Instagram, o experimento

Podem dizer o que for, mas simplesmente não há como negar que a vida digital e, principalmente, o acesso frequente aos sites de mídia social (como o Facebook e Instagram, por exemplo) exerce uma poderosa influência sobre a saúde mental de todos, sobretudo no que diz respeito aos usuários adolescentes.

Pesquisadores da Universidade da Califórnia, Los Angeles, tendo esta preocupação em mente, realizaram um estudo para determinar o que ocorre com os circuitos cerebrais dos jovens quando postam conteúdo nas redes sociais.

Assim, ao tomar por base o tempo gasto pelos adolescentes nessas plataformas, que podem variar de oito a dezoito horas por dia – mais do que o tempo destinado, inclusive, ao sono -, este hábito pode vir a influenciar o cérebro dos jovens, ainda em processo de desenvolvimento.

O EXPERIMENTO

Cerca de 32 adolescentes, com idades variando entre 13-18, foram informados de que estariam navegando em uma pequena rede social, semelhante ao aplicativo que compartilha fotos, o conhecido Instagram. Desta forma, os pesquisadores apresentaram a cada um dos participantes um total de 148 fotografias, incluindo 40 fotos que cada jovem havia selecionado, enquanto que, simultaneamente, era avaliada a atividade cerebral individual através da ressonância magnética funcional.

Importante dizer que junto a cada foto também era exibido o número de “likes” que cada uma delas havia recebido de outros participantes, mas que, na verdade, era falso, pois havia sido manipulado de forma positiva pelos pesquisadores a indicar que haviam sido bem aceitas pelos demais. O resultado mostrou que quando os jovens viam suas próprias fotos com um grande número de “likes”, o núcleo accumbens – que faz parte do circuito de recompensa do cérebro-, era fortemente ativado, isto é, ao perceberem maiores níveis de aprovação social, o cérebro reagia de maneira semelhante a quando se come chocolate ou se ganha dinheiro, por exemplo. Na sequência, os pesquisadores perguntavam aos adolescentes quais fotos eles haviam “mais gostado”. E, adivinhe quais foram as escolhidas? Exatamente aquelas que receberam maior aceitação social – mostrando claramente a tendência de influência do grupo sobre o comportamento individual. Um dado relevante: fotos que haviam sido postadas por outros, mas que exibiam algum tipo de comportamentos de risco, se bem avaliadas pelos demais (isto é, também indicadas com mais “likes”), surpreendentemente eram também enaltecidas por cada um, claramente demonstrando a preocupação em ficar em sintonia com a opinião geral, o que foi também responsável por uma menor ativação das redes neurais de controle cognitivo

Após os testes, ficaram evidentes algumas coisas: que os jovens reagiam de forma diferente aos estímulos quando eles acreditavam que os mesmos eram endossados pela maioria de seus pares, ainda que esses “amigos”, por assim dizer, lhes fossem completamente estranhos. O sentimento de valorização também demonstrou uma forte ativação cerebral nas áreas de recompensa e de prazer (semelhante ao que é observado em outros vícios, inclusive).

E, finalmente, a perda momentânea dos juízos de valor. Todos esses elementos combinados, em parte, podem se tornar uma das razões pela qual postar fotos pessoais e acompanhar a oscilação do grau de aprovação ao longo do dia (olhando de maneira compulsiva os tablets e celulares) pode ser um dos mecanismos da dependência ou vício à tecnologia, inclusive, tornando mais clara a razão porque os faz gastar um tempo precioso de sua vida apenas checando as telas e desconsiderando o entorno. E fica aqui, portanto, uma importante pergunta: Os pais deveriam estar preocupados com a influência das mídias sociais, não apenas em relação ao tempo gasto (como se isso já não fosse o bastante), mas igualmente pela interferência negativa dos exemplos de terceiros? Sim, seguramente (e talvez os videogames, com sua natural exaltação à violência, não sejam, individualmente, os grandes modeladores dos comportamentos de risco). Assim, muito parecido com outros meios, ambientes sociais (e agora também digitais) têm características positivas e negativas, todavia, muitas vezes, além dos aspectos já bem conhecidos, pessoas que não são de convivência próxima aos nossos filhos podem ser, de maneira silenciosa, determinantes na formação de atitudes e da personalidade, ao fazer com que os jovens, ainda em processo de formação, muitas vezes, adotem ações pouco saudáveis, mas que evoquem grande repercussão social. Portanto, é bem possível que o cérebro dos adolescentes, frente às mídias sociais, precisem, efetivamente, ser mais acompanhados.

