Desenvolvendo a autonomia na criança

Desenvolver a autonomia em crianças e adolescentes é essencial para o futuro deles, mas às vezes algumas atitudes por parte da família que são benéficas podem passar despercebidas.

A chegada de uma criança na vida da família é repleta de experiências. Os adultos passam por diversas situações que os levam a questionar sobre a melhor maneira de educar. Muitos pais, por causa de diversos fatores, apresentam insegurança sobre o processo de iniciação da construção da autonomia nos pequenos.
Um estudo feito pela Universidade de Montreal afirma que dar autonomia desde cedo para as crianças ajuda inclusive no desempenho cognitivo delas. Então, como fazer para incentivar a sua criança a ser mais autônoma desde cedo?

Estimule as atividades adequadas à idade
Não faça pelo o seu filho o que ele já consegue fazer sozinho! Muitos pais costumam confundir o cuidado excessivo com o afeto e ajuda, isso se dá por diversos motivos como falta de tempo e informação sobre as capacidades específicas de cada faixa etária.
Ensinar a colocar o tênis sozinho é uma tarefa que demanda tempo e na correria do dia corremos o risco de optar por fazer pela criança para ganharmos tempo ou ainda, por desconhecer que numa determinada idade ela já pode ser estimulada a fazer alguma ação sozinha com segurança e destreza.
Veja algumas atividades que ele tem autonomia de fazer, de acordo com a idade:

Dos 2 aos 3 anos
A criança é capaz de se alimentar sozinha, se sentar à mesa, guardar brinquedos, colocar sapados sem cadarços e de fácil manuseio.

Dos 3 aos 4 anos
O seu filho já pode ir ao banheiro sozinho, mas ainda com a sua supervisão. Nessa idade é possível ainda arrumar a mochila para a escola, separar roupas sujas das limpas (para isso vocês podem levar na mochila sacos de duas cores, um para limpas e outro para sujas e em casa disponibilizar cestos com as duas mesmas cores dos sacos da mochila).

Dos 4 aos 5 anos
Nessa faixa etária a criança, se estimulada, já consegue se trocar e fazer sua higiene pessoal sozinha. É possível também que ela faça algumas refeições sem ajuda como, por exemplo, passar geleia no pão, com um objeto sem lâmina.

A partir dos 5 anos
A criança já consegue fazer algumas atividades domésticas sozinha como organizar o quarto, arrumar a cama, lavar louças que não são pesadas e ainda contribuir na preparação de alguns alimentos.
É importante também estimular a criança a cuidar da casa de diversas formas, como: regando as plantas, alimentando os animais e cuidando dos lixos recicláveis, por exemplo.

Tenha cuidado com broncas frequentes

Repreender a sua criança em situações necessárias é importante para a construção de uma personalidade com valores sólidos para o bom convívio em sociedade. No entanto, é preciso que você tenha bom senso e não banalize a bronca. Cuidado para não falar sempre em tom negativo, sendo muito impositivo.
Lembre-se de que seu filho está aprendendo sobre o mundo e precisa se sentir seguro para continuar se desenvolvendo. As broncas sem reflexão acabam fazendo com que ele se torne em um adulto inseguro e muito dependente da opinião dos outros. Por isso, antes de dar a bronca, certifique-se de que essa intervenção irá ajudá-lo a se tornar uma pessoa melhor.
A bronca só faz sentido para a criança quando ela entende o motivo da repreensão. Por essa razão, incentivá-la a refletir sobre as consequências de suas ações é um papel fundamental na construção da autonomia.

Incentive as escolhas e a resolução de problemas

Conforme seu filho cresce, novos desafios surgem. Incentive que ele resolva seus próprios problemas, sempre deixando claro que você estará por perto para dar o suporte necessário.
Converse sobre os desentendimentos com os colegas e a importância de se pedir desculpas e reconciliar as amizades, além de expor o motivo da chateação, buscando resolver os conflitos através do diálogo.

E, sobretudo, é preciso nos lembrarmos sempre de perguntar o que ele acha correto e tem vontade de fazer, observando como ele busca solucionar os conflitos e assim poder mediar nessa formação.
Ao contrário do que se possa pensar, incentivar e desenvolver a autonomia não é deixar a criança fazer o que quiser. Pelo contrário, é dar atenção para suas respostas e guiar para as melhores escolhas — mas sem decidir por ela ou ignorar sua opinião.
Com equilíbrio e bom senso, você educará uma pessoa emocionalmente forte, decidida e segura de si.

Fonte:
Escola da Inteligência

Como ajudar a aumentar o rendimento escolar do meu filho?

O rendimento escolar do seu filho está abaixo do esperado? Então confira neste artigo como reverter esse quadro.

É comum famílias em que pais e mães têm muitos afazeres e pouco tempo para acompanhar as atividades escolares dos filhos.

Por isso mesmo, tornou-se muito mais necessário que eles estejam preparados para compreender rápido as mudanças no comportamento escolar das crianças e adolescentes.

No artigo de hoje, você vai descobrir como participar e contribuir para o rendimento escolar do seu filho, mesmo que tenha pouco tempo. Continue lendo!

Contribua para a concentração

Há várias formas de os pais ajudarem os filhos a se concentrarem mais nas tarefas escolares.

Primeiramente: o ambiente de estudo do seu filho é saudável? Ele é organizado, há cadeira e escrivaninha confortáveis, que acomodam facilmente todo o material que ele usa?

A bagunça — tão comum, principalmente na adolescência — leva ao estresse mental e dificulta a memorização, e por isso deve ser evitada ao máximo.

Além disso, tente fazer com que o ambiente seja iluminado por luz natural. Lâmpadas devem ser usadas apenas à noite, já que o cansaço que causam pode diminuir o rendimento.

Outro fator importante para a concentração é manter distantes tablets, celulares e videogames.

Se possível, aliás, controle o uso desses aparelhos: se o seu filho tem o hábito de jogar videogame antes dos estudos, isso não é um bom sinal.

Os jogos eletrônicos colocam as crianças e adolescentes num estado de ansiedade que pode afetar negativamente os estudos. Negocie horários e coloque os jogos sempre após as tarefas da escola.

Ensine a fazer uma coisa de cada vez

Talvez a maior característica das novas gerações seja justamente uma enorme propensão a desempenhar várias tarefas ao mesmo tempo.

Isso não é necessariamente um defeito na maior parte do tempo, mas os estudos sempre rendem mais quando feitos com exclusividade.

Mantenha os aparelhos eletrônicos (a boa e velha televisão incluída) longe do ambiente de estudos do seu filho.

Mostre a ele que há tarefas que devem ser feitas com total atenção. Isso é um aprendizado não apenas para os estudos, mas para toda a vida!

Não cobre rendimento escolar em excesso

Claro que deve haver uma cobrança por resultados. Isso é algo que vai atravessar a vida do seu filho, desde agora até quando ele se tornar adulto.

Mas é sempre bom saber diferenciar cobrança de pressão excessiva. O comportamento mais saudável dos pais para estimularem o rendimento escolar dos filhos é um meio-termo entre cobrar, incentivar e apoiar.

Cobrança excessiva afetará a autoestima da criança ou adolescente, o que o deixará inseguro e não permitirá que ele desenvolva harmonicamente suas habilidades socioemocionais e educativas. Tudo isso junto, claro, pode levar a uma piora nos resultados.

Para contrabalançar as cobranças, faça sempre elogios às conquistas do seu filho como estudante.

É preciso que ele perceba que pode ser repreendido por maus resultados, mas que também será elogiado pelos bons. Isso fará com que ele perceba justiça no processo e coopere com ele.

Mas fique atento: não são os resultados que devem ser elogiados, mas sim o esforço do seu filho para conquistá-los.

Da mesma forma, não o censure caso tenha se esforçado e mesmo assim tenha se saído mal. Isso é sinal de que o problema está em outro lugar, certo?

O mais importante é ter em mente que se envolver é mais que apenas fazer o dever de casa. Converse com o seu filho, pergunte sobre o dia a dia dele na escola.

O diálogo constante ajuda a ver mudanças no comportamento e ajudar antes que problemas aconteçam. Com uma boa escola e pais participativos, o rendimento escolar do seu filho será alto e constante!

Quer saber um pouco mais sobre como melhorar o rendimento escolar dos seus filhos?

Então confira também como o uso de tablet à noite pode afetá-lo e descubra outro grande aliado do bom desempenho: uma boa noite de sono!

7 dicas para começar bem o segundo semestre

O recesso do meio do ano é, claramente, um valioso momento de descanso para alunos e funcionários de uma instituição de ensino. Apesar disso, não se pode negligenciar o momento de volta às aulas. Assim, o intervalo entre o primeiro e o segundo semestre também é um momento importante para fazer um balanço dos conteúdos aprendido e, é claro, das notas para ficar claro onde está indo bem ou não tão bem assim. É importante que essa reflexão aconteça para começar o segundo semestre com ‘’a casa arrumada’’ e colocar mais dedicação onde antes não havia muita.

