estar atentos para a pergunta mais importante no entendimento das ações que levam à criança ou adolescente praticar o bullying: Por quê? Estudos apontam que, infelizmente, a prática do bullying está ligada à má relação familiar e como interações ruins entre pais e filhos afetam decisivamente o comportamento de crianças e adolescentes entre si nas escolas. O psicólogo Wanderlei Abadio de Oliveira em sua tese “Relações entre bullying na adolescência e interações familiares: do singular ao plural” analisou por meio de questionários a qualidade da interação familiar e como os estudantes reagiam a situações de bullying dentro do ambiente escolar. Os resultados mostraram que as crianças e adolescentes que não tinham envolvimento com comportamento abusivo sobre outras possuíam uma melhor relação com os pais, que também mantinham uma boa relação conjugal, além de uma maior supervisão sobre seus filhos. Entretanto, as famílias das crianças e adolescentes que se envolviam com bullying demonstraram uma comunicação mais escassa entre pai e filho e uma ausência de apoio moral nas decisões deles, o que não colabora para o desenvolvimento de aspectos positivos. A falta de atenção às necessidades da criança e do adolescente está cada vez mais intensa, aumentando a frustração que, eventualmente, precisará de uma válvula de escape e descarga emocional. O tempo para conversas simples sobre como foi o dia é essencial, além de demonstrações reais de amor, cuidado e carinho, refeições agradáveis com toda a família, são essenciais para uma boa relação entre pais e filhos, além das conscientizações sobre proteger ao invés de lesar. No que se diz respeito aos colégios e escolas, o fortalecimento das relações entre escola e alunos, e um maior preparo dos professores e funcionários são extremamente necessários para tentar minimizar os efeitos dos fatores de risco a que essas crianças estão expostas e consequentemente a violência na escola. Vamos proteger nossas crianças? Elas são o futuro!   FONTES DE PESQUISA: (PEREIRA, 2002; SMITH et al., 2008; CRAIG et al., 2009; PUHL; KING, 2013). TESE: Relações entre bullying na adolescência e interações familiares: do singular ao plural Bullying em contexto escolar: uma proposta de intervenção