 FONTES:

1-http://www.usatoday.com/story/news/nation/2015/11/03/teens-spend-more-time-media-each-day-than-sleeping-survey-finds/75088256/

BLOG DO DR. CRISTIANO NABUCO

 

 

 

 

 

 

Alfabetização nos tempos de hoje

Sabemos que a decisão de iniciar a alfabetização de uma criança nos trás controvérsias. Alfabetização vai além de desenhar e aprender os conjuntos de palavras.

Na escola, as atividades lúdicas devem fazer parte da rotina, pois elas estimulam reflexão, criatividade, investigação e resolução de problemas. E o professor torna-se um mediador entre a criança e suas conquistas cognitivas.

Especialistas apontam que hoje a exposição à língua acontece desde os primeiros momentos de vida, incluindo o período da gestação!

Como a escrita, a leitura e a linguagem oral não se desenvolvem separadamente, está certo entender e aceitar que não sabemos ao certo o inicio da alfabetização de uma criança, dada as descobertas científicas.

“Dentro dessa perspectiva, identificamos uma nova visão sobre a aprendizagem como um processo contínuo, parte do desenvolvimento humano”.

O coordenador-geral de Neurociência Cognitiva e Linguística do MEC, professor Renan Sargiani, explicou um pouco das metodologias e das abordagens fônicas, além de outras formas de alfabetização, em uma entrevista ao portal do MEC.

Por que o método fônico ou fonético pode ser considerado uma das melhores formas de ensinar uma criança a ler?

É muito importante, em primeiro lugar, esclarecer os termos que foram utilizados nessa pergunta que normalmente geram muitas dúvidas e equívocos. Não existe apenas um único método fônico, mas sim vários métodos de ensino de leitura e de escrita que se fundamentam em uma abordagem fônica, isto é, na recomendação de que o ensino de leitura e de escrita deve começar por instruções explícitas em uma ordem sequencial lógica das relações entre os grafemas e os fonemas, ou seja, das letras e seus sons.

Quando se fala de método, fala-se de algo mais delimitado, uma espécie de pacote, criado com um objetivo específico de ensinar um determinado conteúdo, de uma determinada forma, prevista por quem elaborou esse método. Por isso, os métodos normalmente estão ligados a um criador ou a um autor. Por exemplo, o Método Montessori tem esse nome em alusão às pesquisas e às teorias da médica e educadora italiana Maria Montessori. No caso do método fônico, há uma confusão entre método, abordagem e componente.

Abordagens são proposições teóricas mais abrangentes que permitem a formulação de diferentes métodos. A abordagem fônica trata-se do conjunto de recomendações para a alfabetização que priorizam o ensino sistemático das relações entre fonemas e grafemas como sendo o primeiro passo para que se aprenda a ler e a escrever com sucesso em sistemas alfabéticos. A abordagem fônica baseia-se na premissa de que, como o sistema alfabético representa a fala no nível dos fonemas, para que um aprendiz possa ler e escrever, deve-se primeiro conhecer o princípio alfabético, ou seja, o modo pelo qual se organiza esse sistema, em que cada letra ou conjunto de letras das palavras escritas representa sistematicamente os fonemas da linguagem falada.

Em que se baseia essa concepção?