Para ajudar nesse processo de organização, separamos 7 dicas que podem ser amigas neste processo de revisão.

Além disso, lembre-se de que é sempre válido pedir ajuda aos pais, irmãos mais velhos, professores e amigos para conseguir organizar tudo da maneira mais produtiva.

1 – Se você ainda não tem uma agenda para organizar seus compromissos escolares está na hora de providenciar uma. Registre lições de casa, datas para entrega de trabalhos individuais e em grupo, pesquisas, visitas, atividades extraclasse e provas. A consulta diária ajuda no aproveitamento do tempo.

2 – Mantenha o horário das aulas em um lugar fácil de consultar, como por exemplo, na capa do caderno. Antes de ir para a escola, não esqueça os materiais que devem ser levados para as aulas de cada dia.

3 – Estudar apenas na véspera das provas não é uma boa estratégia. Dedique-se de forma contínua e aproveite as aulas para realizar tarefas e trabalhos e eliminar dúvidas.

4 – Notou que ficou com dúvidas mesmo depois da explicação? Não deixe para depois e pergunte ao professor. Colegas que não tiveram dúvidas também podem te ajudar.

5 – Organize o local de estudo em sua casa. Quanto mais tranquilo e silencioso for este local, melhor para sua concentração. TV, rádio, celular, iPod, não são bons parceiros para estes momentos.

6 – Reserve um horário fixo para fazer suas lições e atividades escolares. O hábito ajuda a estabelecer uma rotina diária de estudos.

7 – Finalmente não se esqueça de reservar um tempo diário e semanal para as atividades de lazer que você mais gosta ou para colaboração em tarefas da casa ou da comunidade. Elas serão bem mais divertidas se você já tiver cumprido seus compromissos escolares.

FONTES:

10 dicas para volta às aulas no segundo semestre

Vestibulares de 2020 – Acompanhe todas as informações

O vestibular 2020 das principais universidades do país já está com data marcada para acontecer. Os estudantes que sonham com o ensino superior devem ficar ligados no calendário dos vestibulares 2020 para não perder nenhum prazo. As instituições já começaram a divulgar as datas das inscrições, pedidos de isenção, provas, entre outros.

Além das universidades, fique por dentro do calendário Enem 2019, considerado o principal processo seletivo para ingresso no nível superior do país. Confira abaixo as datas do vestibular 2020:

MAIO/2019

06 a 17 de maio – Período de Inscrição do ENEM

23 de maio – Início das inscrições da Mackenzie

 

JULHO/2019

01/07 a 15/08 – Inscrições Vestibular 2020 ITA

 

AGOSTO/2019

01/08 a 06/09 – Inscrições para o Vestibular tradicional da UNICAMP

02/08 a 22/09 – Inscrições para o Vestibular PUC-Campinas

 

 SETEMBRO/2019

 03/09 a 30/09 – Inscrições para o Vestibular Indígena da UNICAMP

 09/09 a 07/10 – Inscrições para o Vestibular tradicional da UNESP

 23/09 a 25/10 – Inscrições para o Vestibular tradicional da UNIFESP

  

OUTUBRO/2019

 15/10 a 14/11 – Inscrições para o Vestibular UNICAMP: ENEM – UNICAMP

 18/10 – PUC CAMPINAS – Prova Específica – Direto e Arquitetura e Urbanismo

 19/10 – PUC CAMPINAS – Prova Geral do Vestibular 2020

 

 NOVEMBRO/2019

 03/11 – ENEM – Primeiro dia de Prova

 04/11 – PUC CAMPINAS: Resultado do Vestibular 2020 (todos os cursos exceto medicina)

 08/11 – PUC CAMPINAS – Resultado do Vestibular 2020 – prova específica

 10/11 – ENEM – Segundo dia de Prova

 15/11 – UNESP – Primeira fase

 17/11 – UNICAMP – Primeira fase

 21/11 a 10/01/2020 – UNICAMP: Inscrições processo seletivo Vagas Olímpicas

  

 DEZEMBRO/2019

 01/12 – ITA – Primeira fase

 09/11 – PUC – Campinas: Resultado – Medicina

 12 e 13/12 – UNIFESP – Prova do Vestibular

 15 e 16/12 – UNESP – Segunda fase

 

 JANEIRO/2020

 RESULTADO ENEM

 12 e 13/01 – UNICAMP – Segunda fase do vestibular tradicional

  

FEVEREIRO/2020

 03/02 – UNESP – Resultado

 10/02 – UNICAMP – Resultado

 12 e 13/02 – ITA – Segunda fase do vestibular 2020

 

INFORMAÇÕES DAS UNIVERSIDADES

 Unicamp

O vestibular da Universidade Estadual de Campinas é dividido em duas fases. A primeira é constituída de uma única prova de Conhecimentos Gerais composta por 90 questões objetivas sobre as áreas do conhecimento desenvolvidas no Ensino Médio, incluindo questões interdisciplinares.

Em março, a Unicamp divulgou mudanças nas provas da segunda fase do Vestibular 2020. Agora, as provas serão aplicadas em apenas dois dias e os estudantes farão questões sobre as disciplinas relacionadas à área do curso escolhido. Os dois dias de provas terão cinco horas cada.

A instituição também exigia duas redações nos vestibulares anteriores e agora passa a exigir a produção de apenas uma. Serão obrigatórias a todos os candidatos a realização das provas de Língua Portuguesa, Matemática e questões interdisciplinares, que traz de volta a disciplina de Inglês para a segunda fase.

Inscrições: 1º de agosto a 6 de setembro
Provas (1ª fase): 17 de novembro
Testes de Habilidades Específicas (THE) de Música: setembro e outubro
Provas (2ª fase): 12 e 13 de janeiro de 2020
THE de Arquitetura e Urbanismo, Artes Cênicas, Artes Visuais e Dança: 20 a24 de janeiro
Resultado da 1ª chamada: 10 de fevereiro
Matrícula (não presencial) da 1ª chamada: 11 de fevereiro

Edital: http://www.comvest.unicamp.br/wp-content/uploads/2019/07/Edital-VU-2020_30-07.pdf

 

Unesp

O Vestibular 2020 da Unesp abrirá as inscrições em setembro e todas as informações sobre o número de vagas e cursos disponíveis devem ser divulgadas em julho. Antes do período das inscrições, a Unesp informará as datas para os estudantes realizarem os pedidos de isenção e de redução da taxa. A instituição oferece 75% de desconto na taxa para os estudantes do último ano do Ensino Médio da rede pública de São Paulo.

Inscrições: 9 de setembro a 7 de outubro de 2019
Provas (1ª fase): 15 de novembro de 2019
Provas (2ª fase): 15 e 16 de dezembro de 2019

Resultado: 3 de fevereiro de 2020

Edital: https://documento.vunesp.com.br/documento/stream/MTEyNzQ5Mw%3d%3d

 

Unifesp

O Vestibular Misto da Unifesp conta com a aplicação de prova e a avaliação das notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para complementar a pontuação.

No primeiro dia as provas são compostas por 45 questões objetivas de Língua Portuguesa, Língua Estrangeira e uma Redação. Já no segundo dia as provas contam com 20 questões analítico-expositivas de Conhecimentos Específicos: Biologia, Química, Física e Matemática.

Inscrição: 23 de setembro a 25 de outubro de 2019
Provas: 12 e 13 de dezembro de 2019

Edital: 12/08/2019 – Publicação do Edital: Sistema Misto

ITA

Pelo segundo ano, o Vestibular do Instituto Tecnológico de Aeronáutica será aplicado em duas fases. A primeira no dia 1º de dezembro, e a segunda nos dias 12 e 13 de dezembro. As inscrições serão recebidas entre 1º de julho e 15 de agosto.

Inscrições: 1º de julho a 15 de setembro

1ª fase: 1º de dezembro
2ª fase: 12 e 13 de dezembro

Edital: http://www.vestibular.ita.br/instrucoes/edital_2020.pdf

 

PUC-Campinas

O vestibuar da PUC-Campinas conta com uma etapa específica para os cursos de Direito e Arquitetura e Urbanismo e, posteriormente, todos os vestibulandos, inclusive os que participaram dos cursos com etapa específica, fazem as provas gerais do vestibular. A avaliação é composta por 50 questões objetivas de disciplinas do Ensino Médio e uma redação.

Para os candidatos ao curso de Medicina existe um vestibular exclusivo que, além das provas gerais, há uma avaliação com questões discursivas na primeira fase. Já a segunda fase do Vestibular de Medicina é composta por quatro questões discursivas sobre Biologia e Química.