Como Escolher a Melhor Escola

Para começar este artigo, devemos ter em mente que nem sempre as melhores escolas são aquelas que aparecem como as primeiras dos ranks divulgados pela mídia.
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Na Educação Infantil, por exemplo, a educação deve nascer do lado lúdico. A atenção neste período tão importante da vida da criança deve ser voltada para entender como o mundo funciona, incentivando atividades práticas no cotidiano. Já no Ensino Fundamental, a escola deve prezar o crescimento social, emocional e metacognitivo. As atividades práticas para o desenvolvimento do pensar e do ato da pesquisa autônoma são de extrema importância, levando em consideração que devem ser incentivados a lidarem da melhor forma possível com situações onde as origens do assunto são desconhecidas. Finalizando no Ensino Médio, onde deve ser voltado para o auxilio na preparação dos adolescentes para viverem com mais independência e capacidade de pensarem por si. Levando todas estas informações em consideração, vamos listar alguns pontos essenciais que devem ser levados em consideração na hora de escolher o melhor colégio para o seu filho e sua filha. 1 – O propósito educativo da escola deve ser o desenvolvimento integral de crianças e jovens, não se restringindo à preparação para exames e provas. Educar é muito mais do que ensinar para a prova. 2 – As ações da escola não devem estar centradas somente no desenvolvimento intelectual. Seu projeto deve contemplar o desenvolvimento integral das crianças e dos jovens: social, afetivo, psicomotor e cognitivo. Sujeitos educados assim são capazes de dialogar, criticar e se autocriticar. 3 – Ela deve ir além do objetivo de ensinar a ler, escrever e contar. Deve ser uma parceira dos pais na tarefa de educar para formar cidadãos conscientes. A educação é um propósito coletivo. 4 – A estrutura física não precisa ser sofisticada, mas tem de ser saudável, com acessibilidade para todos, e obedecer a todas as normas de segurança. O espaço da escola deve expressar o que é vivido pelo grupo. 5 – Os pequeninos devem iniciar em uma escola menor, acolhedora, que inspire mais “aconchego”, pois nesse período o mais importante é a formação do vínculo com os professores e outras crianças. Afetividade é um ingrediente indispensável no processo educativo. 6 – As turmas devem ser pequenas, para que os professores conheçam seus alunos pelo nome e possam acompanhar seu desenvolvimento. As turmas devem se constituir em grupos, e não em bandos. 7 – Os professores e profissionais da escola devem ser habilitados para desenvolver suas funções, trabalhar coletivamente e estar permanentemente em processo de formação continuada. O foco não deve ser o professor, mas a equipe, o sujeito coletivo. 8 – A livre expressão e o estímulo à criatividade devem ser incentivados. São competências importantes na formação de todos os indivíduos. Sujeitos autônomos são educados em espaços onde se vive a democracia. 9 – Num ambiente democrático disciplina é importante. O fundamental é que crianças e jovens aprendam a respeitar os outros, reconhecendo seus direitos e tendo a noção dos limites e das regras sociais. Educar exige liberdade e limite ao mesmo tempo. 10 – A escola deve ter seu projeto político-pedagógico elaborado com a participação de toda a comunidade escolar (estudantes, pais, funcionários, professores, coordenadores e diretores). Participação e cooperação são princípios fundamentais. 11 – A escola deve estar registrada na Secretaria de Educação. Educação escolar não é coisa para curiosos e/ou leigos. 12 – É importante que, entre os objetivos propostos pela escola, esteja prevista a aprendizagem do pensar, de como resolver situações problemas, desde cedo, porque só assim crianças e jovens saberão fazer suas escolhas. Saber escolher é um aprendizado. 13 – No projeto pedagógico devem estar previstas atividades artísticas, culturais e esportivas, como passeios, viagens, festas, oficinas, apresentações, feiras, palestras, entre outras. Participar dessas atividades irá fortalecer a autoria de seu (sua) filho(a), ampliar sua compreensão do mundo e propiciar um melhor entendimento dos conteúdos relacionados a outras áreas do conhecimento. Aprende-se efetivamente na vida, nas situações reais, concretas e cotidianas. 14 – Ao matricular seu (sua) filho (a) numa escola, você passa a integrar a comunidade escolar. Nesse sentido, é necessário que a escola planeje ações educativas também para os pais: palestras, debates, filmes etc. 15 – A escola tem de servir para todas as crianças, pois todas têm necessidades especiais e necessitam de cuidado individualizado. Não é responsabilidade da criança ou do adolescente se adaptar à escola, e sim a escola é que deve se adaptar a eles. Crianças e jovens, juntos, cada um com suas diferenças, aprendem mais e melhor porque não aprendem apenas a ler e escrever, mas também a conviver com as diferenças. Isso é que “vai fazer a diferença”, quando forem adultos, quando forem conviver com os colegas no trabalho, com os namorados, com maridos e mulheres, enfim, com e na sociedade, feita de diferenças. Nada mais humano do que as diferenças. 16 – Crianças e jovens devem ter oportunidade de viver de forma saudável. A educação alimentar é ponto fundamental em uma proposta que não pensa que crianças e jovens (sujeitos sociais) devam ser tratados somente como alunos (cérebros). O corpo também precisa ser educado, para promover a saúde como um todo. Desde cedo as crianças devem aprender a cuidar do seu corpo e da sua saúde. Assim é que a proposta educativa precisa envolver projetos contra uso de cigarro, droga, álcool; discutir consumismo, violência etc. A escola deve promover reflexões sobre temas que contribuam para o desenvolvimento de valores importantes para si e para a sociedade. 17 – A ecologia, e as sustentabilidade devem integrar os componentes curriculares da proposta educativa da escola. Estamos num momento crítico da história da Terra, a Humanidade deve escolher o seu futuro. Ou formar uma aliança global para cuidar da Terra e uns dos outros, ou arriscar a nossa destruição e o da diversidade da vida. 18 – Um bom indicador de qualidade da escola é o sentimento das crianças e dos jovens que a freqüentam. Procure observar se eles estão felizes, alegres. Escola deve ser um espaço de prazer, mesmo existindo regras, disciplinas, compromissos e cobranças. o discurso de Resultados Acadêmicos, instituições que centram seu ensino treinando as crianças e jovens para passar nos testes e obter notas boas, por outro, creches e escolas que implementam o discurso do Desenvolvimento Humano, através da sua educação subsidiam crianças e jovens para que pensem por si mesmos e não aceitem a primeira idéia que lhes é oferecida. Nestas escolas encontram-se propostas educativas de longo prazo, mais evidentes em avaliações qualitativas. Sabemos que a educação deve ser prezada acima de tudo, e por isso, esperamos que este artigo tenha trazido mais clareza para as duvidas que existiam em relação à escolha da melhor escola ou colégio para o seu filho.  