As pesquisas mostram que os métodos que se fundamentam na abordagem fônica são os mais eficientes para ensinar-se a ler e a escrever em sistemas alfabéticos, como é o caso do português, porque fornecem a chave do funcionamento do código alfabético. Portanto, existem diversos métodos que se baseiam na abordagem fônica, e não apenas um único método fônico. Da mesma forma, também existem diferentes estratégias de ensino fônico previstas na abordagem fônica: a Fônica Sintética, a Fônica Analítica, a Fônica Embutida, a Fônica por Analogia etc. Cada forma de ensinar a fônica tem suas características próprias e impactos, sendo a fônica sintética reconhecida como a mais eficiente. Trata-se de ensinar às crianças primeiro as relações entre os grafemas (as letras ou grupos de letras) e os fonemas (sons) que elas representam para depois ensiná-las como sintetizar ou juntar essas letras e sons para formar palavras.

As pesquisas, nas últimas décadas, têm mostrado que adotar a instrução fônica é condição sine qua non para aprender a ler a e a escrever em um sistema alfabético, por ser esse um sistema que representa a fala no nível dos fonemas. Com isso, queremos dizer que a relação entre grafemas e fonemas é o que nós chamamos de fônica, conhecimento grafofonêmico, mapeamento ortográfico, princípio alfabético ou conhecimento fônico.

A palavra “fônica” também precisa ser esclarecida e não deve ser confundida com a Fonética ou com a Fonologia. Fônica é uma tradução do termo phonics em língua inglesa. Esse termo é um neologismo também em inglês e foi criado para referir-se ao conhecimento simplificado de fonética que deve ser usado para ensinar a ler e a escrever. A Fonética 16e a Fonologia são áreas de estudo da Linguística muito mais complexas do que a Fônica. A instrução fônica sistemática é importante porque justamente vai ensinar aquilo que há de mais elementar na aprendizagem da leitura e da escrita de um alfabeto: as relações entre as letras das palavras escritas e os sons das palavras faladas.

Os métodos que se fundamentam na abordagem fônica garantem, portanto, a base essencial da alfabetização, que é a compreensão do funcionamento do código alfabético. Uma criança que aprende quais são as letras e quais são os sons que elas representam ganha um poderoso recurso psicolinguístico que a capacita a ler e a escrever palavras com autonomia.

Nas últimas décadas, vimos o surgimento de uma verdadeira Ciência Cognitiva da Leitura, que, em resumo, mostra que a instrução fônica sistemática — e é essa a terminologia mais apropriada — é um componente crucial para o ensino eficiente de leitura e de escrita em um sistema alfabético. Esse componente é o que oferece melhores condições de sucesso na alfabetização para a maioria das crianças, especialmente aquelas que estão em situação de vulnerabilidade social e que precisam do ensino explícito das relações entre letras e sons para avançarem mais rapidamente no processo de alfabetização.

Então o que podemos estabelecer como fônica?

É preciso esclarecer que a instrução fônica é apenas uma etapa do processo de alfabetização. Como uma etapa, ela tem duração, com começo, meio e fim. Podemos dizer então que a fônica não é um método, mas sim um componente de métodos, programas ou abordagens de alfabetização que são eficientes. Todo bom programa de alfabetização inclui diferentes componentes e práticas.

A instrução fônica sistemática é um dos componentes essenciais, bem como a consciência fonêmica, a fluência de leitura oral, o ensino de vocabulário e a compreensão de textos. Entre as práticas, estão a leitura compartilhada, a leitura em voz alta, a leitura guiada, a escrita independente e a escrita compartilhada.

As pesquisas mostram que, desde a educação infantil, devem ser desenvolvidas habilidades fundamentais para a alfabetização. Essas habilidades facilitam todo o processo de alfabetização. Entre elas se destacam duas habilidades: a consciência fonêmica e o conhecimento alfabético.

A consciência fonêmica é uma sub-habilidade da consciência fonológica. Ela é a habilidade de prestar atenção, de identificar e manipular, individualmente, os menores sons da fala, isto é, os fonemas, sendo um dos melhores preditores do sucesso na alfabetização. As professoras podem fazer vários jogos divertidos, lúdicos, que estimulem o desenvolvimento dessa consciência dos fonemas, que não se desenvolve naturalmente. Além disso, ainda na educação infantil, é importante que as crianças aprendam o conhecimento alfabético, que é conhecimento sobre os nomes, as formas e os sons das letras.