Inscrições: 09 de agosto a 07 de outubro
Prova Específica ao Curso de Direito e Arquitetura e Urbanismo: 18 de outubro
Prova Geral para todos os candidatos de todos os Cursos: 19 de outubro
Prova Específica ao Curso de Medicina: 8 de novembro
Resultados demais Cursos: 4 de novembro
Resultado Medicina: 9 de dezembro

 

PUC-SP

Provas: 1º de dezembro

Inscrição para receber mais informações: http://www.nucvest.com.br/inicial/pre-inscricao-processos-seletivos.html?_ga=2.256897355.151617367.1561377866-108462002.1538395351&_gac=1.171125012.1558631139.EAIaIQobChMI3buAg5Ky4gIVjw2RCh02BwToEAAYASAAEgKAfvD_BwE

Fuvest

As inscrições serão realizadas a partir de agosto e o edital será divulgado em breve.

A inscrição é online e deve ser realizada pelo site da Fuvest.

O candidato deverá:

-Preencher o formulário de dados pessoais; além de criar uma senha de acesso;
-Inserir uma foto de rosto para o reconhecimento facial nos dias das provas;
-Informar se precisa de condições especiais para fazer a prova (inclua documentos que comprovem a condição ou deficiência);
-Optar por qual a modalidade de vaga deseja concorrer (AC, EP ou PPI);
-Escolher a carreira e o curso;
-Informar a escolaridade;
-Assinalar em qual cidade fará a prova, que será realizadas em dez cidades.
-Responder 27 perguntas que servem para traçar o perfil socioeconômico e cultural dos candidatos e contribuem com os serviços de apoio à permanência estudantil mantidos pela USP.

Obras Literárias

-Poemas Escolhidos – Gregório de Matos
Quincas Borba – Machado de Assis
-Claro Enigma – Carlos Drummond de Andrade
-Angústia – Graciliano Ramos
-A Relíquia – Eça de Queirós
-Mayombe – Pepetela
O Cortiço – Aluísio de Azevedo
-Minha vida de menina – Helena Morley

 Treineiros

Os treineiros poderão escolher entre três opções:

-Treinamento Humanas
-Treinamento Biológicas
-Treinamento Exatas

As modalidades de vagas oferecidas pela Fuvest são:

– Ampla Concorrência, oferecida a todos os candidatos;

– EP, para estudantes de Escolas Públicas;
PPI- vagas destinadas aos candidatos e autodeclarados pretos, pardos e indígenas que, independentemente da renda, tenham cursado integralmente o ensino médio em escolas públicas.

Provas

1ª fase

Composta por 90 questões envolvendo biologia, física, geografia, história, inglês, matemática, português e química (algumas interdisciplinares).

2ª fase

Primeira prova, com 10 questões de português e 1 redação

Segunda Prova, com 12 questões sobre duas a quatro disciplinas, dependendo da carreira escolhida

Gabaritos

Os gabaritos e os cadernos de prova são divulgados no mesmo dia da avaliação, no site da Fuvest.

Matrícula

O candidato aprovado deverá:

-Separar os documentos em formato digital conforme opção feita na inscrição (AC, EP, PPI);
-Acessar a página do sistema //uspdigital.usp.br/jupiterweb;
-Selecionar etapa virtual – matrícula de ingressante para solicitar chave de acesso e preencher os campos da matrícula seguindo as etapas;
-Acompanhar o andamento da matrícula pelo e-mail cadastrado

A matrícula presencial é obrigatória para a confirmação do cadastro e apresentação dos documentos originais para conferência. Ela é realizada após o início das aulas.

Edital

https://www.fuvest.br/wp-content/uploads/FUVEST2020_ManualdoCandidato.pdf

 Inscrições: 12/08 a 20/09

Prova 1ª Fase: 24/11/2019 (domingo): Prova de Conhecimentos Gerais

 14/11/2019 (quinta-feira): Divulgação dos locais de prova da

 Provas da 2ª fase:

05/01/2020 (domingo): Prova de Português e Redação

06/01/2020 (segunda-feira): Prova de disciplinas específicas de acordo com a carreira escolhida

 Resultados

09/12/2019 (segunda-feira): Divulgação da lista de convocados e dos locais de prova da

2ª fase: 24/01/2020 (sexta-feira): Divulgação da lista dos aprovados no site da FUVEST: www.fuvest.br

06/02/2020 (quinta-feira): Divulgação dos resultados dos “treineiros” no site da FUVEST: www.fuvest.br

Mackenzie

A Universidade Presbiteriana Mackenzie é uma instituição de ensino superior particular, que oferece diversos cursos de graduação e pós-graduação com unidades espalhas em diversas cidades.

A mesma tem como sua principal forma de ingresso o vestibular Mackenzie 2020, onde os interessados em seus cursos deverão realizar uma prova contendo diversas questões abordando assuntos das seguintes matérias: Português 11 questões; Inglês 7 questões; Física 7 questões; Química 7 questões; Matemática 7 questões; Biologia 7 questões; Geografia 7 questões; História 7 questões.

Todas as questões do vestibular Mackenzie 2020 são objetivas, contendo alternativas de A à E.

Além dessa primeira prova, os candidatos as vagas dos cursos de Design, Arquitetura e Urbanismo farão uma segunda prova com questões específicas.

Ao todo, eles terão um prazo de 04 horas para concluírem todas as questões.

Atenção: A Mackenzie não aceita estudantes por meio das notas do ENEM 2020!

Através do vestibular Mackenzie 2020 os candidatos podem iniciar um dos cursos disponíveis nesta instituição.

A mesma oferece cursos de graduação e pós-graduação em diversas áreas da atuação, onde os candidatos e alunos podem escolher por aquele que mais se encaixe no seu perfil profissional.

Além disso, a Universidade Presbiteriana Mackenzie também oferece diversos cursos EAD – à distância, onde os estudantes podem se qualificar sem sair de casa, tendo acesso a todos os materiais e provas por meio da plataforma da universidade.

As inscrições para o vestibular Mackenzie 2020 serão abertas duas vezes no ano, sendo uma no primeiro semestre e outra no segundo semestre do ano.

Esse procedimento é feito unicamente pela internet, através do site oficial (https://www.mackenzie.br/) da instituição.

Atenção! Somente participarão do vestibular Mackenzie 2020 aqueles que efetuarem o pagamento da taxa de inscrição dentro do prazo estabelecido pela universidade.

Não foram divulgadas ainda as datas Inscrições, da Prova ou do resultado.

 

 FAAP

Referência no ensino e responsável pela formação de profissionais globais, a Faculdade Armando Alvares Penteado (FAAP), de São Paulo, recebe até 19 de outubro as inscrições para o seu vestibular. Os interessados em cursar um dos 17 cursos oferecidos contam com cinco formas de ingresso.

Para o vestibular tradicional, o candidato terá que fazer um exame com 60 testes e uma redação. A prova será aplicada nos campi da FAAP em São Paulo, São José dos Campos e Ribeirão Preto.

A inscrição também pode ser feita com as notas obtidas no ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio) e nas certificações internacionais IB (International Baccalaureate) – diploma internacional aceito nas principais universidades ao redor do mundo; Abitur – certificação alemã que até pouco tempo só era aceita em universidades estrangeiras; BAC (Diplomê du Baccalauréat) – diploma francês que aprova o aluno no ensino médio e também permite o acesso ao ensino superior.

É possível fazer as inscrições para o vestibular da FAAP pela internet (www.faap.br/vestibular) ou pelo telefone (11) 3662-7208. O candidato ainda pode ir pessoalmente à Central de Atendimento ao Aluno, em São Paulo, das 9h às 19h.

 Não foram divulgadas ainda as datas Inscrições, da Prova ou do resultado.  

 

ENEM
Os resultados do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) são utilizados pela Metodista como forma única ou parcial de classificação em seu processo seletivo. A opção deve ser feita no ato da inscrição, com a concessão do número de inscrição do Exame.

BOLSAS DE ESTUDO

  • Fies 

A Universidade possui parceria com o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), programa do Ministério da Educação que ajuda você a financiar o seu curso universitário.

  • Bolsa Social Metodista 

A Metodista mantém um programa de Bolsa de Estudo integral e parcial para alunos dos cursos de graduação e graduação tecnológica, na modalidade presencial. Os estudantes interessados em solicitar bolsa de estudo podem utilizar o ENEM como método de entrada.

Inscrições: 06 a 17 de maio

Prova:

1° dia – 03/11 -Aplicação das provas de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias / Redação / Ciências Humanas e suas Tecnologias

2° dia – 10/11 – Aplicação das Provas de Ciências da Natureza e suas Tecnologias / Matemática e suas Tecnologias

 Resultado:

13/11 – Publicação dos gabaritos e dos cadernos de questões

Janeiro 2020 – Data a confirmar – Resultados individuais

Março 2020 – Data a confirmar – Resultados individuais dos treineiros

Edital: https://enem.inep.gov.br/antes#leia-o-edital

Cronograma completo: https://enem.inep.gov.br/crono#cronograma

  

ANHEMBI

A Universidade Anhembi Morumbi é uma instituição privada de ensino superior localizada na cidade de São Paulo com campi nas cidades de Campinas e São Bernardo do Campo. Fundada em 1970, é reconhecida pela qualidade no ensino superior e pela inovação da arquitetura curricular de seus cursos. Oferece cursos de graduação, graduação tecnológica e pós-graduação no vestibular 2020 em diversas áreas do conhecimento.