Aulas práticas que estimulam as novas gerações

A aula prática constitui um importante recurso metodológico facilitador do processo de ensino-aprendizagem nas diversas áreas disciplinares. Através da experimentação, aliar teoria à prática, possibilita o desenvolvimento da pesquisa e da problematização em sala de aula, despertando a curiosidade e o interesse do aluno. Para Penin e Vasconcellos (1994; 1995 apud DEMO, 2011, p.9) “a aula que apenas repassa conhecimento, ou a escola que somente se define como socializadora do conhecimento, não sai do ponto de partida, e, na prática, atrapalha o aluno, porque o deixa como objeto de ensino e instrução. Vira treinamento”. Entre tantos motivos, este é um dos que mostram que é de vital importância o aluno ter contato com este tipo de aprendizagem, pois possibilita a expansão na análise e movimento, incentivando o mesmo a praticar o ato do questionamento e formulação de respostas próprias sobre determinado assunto, questionando, criando teorias através de pesquisas. Com o objetivo de transformar um conteúdo teórico e repetitivo mais interessante, motivador e próximo da realidade, o professor pode utilizar diferentes recursos como uso de apresentações de slides, vídeos, debates, feiras, atividades práticas, entre outros, procurando tornar mais fácil o aprendizado e compreensão dos conteúdos programáticos. Nas disciplinas da área de Ciências da Natureza, por exemplo, as saídas de estudos e as aulas práticas em laboratórios tornam-se importantes instrumentos de pesquisa, permitindo ao aluno experimentar situações problematizadas e vivenciar a teoria trabalhada em sala de aula. Demo (2011, p. 13) salienta que a base da educação escolar é a pesquisa, e através dela é possível desenvolver no aluno o questionamento da realidade desenvolvendo a consciência crítica. Dessa forma, o aluno inclui a sua própria interpretação, formulação pessoal, aprende a aprender e a saber pensar. Outra questão importante ressalta que os conhecimentos que os alunos adquirem fora da sala de aula devem ser valorizados, pois são importantes para a construção de novas estruturas mentais que auxiliam na construção de novas redes de conhecimento e a aperfeiçoar os que já tem. Levando em consideração que o uso de teorias de ensino diferentes enriquece o trabalho em sala de aula, as atividades experimentais formam uma relevante ferramenta que permite ao professor constatar e problematizar o conhecimento prévio dos seus alunos, estimular a pesquisa, a investigação e a busca da solução de problemas. A postura experimental permite à exploração do novo e à incerteza de se alcançar os resultados esperados da pesquisa, além da ideia de tornar o aluno o sujeito da ação (FRACALANZA et al., 1986 apud RONQUI, 2009). As aulas práticas devem ter seu valor reconhecido. Elas estimulam a curiosidade e o interesse de alunos, permitindo que se envolvam em investigações científicas, ampliem a capacidade de resolver problemas, compreender conceitos básicos e desenvolver habilidades. Além disso, quando os alunos se deparem com resultados não previstos, desafia sua imaginação e seu raciocínio. As atividades experimentais, quando bem planejadas, são recursos importantíssimos no ensino Portanto, é preciso ter cuidado ao planejar essas atividades para garantir que as mesmas proporcionem um espaço de reflexão, desenvolvimento e construção de ideias, ao lado de conhecimentos de procedimentos e atitudes, não se limitando a nomeações e manipulações de vidrarias e reagentes (BRASIL, 1998 apud RONQUI, 2009). Existem diversos estudos que comprovam a eficiência das aulas práticas para a melhor absorção de conteúdo, além de preparar as crianças e os adolescentes da melhor forma possível para pensarem por conta própria e agirem de forma rápida quando se depararem com um problema que não tem conhecimento algum. Devemos incentivar cada vez mais a pesquisa autônoma para que crie-se o costume de pensar por conta própria e a chegar a conclusões, além de indagar o que não compreende ao invés de simplesmente ignorar. O incentivo a este tipo de prática deve ser incentivado tanto pelos professores quanto pelos pais, inclusive em atividades simples que podem ser criadas dentro de casa para desenvolver o ato da pesquisa e análise prática na criança e no adolescente. REFERÊNCIAS: DEMO, Pedro. Educar pela pesquisa. 7. ed. Campinas: Autores Associados, 2011. DEMO, Pedro. Educação e conhecimento: relação necessária, insuficiente e controversa. Petrópolis, Vozes, 2000. MONOGRAFIAS BRASIL ESCOLA. Disponível em: http://monografias.brasilescola.com/fisica/laboratorio-divergente-alternativo-para-ensino-fisica.htm. Acesso em 11 de Dezembro de 2013. MOREIRA, Marco Antônio.(1999). Aprendizagem significativa. Brasília: Editora da UnB. Revisado em 2012. RONQUI, Ludimilla; SOUZA, Marco Rodrigo de; FREITAS, Fernando Jorge Coreia de. A importância das atividades práticas na área de biologia. Revista científica da Faculdade de Ciências Biomédicas de Cacoal – FACIMED. 2009. Cacoal – RO. Disponível em:http://www.facimed.edu.br/site/revista/pdfs/8ffe7dd07b3dd05b4628519d0e554f12.pdf. Acesso em 03 de Dezembro de 2013. VIVIANI, Daniela; COSTA, Arlindo. Práticas de Ensino de Ciências Biológicas.  Centro Universitário Leonardo da Vinci – Indaial, Grupo UNIASSELVI, 2010.