O conhecimento alfabético e a consciência fonêmica, juntos, formam a base para que as crianças possam aprender a ler e a escrever em um sistema alfabético.

É preciso esclarecer também que ler não é compreender, mas que o objetivo da leitura é a compreensão. É um erro achar que apresentar textos longos e complexos, desde o começo da alfabetização, é a base para que a criança desenvolva a compreensão de textos. Na verdade, a compreensão de textos depende tanto de uma boa habilidade de reconhecimento de palavras quanto de uma boa compreensão da linguagem oral. O reconhecimento automatizado de palavras acontece quando a decodificação é proficiente, permitindo que os leitores reconheçam imediatamente as palavras que já leram antes. Isso libera espaço na memória de trabalho permitindo processos cognitivos e linguísticos complexos envolvidos na compreensão de textos, entre eles a compreensão da linguagem oral.

A compreensão da linguagem oral é mais ampla e desenvolve-se desde o nascimento. Depois de aproximadamente 150 milésimos de segundos que uma palavra escrita é reconhecida visualmente, ela é tratada no cérebro como se fosse uma palavra ouvida. Portanto, a compreensão de textos, depois do reconhecimento da palavra, envolve o mesmo processamento de compreensão da linguagem oral.

Por essa razão, na educação infantil, e mesmo na alfabetização no primeiro ano do ensino fundamental, os textos longos e complexos devem ser lidos pelas professoras, estimulando a motivação pela leitura, o desenvolvimento de vocabulário e a compreensão da linguagem oral. As crianças, por sua vez, devem receber livros e textos apropriados para a sua idade e o seu nível de leitura para que possam praticar a decodificação, levando-as ao reconhecimento automatizado de palavras e, por fim, possibilitando a compreensão de textos.

Há outro ou outros métodos ou abordagens consideradas tão eficazes quanto o método fônico na alfabetização de crianças?

A questão da eficácia ou da eficiência dos métodos ou das abordagens de alfabetização envolve diferentes fatores. Fatores como quem ensina, como se ensina e para quem se ensina podem influenciar muito independentemente do método ou da abordagem que se escolha; de modo geral, podemos identificar características que são consideradas fundamentais para facilitar a aprendizagem da maioria das crianças.

Existem diversos relatórios nacionais e estrangeiros, bem como estudos de revisão da literatura científica, que atestam que a abordagem fônica, a qual privilegia o ensino explícito e sistemático do código alfabético no começo da alfabetização, é mais eficiente do que a abordagem global, também chamada de psicogênese da língua escrita aqui no Brasil.  A abordagem global privilegia os contextos significativos, usando, desde o começo, textos longos que são úteis para o desenvolvimento da oralidade, mas que não explicitam as relações entre letras e sons, sendo eficientes apenas para aquelas crianças que já possuem ampla experiência com materiais de leitura, que conhecem as letras e os sons porque aprenderam em casa ou em outros ambientes.

As evidências de pesquisas mostram que quanto menos uma criança sabe sobre habilidades fundamentais de alfabetização mais ela depende do ensino explícito ofertado pela professora, havendo a necessidade, portanto, de que as professoras utilizem sim abordagens mais eficientes, e não quaisquer abordagens, o que nesse caso seriam as abordagens fônicas.

As habilidades fundamentais para a alfabetização, também chamadas de precursores, são aquelas que as crianças desenvolvem antes do ensino formal de leitura e de escrita. Entre elas, podemos citar habilidades como a consciência fonológica, a consciência fonêmica, o conhecimento alfabético, a aquisição de vocabulário e a familiaridade com livros. Essas habilidades devem ser estimuladas, tanto em casa quanto na educação infantil, e formam a base para o sucesso na aprendizagem da leitura e da escrita no primeiro ano do ensino fundamental.