Vestibular Anhembi Morumbi 2020 é realizado duas vezes ao ano, a cada semestre, tanto na modalidade Tradicional quanto agendado, os candidatos respondem questões objetivas de conhecimentos gerais sobre conteúdos do Ensino Médio e uma Redação. A nota do Exame Nacional do Ensino Médio pode ser utilizada como critério de seleção do processo seletivo, a Anhembi Morumbi está com inscrições abertas do seu vestibular.

Não foram divulgadas ainda as datas Inscrições, da Prova ou do resultado.

 

USO DAS REDES SOCIAIS NA INFÂNCIA E ADOLESCÊNCIA

“Steve Jobs, CEO da Apple até sua morte em 2012, revelou em uma entrevista ao New York Times que proibiu seus filhos de usar o recém-lançado iPad. “Limitamos a quantidade de tecnologia que nossos filhos usam em casa”, disse Jobs ao repórter Nick Bilton.”

Redes sociais prejudicam relações com amigos e família se usado em excesso!

Pesquisa mostra que usuários se encontram menos com pais, amigos, filhos e até parceiros por causa da internet; ‘mudanças são tão profundas como foi a descoberta do fogo’, diz especialista

“Meus pais usam as redes sociais para me vigiar, então eu os bloqueei”

Essa frase parece um absurdo, mas não é raro encontrar adolescentes, por se sentirem privados, bloquearem familiares para se expressar sem censura nas redes, é ai que mora o perigo, na pré-adolescência e adolescência não pode existir privacidade, ela é perigosa. Diz o psiquiatra e escritor, paraibano Rossandro Klinjey, especialista no assunto e youtuber consagrado, palestrante há mais de 10 anos.

Escritor do livro ”HELP! ME EDUQUE”, Editora LETRAMAIS, fala muito sobre esse assunto em suas palestras e pede aos pais que foquem o fortalecimento do contato com os filhos e a proteção da família, ele diz que essa é a solução para diminuir e eliminar a quantidade exorbitante de suicídios que acontecem pelo uso excessivo das redes sociais sem acompanhamento, “É como se entregássemos nossos filhos em bandejas”…..

Ele ainda ressalta, que a privacidade nessa idade pode causar a perda do seu filho dentro de sua  própria casa! ”São assustadoras as histórias que chegam ao meu consultório com a desculpa da “TAL” privacidade exigida pelo adolescente.”

“Hoje existe o empoderamento precoce da criança e do adolescente e quando você da poder a quem não tem maturidade e habilidade, você cria um tirano no próprio lar.” Rossandro Klinjey .

“Os mais jovens têm de enfrentar hoje coisas inimagináveis no passado, como a exposição e a permanência nas redes sociais daquilo que eles fazem e falam, por exemplo”, diz Roberto Sassi, psiquiatra infantil e professor da Universidade McMaster, no Canadá.

Segundo Sassi, a adolescência é uma fase de experimentação, na qual o jovem age de modo mais impulsivo e arriscado. “Faz parte do desenvolvimento pessoal aprender com os erros. O problema é que agora esses erros podem ficar marcados de forma indelével, com consequências maiores.”

Artigo publicado recentemente na revista da Academia Americana de Pediatria fez vasta análise da literatura científica sobre o tema. Na questão do cyberbullying, uma meta-análise de 131 estudos mostrou que adolescentes que passam por essa experiência apresentam risco maior de desenvolver problemas mentais e físicos. “O uso de internet em geral e a experiência de ser vítima de cyberbulling estão associados a mais pensamentos suicidas e comportamentos de automutilação”, diz o artigo.

Outro estudo, esse publicado em meados de outubro, analisou os efeitos de se passar muito tempo em frente a telas de aparelhos eletrônicos na saúde mental de crianças e adolescentes.

Cristiano Nabuco -Especialista de dependência tecnológica da USP diz:

É frequente a situação aonde todos sentados à mesa de jantar em silencio e mexendo em seus celulares! isso, visto de fora  fica chocante, mas de dentro parece que existe um fluxo torrente quase impossível de resistir, a aparente paz no jantar esconde o turbilhão que as informações estão sendo absorvidas e muitas vezes decisões por impulso sendo tomadas pelas mentes despreparadas de nossos adolescentes.

O uso patológico dos videogames já é mencionado na quinta edição do Manual Estatístico e Diagnóstico dos Transtornos Mentais, espécie de cartilha da psiquiatria, lançada em janeiro. A “dependência de internet” está a um passo de se tornar a mais nova classificação psiquiátrica do século 21. “Na China, tornou-se problema de saúde pública, com a abertura de 150 centros de tratamento para dependentes de games. No Brasil, muita gente não sabe que a dependência virtual é um problema”, alerta Cristiano Nabuco, coordenador do Grupo de Dependências Tecnológicas do Programa Integrado dos Transtornos do Impulso (Pro-Amiti) do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP).

Até Tim Cook, atual CEO da Apple, disse que não permite que seu sobrinho participe de redes sociais online. O comentário seguiu os de outros especialistas em tecnologia, que classificaram as mídias sociais como prejudiciais à sociedade. Cook depois admitiu que os produtos da Apple não são destinados ao uso constante.

“Eu não sou uma pessoa que diz que alcançamos o sucesso se você estiver usando isso o tempo todo”, disse ele. “Eu não concordo se alguém disser isso.”.Um dos estudos mais impactante, e frequentemente citado por psicólogos, foi publicado em 2014 em uma revista especializada em Computadores em Comportamento Humano. O experimento envolveu cerca de 100 pré-adolescentes, metade dos quais passou cinco dias em um retiro livre de tecnologia, engajados em atividades como arco e flecha, caminhadas e orientação. A outra metade ficou em casa.Depois de apenas cinco dias no retiro, os pesquisadores viram enormes ganhos nos níveis de empatia entre as crianças participantes. Aqueles no grupo experimental começaram a pontuar mais alto em suas sugestões emocionais não-verbais, mais frequentemente sorrindo para o sucesso de outra criança ou parecendo angustiados se testemunhassem algo desagradável.Os pesquisadores concluíram que: “Os resultados deste estudo devem introduzir uma conversa social muito necessária sobre os custos e benefícios da enorme quantidade de tempo que as crianças passam com as telas, dentro e fora da sala de aula”.

 

FONTES:

USP

Departamento de Dependência Tecnologica da USP

BBC

Psiquiatra Rossandro Klinjey

Filmes Infantis: 5 Opções Educativas para assistir novamente nessas Férias

O cinema pode ser muito mais do que entretenimento. Com o poder de despertar emoção, reflexão e conhecimento que podem causar impactos para a vida inteira, ensinando valores e propondo novas formas de pensar, especialmente para crianças. De fato os filmes podem imitar e/ou ampliar o plano da realidade, proporcionando diversas experiências em uma única sessão! Se você tem filhos em casa – sejam eles pequenos ou crescidos – aproveite aquela sessão em família para assistir a um destes filmes que separamos com carinho para você:

1- As aventuras de Peabody e Sherman

As aventuras de Peabody e Sherman é um filme que trata de questões como bulling e preconceito de uma forma simples e linda. Além disso, trata da importância da aprender história e ciência.

Sinopse: Sr. Peabody é o cão mais inteligente do mundo. Após ganhar o prêmio Nobel e criar diversas invenções que ajudaram a humanidade, ele resolve adotar um bebê humano que encontrou abandonado na rua. Responsável por sua educação, Peabody constrói uma máquina do tempo para mostrar ao jovem Sherman os fatos históricos estando presentes nele. Entretanto, um novo desafio se apresenta para Sherman quando ele, pela primeira vez, precisa ir à escola. Lá ele se torna alvo de provocações de Penny, com quem acaba brigando no pátio. Temendo perder a guarda do garoto, Peabody organiza um jantar em sua casa com Penny e seus pais. Só que mais uma vez a garota provoca Sherman, que acaba descumprindo a orientação do pai adotivo e lhe mostra a máquina do tempo. Não demora muito para que ambos viagem pelo tempo, causando diversos problemas.

2- O Rei Leão

Esse clássico não poderia faltar na lista. O que dizer de Simba e toda sua história? Um filme apaixonante e que transmite muitas mensagens de amor, força e amizade. Sem contar a forma simples e sincera como a morte e o luto são abordados. O Rei Leão também tem continuação.

Sinopse: Mufasa, o Rei Leão, e a rainha Sarabi apresentam ao reino o herdeiro do trono, Simba. O recém-nascido recebe a bênção do sábio babuíno Rafiki, mas ao crescer é envolvido nas artimanhas de seu tio Scar, o invejoso e maquiavélico irmão de Mufasa, que planeja livrar-se do sobrinho e herdar o trono.

3- Operação Big Hero

Este é um título que valoriza a educação. Em “Operação Big Hero”, por trás de toda a aventura de super-heróis e super-vilões ele explora a questão do luto, muito importante, além do fato de que o irmão mais velho ensina o mais novo que a faculdade pode ser um lugar legal. E que, lá, ele pode usar sua facilidade com matemática e robótica para criar coisas que ajudem os outros.