Atividades que Estimulam a Coordenação Motora em Casa

Antes de ensinar qualquer técnica, devemos entender que existem dois tipos de estímulo relacionado à coordenação motora. Já ouviram falar em coordenação motora fina e grossa? Vamos às explicações: A coordenação fina envolve, por exemplo, a função de escrever, fazer desenhos, pinturas, colagens, recortar papel, traçados em folhas. Ela é responsável pelo trabalho de pequenos músculos, localizados, principalmente, nas mãos e nos pés. É imprescindível que os exercícios estimulantes sejam aplicados gradativamente, respeitando a idade da criança. O aconselhável é que se promovam exercícios que sigam do mais fácil ao mais difícil. Já a coordenação grossa dá força para a criança correr, pular, dançar, caminhar ou qualquer outra atividade envolvida pelo impulso físico encontrada na coordenação motora grossa. Ela abrange todos os músculos que possibilitam os pequenos a essas brincadeiras. Assim como a fina, a coordenação motora grossa também precisa ser estimulada desde a primeira infância. Vale lembrar que também podemos entendê-la como coordenação motora ampla. Agora que esclarecemos os pontos básicos e as diferenças existentes dentro do assunto coordenação motora, podemos dizer que atividades simples feitas em casa com as crianças podem trazer grandes benefícios para o desenvolvimento e facilidade com diversas áreas que serão apresentadas às crianças futuramente, auxiliando, inclusive, na aquisição de memórias de longo prazo e rápida absorção de conteúdo. Devemos ter em mente que no começo a paciência é essencial para que o resultado seja satisfatório e a criança sinta-se motivada a continuar e não pressionada e pendendo para a desistência, já que o intuito não é frustrar a criança e sim desenvolver seu potencial. Uma das maneiras mais eficazes de se treinar a criança na questão da coordenação fina é através de exercícios que envolvam os movimentos das mãos. Sendo assim, as atividades que trabalham com pontilhados são as mais indicadas. O mais interessante é que isso pode ser feito de várias maneiras: giz de cera, lápis, tinta guache, colagem de papeis, barbantes e lãs.   Vale lembrar que esse estímulo pode ser feito a partir do maternal e passar para as próximas etapas, como a educação infantil 1 e 2, por exemplo. Já no desenvolvimento da coordenação motora grossa das crianças, nada melhor que promover tarefas divertidas, como correr, brincar de pega-pega, pular, brincar de amarelinha e tudo aquilo que fez parte da nossa infância também. Essas atividades são extremamente importantes para enriquecer estas funções musculares nas crianças. Outra dica é encontrar objetos que sirvam de complemento para as brincadeiras: bolas, cordas, etc. Passeios no parque, brincadeiras com bola, bicicleta, patins, entre outras atividades que coloquem o corpo em movimento devem ser estimuladas para que o desenvolvimento da coordenação motora grossa evolua de forma satisfatória. Vamos deixar algumas brincadeiras básicas para estimular a imaginação e dar a ajuda inicial que precisamos para começar a participar mais de perto no desenvolvimento consciente da coordenação motora dos pequenos:

1) Manipulação de revistas (folhear, rasgar o papel, amassar, enfim… brincadeiras que auxiliem manipulação motora).

Esta atividade ajuda a criança a controlar melhor sua ação motora para poder rasgar e amassar direito e com limites, ajuda na manipulação de materiais para transformá-los em novas formas, estimulando a criatividade, a percepção visual e a atenção sustentada para persistir na atividade até concluí-la. Também auxilia na redução de movimentos inúteis ou desestabilizadores para executar melhor as atividades. Além disto, manipular este tipo de material deixa a criança mais íntima e familiarizada com letras, números e material impresso.

2)   Massinha: fazer pão, biscoito ou simplesmente massinha de modelar.

O uso de massinhas, além de muito prazeroso para a criança, ajuda a criar formas e abstrair imagens no concreto auxiliando no autocontrole, na atenção e na coordenação motora sequencial. Massinhas coloridas e associação com espátulas dinamiza mais este recurso ajudando-a a visualizar e materializar novas formas e novos objetos que serão criados a partir de uma massa sem forma definida.

3)   Enfiagem de macarrão em fios ou com barbantes coloridos.