Sinopse: O grande robô inflável está sempre a postos para cuidar de Hiro Hamada. Quando algo devastador assola a cidade, o menino prodígio, seus amigos e o robô formam um grupo de heróis para combater o mal.

4- Wall-E

Entrando no tema ”meio-ambiente”, “Wall-E” é, romântico, fofo e forte na mesma medida, feito para crianças e adultos.É um robozinho cuja função é compactar o lixo na Terra, enquanto os humanos vivem confortavelmente numa estação espacial. Na verdade, logo descobrimos que o planeta se tornou infértil pelo mau uso e que essas pessoas esperam poder voltar um dia. Além de abordar a questão do lixo e da natureza, o filme ainda alerta para o sedentarismo e a apatia da vida hiperconectada.

Sinopse: WALL-E, abreviação de Waste Allocation Load Lifter Earth-class, é o último robô deixado na Terra. Ele passa o dia arrumando o lixo do planeta. Mas por 700 anos, WALL-E desenvolveu uma personalidade e é mais do que um robô. Ao avistar Eve, uma sonda mecânica em missão à Terra, ele se apaixona e resolve segui-la por toda a galáxia.

5- Moana

Além de apresentar características do comportamento, profissão, geografia e fenótipo, o filme ensina um pouco sobre a mitologia destas culturas. Pouco conhecidos pelos ocidentais, os deuses e semideuses polinésios são apresentados para o público da perspectiva dos nativos. Sem contar que o semideus Mauri é o coadjuvante principal da trama.

O filme também quebra estereótipos femininos. A protagonista Moana, que é filha do rei, recusa o título de princesa e sai em busca da sua vocação de navegante, tradicionalmente exercida por homens.

Sinopse: Uma jovem decide velejar através do Oceano Pacífico, com a ajuda de um semi-deus, em uma viagem que pode mudar a vida de todos.

E finalizamos esta listinha de filmes infantis educativos para assistir com as crianças lembrando que pipoca combina com filme! Faça pipoca e aproveite uma tarde gostosa  com as crianças, pode ter certeza que lembrarão durante a adolescência e a vida adulta.

E assim termina minha listinha de filmes infantis educativos para assistir com as crianças. Faça a pipoca e aproveite uma tarde com os pequenos, são esses momentos que eles irão lembrar e levar no coração quando crescerem!

FONTE:

BLOG – A mãe coruja

Guia da Semana

Novos Alunos

BLOG – Leiturinha

Musicalização na Educação Infantil

Música para quê?

Estudos comprovam que realizar esse tipo de trabalho ajuda a melhorar a sensibilidade das crianças, a capacidade de concentração e a memória, trazendo benefícios ao processo de alfabetização e ao raciocínio matemático. “A música estimula áreas do cérebro não desenvolvidas por outras linguagens, como a escrita e a oral. É como se tornássemos o nosso ‘hardware’ mais poderoso”, explica a pedagoga Maria Lúcia Cruz Suzigan, especialista no ensino de música para crianças. Essas áreas se interligam e se influenciam. Sem música, a chance é desperdiçada. Segundo Maria Lúcia, quanto mais cedo a escola começar o trabalho, melhor. “Essa linguagem, embora antes fosse mais comum, faz parte de cultura das crianças por causa das canções de ninar e das brincadeiras.

O psicólogo, terapeuta e professor da Faculdade Santa Marcelina, Brenno Rosostolato, completa ao dizer que quando a criança tem contato com a música, seja ouvindo ou interagindo mais ativamente com esse universo, ela pode desenvolver algumas características próprias com mais facilidade, como fala, dicção e coordenação motora, entre outras. Observe: não é à toa que existe uma grande quantidade de brinquedos educativos para bebês e crianças pequenas que emitem ou fazem barulhos e têm músicas. Você já prestou atenção nisso? E claro que não é apenas com os brinquedos que essa relação se estabelece.

Desenvolvimento da linguagem

Quando uma criança ouve ou canta uma música, ela vai armazenando palavras ao seu domínio. Mesmo quem não está alfabetizado vai adquirindo, ao longo do aprendizado, elementos que serão úteis para a formação das frases. A dicção também é um aspecto que pode ser aprimorado por meio da música. Cristina conta que uma de suas alunas tinha problemas na fala quando começou a fazer aulas de canto e conseguiu corrigir as palavras que pronunciava incorretamente, melhorando também sua respiração e entonação da voz.

Contato com matemática

O matemático Pitágoras é considerado pela ciência um pesquisador de música. Seu primeiro experimento foi esticar uma corda e perceber que sua vibração emitia um som. Esse foi o primeiro passo para, o que depois de muitos estudos e aprimoramentos, se tornaria a base da harmonia dos instrumentos de corda.

A experiência de Pitágoras é um das muitas que provam que a música está diretamente ligada com a matemática. Cristina exemplifica dizendo que a música é uma constante contagem de tempo e trabalha o raciocínio lógico, habilidade muito utilizada no ensino da matemática. Ela conta que um dos principais exercícios musicais é o aprendizado das escalas, para isso, o aluno precisa saber diferenciar um tom de um semitom, uma oitava de uma corda solta. Isso é pura matemática.

Não são poucos os estudos que demonstram que as crianças que participam plenamente em atividades musicais melhoram não só a sua memória, sua atenção e sua concentração, mas, também, suas capacidades motoras e de raciocínio complexo.

Ouvir música durante a infância ajuda o cérebro das crianças a criar certos padrões. Na medida em que mais padrões cerebrais possam ser formados nas primeiras idades, há mais possibilidades de melhorar o desempenho das crianças, tanto nas atividades intelectuais como físicas.

Por exemplo, alguns estudos indicam que as crianças podem recordar melodias que ouviram desde os três meses de idade, e que associar essas músicas a determinadas tarefas podem ajudá-las a reproduzir com mais facilidade a tarefa feita.

Caso semelhante é o da compreensão e a linguagem. As crianças que escutam música podem processar informações mais rapidamente: a compreensão e a linguagem são auxiliadas pela capacidade de processar informações mais rapidamente.

Alguns dizem que isso ocorre pelo fato de que a capacidade de compreender e processar a linguagem se desenvolve na medida em que se pode compreender os vários sons que a linguagem falada cria. Portanto, as crianças que frequentemente estão expostas à música aprendem mais rapidamente a discernir, ouvir e identificar diferentes sons complexos, facilitando a compreensão da linguagem.

Além disso, percebemos, também, que a musicalização tende a integrar a criança. Porque, quando ela canta, e, principalmente, quando se envolve com papéis de interpretação da música, especialmente junto ao seu grupo, ela sente-se integrada, e adquire consciência de que os colegas de turma são muito importantes, fato de grande valor para o convívio social. É interessante perceber que ela passa a vivenciar uma compreensão sobre o fato de que a cooperação com os companheiros de turma é fundamental, pois é do esforço comum que surgirá a possibilidade de alcançar os objetivos propostos pelo grupo.

 

FONTE :

NOVA ESCOLA

Centro de Produções Técnicas

Brasil Escola

 

Instagram, o experimento

Podem dizer o que for, mas simplesmente não há como negar que a vida digital e, principalmente, o acesso frequente aos sites de mídia social (como o Facebook e Instagram, por exemplo) exerce uma poderosa influência sobre a saúde mental de todos, sobretudo no que diz respeito aos usuários adolescentes.

Pesquisadores da Universidade da Califórnia, Los Angeles, tendo esta preocupação em mente, realizaram um estudo para determinar o que ocorre com os circuitos cerebrais dos jovens quando postam conteúdo nas redes sociais.

Assim, ao tomar por base o tempo gasto pelos adolescentes nessas plataformas, que podem variar de oito a dezoito horas por dia – mais do que o tempo destinado, inclusive, ao sono -, este hábito pode vir a influenciar o cérebro dos jovens, ainda em processo de desenvolvimento.

O EXPERIMENTO

Cerca de 32 adolescentes, com idades variando entre 13-18, foram informados de que estariam navegando em uma pequena rede social, semelhante ao aplicativo que compartilha fotos, o conhecido Instagram. Desta forma, os pesquisadores apresentaram a cada um dos participantes um total de 148 fotografias, incluindo 40 fotos que cada jovem havia selecionado, enquanto que, simultaneamente, era avaliada a atividade cerebral individual através da ressonância magnética funcional.

Importante dizer que junto a cada foto também era exibido o número de “likes” que cada uma delas havia recebido de outros participantes, mas que, na verdade, era falso, pois havia sido manipulado de forma positiva pelos pesquisadores a indicar que haviam sido bem aceitas pelos demais. O resultado mostrou que quando os jovens viam suas próprias fotos com um grande número de “likes”, o núcleo accumbens – que faz parte do circuito de recompensa do cérebro-, era fortemente ativado, isto é, ao perceberem maiores níveis de aprovação social, o cérebro reagia de maneira semelhante a quando se come chocolate ou se ganha dinheiro, por exemplo. Na sequência, os pesquisadores perguntavam aos adolescentes quais fotos eles haviam “mais gostado”. E, adivinhe quais foram as escolhidas? Exatamente aquelas que receberam maior aceitação social – mostrando claramente a tendência de influência do grupo sobre o comportamento individual. Um dado relevante: fotos que haviam sido postadas por outros, mas que exibiam algum tipo de comportamentos de risco, se bem avaliadas pelos demais (isto é, também indicadas com mais “likes”), surpreendentemente eram também enaltecidas por cada um, claramente demonstrando a preocupação em ficar em sintonia com a opinião geral, o que foi também responsável por uma menor ativação das redes neurais de controle cognitivo

Após os testes, ficaram evidentes algumas coisas: que os jovens reagiam de forma diferente aos estímulos quando eles acreditavam que os mesmos eram endossados pela maioria de seus pares, ainda que esses “amigos”, por assim dizer, lhes fossem completamente estranhos. O sentimento de valorização também demonstrou uma forte ativação cerebral nas áreas de recompensa e de prazer (semelhante ao que é observado em outros vícios, inclusive).

E, finalmente, a perda momentânea dos juízos de valor. Todos esses elementos combinados, em parte, podem se tornar uma das razões pela qual postar fotos pessoais e acompanhar a oscilação do grau de aprovação ao longo do dia (olhando de maneira compulsiva os tablets e celulares) pode ser um dos mecanismos da dependência ou vício à tecnologia, inclusive, tornando mais clara a razão porque os faz gastar um tempo precioso de sua vida apenas checando as telas e desconsiderando o entorno. E fica aqui, portanto, uma importante pergunta: Os pais deveriam estar preocupados com a influência das mídias sociais, não apenas em relação ao tempo gasto (como se isso já não fosse o bastante), mas igualmente pela interferência negativa dos exemplos de terceiros? Sim, seguramente (e talvez os videogames, com sua natural exaltação à violência, não sejam, individualmente, os grandes modeladores dos comportamentos de risco). Assim, muito parecido com outros meios, ambientes sociais (e agora também digitais) têm características positivas e negativas, todavia, muitas vezes, além dos aspectos já bem conhecidos, pessoas que não são de convivência próxima aos nossos filhos podem ser, de maneira silenciosa, determinantes na formação de atitudes e da personalidade, ao fazer com que os jovens, ainda em processo de formação, muitas vezes, adotem ações pouco saudáveis, mas que evoquem grande repercussão social. Portanto, é bem possível que o cérebro dos adolescentes, frente às mídias sociais, precisem, efetivamente, ser mais acompanhados.

 FONTES:

1-http://www.usatoday.com/story/news/nation/2015/11/03/teens-spend-more-time-media-each-day-than-sleeping-survey-finds/75088256/

BLOG DO DR. CRISTIANO NABUCO

 

 

 

 

 

 

Alfabetização nos tempos de hoje

Sabemos que a decisão de iniciar a alfabetização de uma criança nos trás controvérsias. Alfabetização vai além de desenhar e aprender os conjuntos de palavras.

Na escola, as atividades lúdicas devem fazer parte da rotina, pois elas estimulam reflexão, criatividade, investigação e resolução de problemas. E o professor torna-se um mediador entre a criança e suas conquistas cognitivas.

Especialistas apontam que hoje a exposição à língua acontece desde os primeiros momentos de vida, incluindo o período da gestação!

Como a escrita, a leitura e a linguagem oral não se desenvolvem separadamente, está certo entender e aceitar que não sabemos ao certo o inicio da alfabetização de uma criança, dada as descobertas científicas.

“Dentro dessa perspectiva, identificamos uma nova visão sobre a aprendizagem como um processo contínuo, parte do desenvolvimento humano”.

O coordenador-geral de Neurociência Cognitiva e Linguística do MEC, professor Renan Sargiani, explicou um pouco das metodologias e das abordagens fônicas, além de outras formas de alfabetização, em uma entrevista ao portal do MEC.

Por que o método fônico ou fonético pode ser considerado uma das melhores formas de ensinar uma criança a ler?

É muito importante, em primeiro lugar, esclarecer os termos que foram utilizados nessa pergunta que normalmente geram muitas dúvidas e equívocos. Não existe apenas um único método fônico, mas sim vários métodos de ensino de leitura e de escrita que se fundamentam em uma abordagem fônica, isto é, na recomendação de que o ensino de leitura e de escrita deve começar por instruções explícitas em uma ordem sequencial lógica das relações entre os grafemas e os fonemas, ou seja, das letras e seus sons.

Quando se fala de método, fala-se de algo mais delimitado, uma espécie de pacote, criado com um objetivo específico de ensinar um determinado conteúdo, de uma determinada forma, prevista por quem elaborou esse método. Por isso, os métodos normalmente estão ligados a um criador ou a um autor. Por exemplo, o Método Montessori tem esse nome em alusão às pesquisas e às teorias da médica e educadora italiana Maria Montessori. No caso do método fônico, há uma confusão entre método, abordagem e componente.

Abordagens são proposições teóricas mais abrangentes que permitem a formulação de diferentes métodos. A abordagem fônica trata-se do conjunto de recomendações para a alfabetização que priorizam o ensino sistemático das relações entre fonemas e grafemas como sendo o primeiro passo para que se aprenda a ler e a escrever com sucesso em sistemas alfabéticos. A abordagem fônica baseia-se na premissa de que, como o sistema alfabético representa a fala no nível dos fonemas, para que um aprendiz possa ler e escrever, deve-se primeiro conhecer o princípio alfabético, ou seja, o modo pelo qual se organiza esse sistema, em que cada letra ou conjunto de letras das palavras escritas representa sistematicamente os fonemas da linguagem falada.

Em que se baseia essa concepção?

As pesquisas mostram que os métodos que se fundamentam na abordagem fônica são os mais eficientes para ensinar-se a ler e a escrever em sistemas alfabéticos, como é o caso do português, porque fornecem a chave do funcionamento do código alfabético. Portanto, existem diversos métodos que se baseiam na abordagem fônica, e não apenas um único método fônico. Da mesma forma, também existem diferentes estratégias de ensino fônico previstas na abordagem fônica: a Fônica Sintética, a Fônica Analítica, a Fônica Embutida, a Fônica por Analogia etc. Cada forma de ensinar a fônica tem suas características próprias e impactos, sendo a fônica sintética reconhecida como a mais eficiente. Trata-se de ensinar às crianças primeiro as relações entre os grafemas (as letras ou grupos de letras) e os fonemas (sons) que elas representam para depois ensiná-las como sintetizar ou juntar essas letras e sons para formar palavras.

As pesquisas, nas últimas décadas, têm mostrado que adotar a instrução fônica é condição sine qua non para aprender a ler a e a escrever em um sistema alfabético, por ser esse um sistema que representa a fala no nível dos fonemas. Com isso, queremos dizer que a relação entre grafemas e fonemas é o que nós chamamos de fônica, conhecimento grafofonêmico, mapeamento ortográfico, princípio alfabético ou conhecimento fônico.

A palavra “fônica” também precisa ser esclarecida e não deve ser confundida com a Fonética ou com a Fonologia. Fônica é uma tradução do termo phonics em língua inglesa. Esse termo é um neologismo também em inglês e foi criado para referir-se ao conhecimento simplificado de fonética que deve ser usado para ensinar a ler e a escrever. A Fonética 16e a Fonologia são áreas de estudo da Linguística muito mais complexas do que a Fônica. A instrução fônica sistemática é importante porque justamente vai ensinar aquilo que há de mais elementar na aprendizagem da leitura e da escrita de um alfabeto: as relações entre as letras das palavras escritas e os sons das palavras faladas.

Os métodos que se fundamentam na abordagem fônica garantem, portanto, a base essencial da alfabetização, que é a compreensão do funcionamento do código alfabético. Uma criança que aprende quais são as letras e quais são os sons que elas representam ganha um poderoso recurso psicolinguístico que a capacita a ler e a escrever palavras com autonomia.

Nas últimas décadas, vimos o surgimento de uma verdadeira Ciência Cognitiva da Leitura, que, em resumo, mostra que a instrução fônica sistemática — e é essa a terminologia mais apropriada — é um componente crucial para o ensino eficiente de leitura e de escrita em um sistema alfabético. Esse componente é o que oferece melhores condições de sucesso na alfabetização para a maioria das crianças, especialmente aquelas que estão em situação de vulnerabilidade social e que precisam do ensino explícito das relações entre letras e sons para avançarem mais rapidamente no processo de alfabetização.

Então o que podemos estabelecer como fônica?

É preciso esclarecer que a instrução fônica é apenas uma etapa do processo de alfabetização. Como uma etapa, ela tem duração, com começo, meio e fim. Podemos dizer então que a fônica não é um método, mas sim um componente de métodos, programas ou abordagens de alfabetização que são eficientes. Todo bom programa de alfabetização inclui diferentes componentes e práticas.