Esta atividade ajuda a criança a “acertar o alvo” do buraco ao qual deverá introduzir o barbante. Isto estimula a atenção, a coordenação motora fina e prepara a criança para o uso futuro do lápis, pois simula a ação que envolve este instrumento. Este tipo de brincadeira pode ser ampliado unindo objetos, formando letras e números, aprendendo a dar nó, pendurando coisas, unindo formas e ajudando a criança a memorizar sequências de tarefas.

4)   Dedoches.

Imagens e totens que podem ser fixados nos dedos das crianças podem ser muito úteis para coordenação motora, pois auxiliam no uso dos dedos para teatralizar personagens numa sequência de histórias. Isto permite à criança aprender a associar palavras com ações coordenadas, unindo processos de linguagem ao processamento visual e decisão de movimentar determinados dedos.

5)   Pintura com guache.

Usar pincéis para pintar é um recurso valioso para a coordenação motora, pois permite que as crianças controlem melhor a preensão do pincel, sintam a consistência do instrumento sendo pressionado no papel, compare a necessidade de colocar mais tinta de acordo com o que fica representado no plano do papel. O guache seca rápido, não? Então, a criança deve agilizar a pintura para que resulte numa imagem homogênea estimulando-a a usar o tempo como um modulador da prática motora.

6)   Dobraduras simples.

As dobraduras estimulam noção de proporção, espaço, linearidade na ação motora, criatividade, atenção seletiva e sustentada e memorização de formas e sequências. Dependendo do material que será dobrado, ajuda a criança a usar sua força de acordo com a resistência do material. Enfim, estas brincadeiras devem ser realizadas em casa e na escola a fim de sejam amplamente desenvolvidas pela criança antes que ela chegue na fase de alfabetização. Além disto, engajam os pais a participarem de meios lúdicos junto aos seus filhos aprofundando as relações afetivas e conhecimento espontâneo acerca do que seu filho gosta e de como ele reage a desafios e erros. As brincadeiras representam muito mais do que parece, não?

Atividade Física e Seus Benefícios na Infância

Podemos afirmar que a aquisição de hábitos saudáveis, como alimentação equilibrada e prática de atividades físicas, tornam-se mais fáceis à medida que são incentivados e estabelecidos durante a infância e adolescência. Além disso, estudos apontam que crianças e adolescentes que se envolvem em atividades físicas têm maiores chances de se tornarem adultos ativos. Uma vida saudável requer atitudes comprometedoras com a escolha de hábitos saudáveis, principalmente atividades físicas regulares, que sem dúvida proporcionarão melhor qualidade de vida e maior longevidade. Que a prática de atividades físicas é de fundamental importância para a qualidade de vida da população em geral todos estão cansados de saber, não é mesmo? Mas sabemos também que os hábitos sedentários adquiridos pela sociedade são resultados de uma nova era marcada pelo avanço tecnológico e facilidade para desenvolver atividades que antes exigiam mais esforço físico. Na maior parte das vezes, a prática regular de atividades físicas, quando apoiadas pelos pais, irmãos, outros membros da família ou amigos, têm significativas chances de aumento e constância. Mas, afinal, quais são esses resultados tão benéficos adquiridos pela criança e o adolescente através das atividades físicas? Foi comprovado que maiores níveis de atividade representam melhores condições do sistema ósseo e prevenção contra alguns tipos de câncer. Ainda citando os benefícios, os problemas de ordem emocional, como depressão e angústias, têm associação inversa com a prática de atividades físicas já que coloca a criança e o adolescente em movimento, propiciando maiores níveis de endorfinas liberadas no corpo, maior atividade cerebral e até aumento na memória e facilidade para resolver problemas mais elaborados. Outra constatação importante sobre o efeito da atividade física vem de estudos que têm demonstrado uma relação entre os níveis de atividade física e a prevenção de doenças crônico-degenerativas que afligem a população em geral, inclusive cardiopatias coronarianas, artrites, diabetes, câncer, osteoporose, doenças pulmonares crônicas, acidente vascular cerebral e obesidade. E os benefícios não param. Juntando-se a todos os citados acima, ainda temos uma qualidade melhor do sono, diminuindo o estresse; aumento da autoestima, autoconhecimento corporal, melhora na capacidade funcional, redução da obesidade, previne o desânimo, aumenta a eficiência e auxilia na visualização de um futuro de sucesso e até a antecipar possíveis situações de insucesso. Depois de absorver todas estas informações, podemos afirmar que as atividades físicas trazem mais benefícios do que parece! Com isso em mente, devemos reforçar a ideia de que todos (pais, mães, irmãos, amigos, parentes, professores) devem incentivar a prática de atividades físicas e, quem sabe, até praticar junto. Vamos juntos mudar este contexto?   FONTES DE PESQUISA: Mello e Tufik (2004) White et al. (1996) (Greendale et al., 1995) (Camacho et al.,1991; Goodwin, 2003) (Haapanen et al., 1996; Lissner et al., 1996; Andersen et al., 2000). (Glenmark et al., 1994; Hirvensalo et al., 2000;Trost et al., 2002; Alfano et al., 2002; Tammelin et al., 2003) Atividade Física e Seus Benefícios à Saúde Influência da Atividade Física na Adolescência Sobre o Nível de Atividade Física na Idade Adulta Os Benefícios da Atividade Física aos Adolescentes (Rosane Biazussi)