A instrução fônica sistemática é um dos componentes essenciais, bem como a consciência fonêmica, a fluência de leitura oral, o ensino de vocabulário e a compreensão de textos. Entre as práticas, estão a leitura compartilhada, a leitura em voz alta, a leitura guiada, a escrita independente e a escrita compartilhada.

As pesquisas mostram que, desde a educação infantil, devem ser desenvolvidas habilidades fundamentais para a alfabetização. Essas habilidades facilitam todo o processo de alfabetização. Entre elas se destacam duas habilidades: a consciência fonêmica e o conhecimento alfabético.

A consciência fonêmica é uma sub-habilidade da consciência fonológica. Ela é a habilidade de prestar atenção, de identificar e manipular, individualmente, os menores sons da fala, isto é, os fonemas, sendo um dos melhores preditores do sucesso na alfabetização. As professoras podem fazer vários jogos divertidos, lúdicos, que estimulem o desenvolvimento dessa consciência dos fonemas, que não se desenvolve naturalmente. Além disso, ainda na educação infantil, é importante que as crianças aprendam o conhecimento alfabético, que é conhecimento sobre os nomes, as formas e os sons das letras.

O conhecimento alfabético e a consciência fonêmica, juntos, formam a base para que as crianças possam aprender a ler e a escrever em um sistema alfabético.

É preciso esclarecer também que ler não é compreender, mas que o objetivo da leitura é a compreensão. É um erro achar que apresentar textos longos e complexos, desde o começo da alfabetização, é a base para que a criança desenvolva a compreensão de textos. Na verdade, a compreensão de textos depende tanto de uma boa habilidade de reconhecimento de palavras quanto de uma boa compreensão da linguagem oral. O reconhecimento automatizado de palavras acontece quando a decodificação é proficiente, permitindo que os leitores reconheçam imediatamente as palavras que já leram antes. Isso libera espaço na memória de trabalho permitindo processos cognitivos e linguísticos complexos envolvidos na compreensão de textos, entre eles a compreensão da linguagem oral.

A compreensão da linguagem oral é mais ampla e desenvolve-se desde o nascimento. Depois de aproximadamente 150 milésimos de segundos que uma palavra escrita é reconhecida visualmente, ela é tratada no cérebro como se fosse uma palavra ouvida. Portanto, a compreensão de textos, depois do reconhecimento da palavra, envolve o mesmo processamento de compreensão da linguagem oral.

Por essa razão, na educação infantil, e mesmo na alfabetização no primeiro ano do ensino fundamental, os textos longos e complexos devem ser lidos pelas professoras, estimulando a motivação pela leitura, o desenvolvimento de vocabulário e a compreensão da linguagem oral. As crianças, por sua vez, devem receber livros e textos apropriados para a sua idade e o seu nível de leitura para que possam praticar a decodificação, levando-as ao reconhecimento automatizado de palavras e, por fim, possibilitando a compreensão de textos.

Há outro ou outros métodos ou abordagens consideradas tão eficazes quanto o método fônico na alfabetização de crianças?

A questão da eficácia ou da eficiência dos métodos ou das abordagens de alfabetização envolve diferentes fatores. Fatores como quem ensina, como se ensina e para quem se ensina podem influenciar muito independentemente do método ou da abordagem que se escolha; de modo geral, podemos identificar características que são consideradas fundamentais para facilitar a aprendizagem da maioria das crianças.

Existem diversos relatórios nacionais e estrangeiros, bem como estudos de revisão da literatura científica, que atestam que a abordagem fônica, a qual privilegia o ensino explícito e sistemático do código alfabético no começo da alfabetização, é mais eficiente do que a abordagem global, também chamada de psicogênese da língua escrita aqui no Brasil.  A abordagem global privilegia os contextos significativos, usando, desde o começo, textos longos que são úteis para o desenvolvimento da oralidade, mas que não explicitam as relações entre letras e sons, sendo eficientes apenas para aquelas crianças que já possuem ampla experiência com materiais de leitura, que conhecem as letras e os sons porque aprenderam em casa ou em outros ambientes.

As evidências de pesquisas mostram que quanto menos uma criança sabe sobre habilidades fundamentais de alfabetização mais ela depende do ensino explícito ofertado pela professora, havendo a necessidade, portanto, de que as professoras utilizem sim abordagens mais eficientes, e não quaisquer abordagens, o que nesse caso seriam as abordagens fônicas.

As habilidades fundamentais para a alfabetização, também chamadas de precursores, são aquelas que as crianças desenvolvem antes do ensino formal de leitura e de escrita. Entre elas, podemos citar habilidades como a consciência fonológica, a consciência fonêmica, o conhecimento alfabético, a aquisição de vocabulário e a familiaridade com livros. Essas habilidades devem ser estimuladas, tanto em casa quanto na educação infantil, e formam a base para o sucesso na aprendizagem da leitura e da escrita no primeiro ano do ensino fundamental.

Atualmente, as pesquisas desenvolvidas, nos campos da Psicologia Cognitiva e da Neurociência Cognitiva, que são dois dos maiores aportes da Ciência Cognitiva da Leitura, revelam coisas que não sabíamos 20, 30, 50, 100 anos atrás. As pessoas ensinam as outras a ler e a escrever há pelo menos 7 mil anos, mas hoje temos condições de investigar o impacto de diferentes modos de ensino com recursos muito sofisticados. As pesquisas em Neurociências mostram, inclusive, o que acontece, em tempo real, no cérebro enquanto estamos lendo ou aprendendo a ler.

Essas evidências nos mostram que herdamos da evolução da espécie um cérebro capaz de aprender coisas novas, por meio da plasticidade neuronal, ou seja, por meio da reorganização das conexões entre neurônios. Nosso cérebro não nasce programado para ler e escrever, coisas que são invenções culturais mais recentes, mas sim predisposto a aprender coisas básicas que os homens das cavernas já faziam, como falar, ver e ouvir. A plasticidade neuronal que nos permite reorganizar esses sistemas a fim de que possamos aprender a ler e a escrever.

Os sistemas de escrita têm cerca de sete mil anos, dez mil anos no máximo, a fala não: ela é mais antiga. A linguagem oral foi desenvolvida na espécie humana há muito tempo, tanto que você não pode impedir uma criança de aprender a falar. Em condições típicas, mesmo com pouco estímulo, uma criança aprende a falar. Se ela tiver todo o aparato biológico para aprender a falar, ela vai aprender a falar.

Os estudos de Neurociências, principalmente do pesquisador francês Stanislas Dehaene, mostram que o cérebro da criança é muito bem estruturado porque herdamos da nossa evolução redes cerebrais especializadas para processar a visão, os rostos, a linguagem falada, os números, mas não a leitura e a escrita. É a reciclagem neuronal, a capacidade dos neurônios de aprender, que nos permite aprender.

Em um estudo do professor Dehaene, com a participação do professor José Morais, um pesquisador português muito importante e conhecido no Brasil, que trabalha na Bélgica atualmente, descobriu-se que existe uma área no cérebro chamada Área da Forma Visual das Palavras. Eles testaram uma série de estímulos visuais para verificar se existia uma área do cérebro que respondia ao reconhecimento das letras e perceberam que, nos adultos que eram alfabetizados, seja na infância ou na idade adulta, essa área era mais ativada em resposta a estímulos como letras, mas não era tão ativada para pessoas que eram analfabetas. Essa área se especializa então para o reconhecimento de palavras escritas, sendo que, em analfabetos, ela responde mais pelo reconhecimento de faces, de rostos.

Quando a criança está aprendendo, ela está mudando essa área do cérebro para reconhecer as letras sempre da mesma forma. Isso é uma das coisas que a gente observa também como resultado direto dos métodos usados para alfabetizar.

Em um estudo mais recente, um grupo de pesquisadores da Universidade de Stanford (EUA), liderado pelo professor Bruce McCandliss, descobriu que leitores iniciantes que focam nas relações entre letras e sons, ou seja, no escopo da fônica, aumentam a atividade na área do cérebro que é melhor preparada para ler, a saber, o hemisfério esquerdo, enquanto aqueles que focam nas palavras como um todo, abordagem global, ativam mais o lado direito que processa as palavras como imagens.

Eles perceberam que aqueles que aprenderam pela abordagem fônica conseguem ler palavras novas mais facilmente porque eles aprenderam o mecanismo de funcionamento do sistema alfabético, enquanto o grupo que aprendeu globalmente não consegue progredir para palavras novas porque eles identificam a palavra como uma figura, e isso não permite o reconhecimento de palavras novas.

Isso nós já sabíamos, por meio dos estudos de comportamento, mas o que nós não sabíamos era o efeito disso no cérebro, o que foi pioneiro nesse estudo. Isso nos dá mais uma evidência da vantagem da abordagem fônica sobre a abordagem global. Além de a abordagem fônica permitir que a maioria das crianças aprenda mais rapidamente e melhor, ela também as permite desenvolver a autonomia de leitura e de escrita por meio da ativação do hemisfério esquerdo do cérebro, responsável pelo processamento da linguagem, sendo, por isso, aquela mais ideal a ser usada.