Alimentação Saudável: Importância e Como Estimular

Uma alimentação equilibrada ao longo da vida é extremamente importante. Independente da idade vai garantir o crescimento e desenvolvimento, além da manutenção da saúde e do bem estar de todos. Com isto em mente, podemos dizer que existem períodos da vida onde é essencial que essa alimentação seja equilibrada, como na fase infantil. As crianças e adolescentes estão em fase de crescimento, desenvolvimento, formação da personalidade e os hábitos alimentares que influenciam diretamente em todas as outras áreas citadas. Estudos apontam que o bom hábito alimentar começa na nutrição adequada durante a gestação na saúde do bebê e da mãe. A dieta equilibrada de ambos os pais antes e materna durante a gestação, afeta diretamente a saúde do bebê, tendo efeitos para toda a vida. Não é segredo algum que por muitos anos a alimentação infantil foi estimulada por guloseimas, como se os pequenos não precisassem dos nutrientes e vitaminas contidos nos alimentos como frutas e vegetais. Sabemos que a correria do dia a dia influencia diretamente na qualidade da alimentação tanto da criança e do adolescente, quanto dos pais. Vale ressaltar a ineficiência de tentar equilibrar a dieta das crianças com alimentos mais saudáveis sem que a dos próprios pais também sejam. Os adultos são exemplos para os pequenos e por este motivo, para que eles tenham hábitos mais saudáveis, os pais devem adquirir bons hábitos alimentares também. Vale lembrar que as refeições devem ser momentos de descontração e prazer, não se deve forçar a criança comer mais do que quer ou algo que não acredite ser apetitoso. Nestes casos, recomendamos que teste outros tipos para encontrar o que mais agrada. Vamos deixar agora algumas dicas para facilitar todo o processo Pode parecer difícil conciliar a alimentação equilibrada com a correria do dia a dia, mas uma excelente forma de estimular a boa alimentação dos pequenos é deixá-los participar dos processos. Leve-os ao supermercado, apresente as características dos grupos de alimentares, ensine onde e como escolher os melhores produtos. Para finalizar, vamos deixar algumas dicas para facilitar todo o processo: Segundo a apresentadora e nutricionista Gabriela Kapin, existem cinco mandamentos que toda criança precisa seguir para uma alimentação saudável:
  1. Fazer as refeições sentados à mesa – como falamos anteriormente, a refeição deve ser um momento de prazer em família, sentados à mesa, estimula a boa alimentação, constrói momentos de diálogo e interação, além de estar na melhor posição para se comer.
  2. Comer sem distração – Como dizem “a hora da refeição é uma hora sagrada”, não se deve comer assistindo televisão, mexendo no celular ou com brinquedos. É preciso concentração ao que está comendo, para melhor ingestão e digestão dos alimentos.
  3. Saber e conhecer o que está comendo – ensine desde cedo a criança o nome dos alimentos e a importância deles para nosso corpo, não tente enganá-la para comer algo que não conhece, é preciso ensinar a comer bem e não manipular a criança.
  4. Ter cinco cores no prato – São as vitaminas e nutrientes que dão cor aos alimentos, ter um prato colorido significa ingerir uma variedade destes nutrientes.
  5. Experimentar novos alimentos – Sempre! É bom comermos coisas novas, fazer disso um hábito amplia nosso repertório e evita aquele “não gosto” sem nunca ter comido. Faça disso um jogo e será muito divertido.
A adaptação de todos pode ser gradual e mudanças sempre exigem um pouco mais da nossa atenção, mas no final a recompensa de uma vida mais saudável e feliz compensa toda a dedicação!   FONTES DE PESQUISA: Consumo alimentar e adequação nutricional em crianças brasileiras Alimentação Saudável Na Infância Eu Sem Fronteiras  