Se você aprende pela fônica, você consegue aprender o mecanismo básico da decodificação de palavras; portanto, você lê palavras novas que não lhe foram ensinadas. A criança passa a ler palavras em outros contextos porque aprendeu como funciona a leitura. O global não permite essa autonomia: como há muito mais palavras para memorizar do que letras, e como a criança é ensinada a tratar palavras como figuras, o seu desenvolvimento da leitura e da escrita é limitado e dificultado.

Seguiu-se outro relatório, publicado em 2009, chamado National Early Literacy Panel (NELP), que focou mais nas crianças pequenas e na importância da literacia familiar, ou seja, naquilo que os pais fazem em casa e que ajuda as crianças mais tarde a aprender a ler e a escrever, por exemplo, ler para seu filho e estimular o seu desenvolvimento da linguagem oral, fazendo-lhe perguntas que estimulem uma resposta mais completa do que apenas um “sim” ou um “não”. O relatório focou também na literacia emergente, que reúne as habilidades fundamentais para a alfabetização que devem ser desenvolvidas na pré-escola, como saber os nomes, os sons e as formas das letras e desenvolver a consciência fonológica e a consciência fonêmica.

Nesse mesmo sentido, o Secretário de Alfabetização Carlos Nadalim sempre enfatiza a importância de considerarmos as evidências científicas na formulação de Políticas Públicas, como se pode observar na estrutura da nova Secretaria de Alfabetização. Ele convidou para compor a Diretoria de Alfabetização Baseada em Evidências três cientistas que estudam alfabetização, entres os quais eu me incluo.

Eu comungo do pensamento do Secretário Nadalim e do Ministro Vélez de que a educação brasileira se fundamente em evidências científicas. Isso implica pelo menos três coisas: 1) o que sabemos hoje pode ser invalidado ou questionado amanhã por uma nova pesquisa ou evidência; 2) os resultados de pesquisas devem ser sempre contextualizados: precisamos entender os limites das pesquisas e da generalização dos resultados; 3) não podemos personalizar as evidências e adotar ídolos somente porque produziram trabalhos relevantes em algum momento.

A discussão sobre os melhores métodos de alfabetização não é nova nem exclusividade do Brasil. Há pelo menos 50 anos, esse tem sido o alvo de muitas discussões entre cientistas, educadores e formuladores de políticas públicas de alfabetização em diversos países. Esse “grande debate” sobre o ensino das habilidades de leitura e de escrita tornou-se explícito inicialmente pela pesquisadora Jeanne Chall, professora já falecida da Universidade de Harvard, que publicou, em 1967, nos EUA, o livro Learning to Read: The Great Debate, no qual fez uma intensa pesquisa sobre o assunto e revelou quais abordagens eram mais eficientes para o ensino da leitura e da escrita, concluindo que a abordagem fônica era a mais eficiente. Esse também pode ser considerado um marco que impulsionou diversos países a buscar evidências científicas para embasar suas decisões sobre políticas, programas e ações educacionais.

O Presidente da República, Jair Messias Bolsonaro, e o Ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodríguez, em consonância com as experiências exitosas na área de alfabetização desses países, também optaram por formular uma nova Política Nacional de Alfabetização com base em evidências da Ciência Cognitiva da Leitura e Alfabetização.

Mitos sobre o cérebro

  1. Aluno visual, auditivo ou sinestésico

Um mito corrente é que existem alunos que aprendem mais por algum sentido (visão, audição ou tato), em detrimento de outros. Na verdade, usamos todos os sentidos durante a aprendizagem, e o mais efetivo depende fundamentalmente do que é ensinado.

  1. Usamos só 10% do nosso cérebro

A frase deve ter vindo de Einstein, que disse só usar uma pequena fração da sua incrível cabeça. Como tudo é ligado no cérebro e nunca fazemos uma atividade isolada, sempre usamos perto de 100% dele.

  1. Lado direito e lado esquerdo

O lado direito do cérebro coordena a linguagem; já o direito coordena a percepção de emoções. Mas todas passam pelos dois hemisférios, que trabalham em conjunto. Não há base científica para desenvolver um lado específico nem indícios de que tal prática seja benéfica.

  1. É preciso aprender línguas bem cedo.

Já ouviu aquela história de que algumas coisas só se aprendem até os 12 anos? Na verdade, o cérebro está sempre se modificando. É verdade que a infância é favorável para a aprendizagem da gramática de uma nova língua, mas os adultos armazenam um vocabulário mais rico.

  1. Crianças não aprendem duas línguas ao mesmo tempo

Há espaço no cérebro para o aprendizado de dois idiomas simultaneamente – e isso só faz bem. Na Alemanha, um estudo com crianças turcas aprendendo o alemão mostrou que elas melhoravam na escrita das duas línguas.

  1. O mito da Ginástica cerebral

Videogames que garantem melhorar a memória ou exercícios físicos que prometem maior atenção dos alunos ao massagearem regiões específicas do corpo são a extrapolação de algumas pesquisas, mas nada muito confiável. Sabe-se apenas que a atividade física melhora o metabolismo do corpo, inclusive do cérebro, mas não se sabe exatamente em qual medida.

A ciência diz que…

  1. Os adolescentes acordam mais tarde que as crianças. Estar desperto ajuda muito no aprendizado.
  2. Aprender é um processo fisiológico e envolve o bom funcionamento de todo o organismo.
  3. A atenção da criança dificilmente se mantém por mais que os primeiros 10 minutos da aula.
  4. Muitas avaliações sobre muito conteúdo num curto espaço do tempo dificultam a memorização.
  5. Emoção e cognição não caminham separadas.

FONTES:

Guia dos pais

Portal do Mec

Super Interessante

Catherine Snow Professora da Academia de Harvard

 

Educação tecnológica e sua importância para os alunos

Não podemos negar que a atual geração de estudantes já nasceu conectada. Por este motivo a educação tecnológica vem sendo um grande diferencial na grade escolar. Mais do que as matérias básicas como matemática e português, os alunos estão interessados em aprender coisas que possam servir no seu cotidiano, por que não usar a tecnologia para mostrar que todas as matérias podem ser empregadas no dia a dia e trazer um diferencial, destacando-os?

A realidade é que o mundo online, seja através de computadores, smartpones ou tablets, faz parte do dia a dia dos estudantes e eles utilizarão com ou sem permissão. No entanto, os professores e orientadores podem dar um passo a frente e utilizar o mundo online para se aproximarem e criar vinculo ao invés de ”combaterem” os aparelhos dentro da sala de aula.

Existem aplicativos que permitem o uso de metodologias educacionais para trabalhar o engajamento e o interesse de forma que as informações da matéria não se torne maçante e desanime o estudante.

Mas como utilizar as tecnologias para melhorar o desenvolvimento das atividades em sala de aula? Como isso pode aprimorar a aprendizagem dos alunos?

Pesquisas científicas já confirmaram que a utilização de tecnologia facilita a aprendizagem escolar. As ferramentas tecnológicas, além de auxiliar o professor nas atividades realizadas em sala de aula, estimulam os alunos a buscarem novos conhecimentos e se socializarem com os recursos e colegas.

A educação tecnológica pode transformar assuntos mais complicados em algo útil e simples, apenas acessando, por exemplo, páginas que exemplificam o que está sendo ensinado. A absorção das novas tecnologias nas aulas poderá, ainda, aumentar a participação, a criatividade e a proatividade.

Além disso, ao ensinar como e quando estes recursos devem ser utilizados, além de monitorar os momentos em que serão empregados em sala, o professor pode direcionar a capacidade dos estudantes de usar os aparelhos eletrônicos em seu próprio benefício, reduzindo seu uso inadequado e aumentando a habilidade em lidar corretamente com eles.

Com a aplicação consciente da tecnologia na escola, é possível, por exemplo:

– Combater o cyberbullying e outras formas de preconceito;

– Reduzir a distração causada pelos smartphones e aparelhos mobile;

– Equilibrar o tempo que os estudantes dedicam aos jogos eletrônicos, aos estudos e à prática de atividade física;

– Orientar pesquisa em fontes on e offline confiáveis, aumentando o senso crítico dos alunos

O ensino híbrido, que combina a educação tradicional e o uso da tecnologia para conquistar a personalização do ensino, também pode ajudar a conciliar a utilização de ferramentas digitais com a atenção em aulas presenciais, assim como o uso de livros didáticos físicos, por exemplo.

Qualquer que seja a metodologia adotada pela escola e professores, é importante que, durante a transição pela qual passarão para implementar o uso da tecnologia, haja processos claros entre os profissionais e os alunos, bem como o diálogo constante para lidar com obstáculos e dificuldades.

Aos poucos, com horários e expectativas bem definidos em relação à utilização das novas ferramentas, será possível educar docentes e discentes para que todos se beneficiem e aprendam a usar a tecnologia a seu favor, sem se tornarem dependentes dela.