Desenvolvendo a Coordenação Motora Fina

A infância é uma fase especial por reunir descobertas que exercerão influência durante toda a vida de uma pessoa. A coordenação motora fina é uma dessas habilidades que precisam ser trabalhadas na idade certa, respeitando cada etapa para que o progresso da criança seja acompanhado de perto. Na coordenação motora fina, verificamos o uso de músculos pequenos, como os das mãos e dos pés. Ao desenhar, pintar ou manusear pequenos objetos, a criança realiza movimentos mais precisos, delicados, e desenvolve habilidades que a acompanharão por toda a vida. Para desenvolver a Coordenação motora fina pode ser em situações corriqueiras  que funcionam como exercícios ou brincadeiras que impulsionam as habilidades ligadas aos músculos menores, geralmente localizados nas mãos e nos pés. A importância de desempenhar um treinamento nesses membros é o uso que fazemos deles para absolutamente tudo. Há uma série de atividades que têm a prerrogativa de otimizar esse mecanismo tão necessário para a independência dos pequenos. As tarefas podem ser aplicadas tanto no ambiente escolar quanto doméstico, com objetos e até alimentos (crus) para incrementar no exercício. Vejam logo abaixo alguns exemplos: – Separando os grãos Pegue dois tipos diferentes de grânulos e coloque-os em um mesmo recipiente. Depois, peça à criança para separá-los. Esse processo faz com que o pequeno exercite o controle de seus dedos, assim como a musculatura; – Argolas coloridas O objetivo é fazer que seu filho/aluno coloque essas argolas em varetas, cujas cores sejam correspondentes. Notem aí mais uma brincadeira em que deve haver a discriminação das cores e a prática de movimentar as mãos em movimentos suaves; Além de atividades podem ser utilizados brinquedos e objetos  completamente lúdicos que auxiliam tal habilidade da criança sem que ela perceba que está praticando um exercício. São eles: massinhas, argilas, bolas de borracha, varetas, geleias (próprias para manuseio), entre outros.  

Nova ortografia brasileira

A partir de primeiro de janeiro de 2009 passou a vigorar no Brasil e na comunidade de países de língua portuguesa, a nova ortografia brasileira. A transição das novas regras de escrita termina em 31 de dezembro de 2015, período este que as pessoas têm para se adaptar às novas normas ortográficas.
Estas modificações foram feitas para que houvesse uma união e proximidade dos países que falam a língua portuguesa como língua oficial, como Moçambique, Cabo Verde, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe, Angola, Timor Leste, Brasil e Portugal. Porém, as alterações são consideradas simples e fáceis de serem incorporadas ao dia a dia.
O alfabeto era formado por 23 letras, mais aquelas chamadas “especiais”. A nova ortografia brasileira apresenta então, o “k”, “w” e o “y” como letras que fazem parte oficialmente do alfabeto, que agora é formado por 26 letras. Muito utilizadas em siglas, símbolos e nomes estrangeiros, também são encontradas em seus derivados. Exemplo: km, watt, Byron. Uso do trema Antigamente, usava-se trema em palavras portuguesas e aportuguesadas. Hoje, o trema foi eliminado destas palavras. Antigamente, escrevia-se: agüentar, conseqüência, cinqüenta, qüinqüênio, freqüência, freqüente, eloqüência, eloqüente, argüição, delinqüir, pingüim, tranqüilo, lingüiça. Agora, estas palavras mudam para: aguentar, consequência, cinquenta, quinquênio, frequência, frequente, eloquência, eloquente, arguição, delinquir, pinguim, tranquilo, linguiça. Porém, nomes próprios estrangeiros e seus derivados ainda continuam com o trema. Exemplo: Muller, mülleriano. Seria uma mudança muito brusca, que implicaria na perda de identidade das palavras.

Acentuação

nova ortografia brasileira tem novas regras que se aplicam a acentuação das palavras. Antigamente, os ditongos abertos –ei e –oi eram acentuados, nas palavras paroxítonas. Exemplo: assembléia, platéia, idéia, colméia, boléia, panacéia, Coréia, hebréia, bóia, paranóia, jibóia, heróico, paranóico.
Porém, o acento nos ditongos –éi e –ói permanecem naquelas palavras oxítonas e monossílabas tônicas de som aberto, como herói, constrói, dói, anéis, papéis, anzóis. O ditongo aberto –éu permanece. Ex: chapéu, céu, véu, ilhéu.

Vogais duplicadas

Ainda no quesito acentuação, a nova ortografia brasileira não permite que se acentue o hiato –oo. Por isso, as palavras enjôo, vôo, corôo, perdôo, côo, môo, abençôo e povôo tornam-se: enjoo (subst. e forma verbal), voo (subst. e forma verbal), coroo, perdoo, coo, moo, abençoo, povoo. Além disso, não se acentua o hiato –ee dos verbos crer, dar, ler, ver e seus derivados (na terceira pessoa do plural). Então, antes se escrevia: crêem, dêem, lêem, vêem, descrêem, relêem, revêem. Agora, creem, deem, leem, veem, descreem, releem, revêem.

Palavras homógrafas

Palavras homógrafas são aquelas que se escrevem da mesma forma, com sentidos diferentes. Na nova ortografia brasileira, foi acordado que as paroxítonas não serão acentuadas. Antes, pára (verbo), péla (subst. e verbo), pêlo (subst), pêra (subst), péra (subst) e pólo (subst) eram acentuadas. Agora, escreve-se para (verbo), pela (subst. e verbo), pelo (subst.), pera (subst), pera (subst.), polo (subst.).

Uso do hífen na nova ortografia

Hoje em dia, não se emprega mais o hífen em compostos em que o prefixo ou falso prefixo termine em vogal e o segundo elemento comece pelas letras “r” ou “s”. O que acontece então é que essas consoantes devem se duplicar. Exemplo: ante-sala, ante-sacristia, auto-retrato, anti-social, anti-rugas, arqui-romântico, arqui-rivalidade, auto-regulamentação, auto-sugestão, contra-senso, contra-regra, contra-senha, extra-regimento, extra-sístole, extra-seco, infra-som, infra-renal, ultra-romântico, ultra-sonografia, semi-real, semi-sintético, supra-renal, supra-sensível. Agora, escreve-se antessala, antessacristia, autorretrato, antissocial, antirrugas, arquirromântico, arquirrivalidade, autorregulamentação, autossugestão, contrassenso, contrarregra, contrassenha, extrarregimento, extrassístole, extrasseco, infrassom, infrarrenal, ultrarromântico, ultrassonografia, semirreal, semissintético, suprarrenal, suprassensível. Ainda que desaparecido cada vez mais das palavras, o uso do hífen ainda permanece nos compostos em que os prefixos são: super, hiper, inter, terminados em –r, como: hiper-requintado, super-revista, inter-racial e etc.

Uso do hífen em casos especiais

Agora, não se emprega mais o hífen em compostos em que o prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa com vogal diferente. Exemplo antigo: auto-afirmação, auto-ajuda, auto-aprendizagem, auto-escola, auto-estrada, auto-instrução, contra-exemplo, contra-indicação, contra-ordem, extra-escolar, extra-oficial, infra-estrutura, intra-ocular, intra-uterino, neo-expressionista, neo-imperialista, semi-aberto, semi-árido, semi-automático, semi-embriagado, semi-obscuridade, supra-ocular, ultra-elevado. Exemplo atual: autoafirmação, autoajuda, autoaprendizagem, autoescola, autoestrada, autoinstrução, contraexemplo, contraindicação, contraordem, extraescolar, extraoficial, infraestrutura, intraocular, intrauterino, neoexpressionista, neoimperialista, semiaberto, semiautomático, semiárido, semiembriagado, semiobscuridade, supraocular, ultraelevado. Agora, o hífen é empregado em compostos em que o prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa por vogal igual, como no caso de: antiibérico, antiinflamatório, antiinflacionário, antiimperalista, arquiinimigo, arquiirmandade, microondas, microônibus, microorgânico, que agora são escritos: anti-ibérico, anti-inflamatório, anti-imperalista, arqui-inimigo, arqui-irmandade, micro-ondas, micro-ônibus, micro-orgânico.
Além destes casos, não se usa mais o hífen em compostos em que a palavra já foi consagrada como uma só, como o caso das antigas manda-chuva, pára-quedas, pára-quedista, pára-lama, pára-brisa, pára-choque, pára-vento, que se tornaram mandachuva, paraquedas, paraquedista, paralama, parabrisa, parachoque, paravento.

Mas atenção para uso do hífen!

Sem dúvidas, o uso correto do hífen será o maior desafio para os membros dos países que falam a língua portuguesa em se adaptarem. Em linhas gerais, podemos acrescentar alguns parâmetros da nova norma. O uso do hífen permanece em compostos com os prefixos específicos: ex-, vice-, soto-, como nas palavras ex-mulher, vice-prefeito. Nos compostos com os prefixos circum- e pan-, o hífen permanece quando o segundo elemento começa por vogal, m ou n, como nos casos de pan-americano, circum-navegação. Em compostos com os prefixos acentuados pré-, pró-, e pós-, apenas utilizamos o hífen quando o segundo elemento tem vida própria dentro da língua, como no caso da palavra pré-natal. Está proibida a utilização de hífen em locuções de qualquer tipo, podendo ser substantivas, adjetivas, pronominais, verbais, adverbiais, prepositivas ou conjuncionais. Assim, cão de guarda, fim, de semana, café com leite, pão de mel e outras se escrevem separadas e sem hífen. Por tanto, fique atento às regras da nova ortografia brasileira quando for realizar uma produção de texto, seja para a escola, para o vestibular ou para o trabalho.