Atualmente, as pesquisas desenvolvidas, nos campos da Psicologia Cognitiva e da Neurociência Cognitiva, que são dois dos maiores aportes da Ciência Cognitiva da Leitura, revelam coisas que não sabíamos 20, 30, 50, 100 anos atrás. As pessoas ensinam as outras a ler e a escrever há pelo menos 7 mil anos, mas hoje temos condições de investigar o impacto de diferentes modos de ensino com recursos muito sofisticados. As pesquisas em Neurociências mostram, inclusive, o que acontece, em tempo real, no cérebro enquanto estamos lendo ou aprendendo a ler.

Essas evidências nos mostram que herdamos da evolução da espécie um cérebro capaz de aprender coisas novas, por meio da plasticidade neuronal, ou seja, por meio da reorganização das conexões entre neurônios. Nosso cérebro não nasce programado para ler e escrever, coisas que são invenções culturais mais recentes, mas sim predisposto a aprender coisas básicas que os homens das cavernas já faziam, como falar, ver e ouvir. A plasticidade neuronal que nos permite reorganizar esses sistemas a fim de que possamos aprender a ler e a escrever.

Os sistemas de escrita têm cerca de sete mil anos, dez mil anos no máximo, a fala não: ela é mais antiga. A linguagem oral foi desenvolvida na espécie humana há muito tempo, tanto que você não pode impedir uma criança de aprender a falar. Em condições típicas, mesmo com pouco estímulo, uma criança aprende a falar. Se ela tiver todo o aparato biológico para aprender a falar, ela vai aprender a falar.

Os estudos de Neurociências, principalmente do pesquisador francês Stanislas Dehaene, mostram que o cérebro da criança é muito bem estruturado porque herdamos da nossa evolução redes cerebrais especializadas para processar a visão, os rostos, a linguagem falada, os números, mas não a leitura e a escrita. É a reciclagem neuronal, a capacidade dos neurônios de aprender, que nos permite aprender.

Em um estudo do professor Dehaene, com a participação do professor José Morais, um pesquisador português muito importante e conhecido no Brasil, que trabalha na Bélgica atualmente, descobriu-se que existe uma área no cérebro chamada Área da Forma Visual das Palavras. Eles testaram uma série de estímulos visuais para verificar se existia uma área do cérebro que respondia ao reconhecimento das letras e perceberam que, nos adultos que eram alfabetizados, seja na infância ou na idade adulta, essa área era mais ativada em resposta a estímulos como letras, mas não era tão ativada para pessoas que eram analfabetas. Essa área se especializa então para o reconhecimento de palavras escritas, sendo que, em analfabetos, ela responde mais pelo reconhecimento de faces, de rostos.

Quando a criança está aprendendo, ela está mudando essa área do cérebro para reconhecer as letras sempre da mesma forma. Isso é uma das coisas que a gente observa também como resultado direto dos métodos usados para alfabetizar.

Em um estudo mais recente, um grupo de pesquisadores da Universidade de Stanford (EUA), liderado pelo professor Bruce McCandliss, descobriu que leitores iniciantes que focam nas relações entre letras e sons, ou seja, no escopo da fônica, aumentam a atividade na área do cérebro que é melhor preparada para ler, a saber, o hemisfério esquerdo, enquanto aqueles que focam nas palavras como um todo, abordagem global, ativam mais o lado direito que processa as palavras como imagens.

Eles perceberam que aqueles que aprenderam pela abordagem fônica conseguem ler palavras novas mais facilmente porque eles aprenderam o mecanismo de funcionamento do sistema alfabético, enquanto o grupo que aprendeu globalmente não consegue progredir para palavras novas porque eles identificam a palavra como uma figura, e isso não permite o reconhecimento de palavras novas.

Isso nós já sabíamos, por meio dos estudos de comportamento, mas o que nós não sabíamos era o efeito disso no cérebro, o que foi pioneiro nesse estudo. Isso nos dá mais uma evidência da vantagem da abordagem fônica sobre a abordagem global. Além de a abordagem fônica permitir que a maioria das crianças aprenda mais rapidamente e melhor, ela também as permite desenvolver a autonomia de leitura e de escrita por meio da ativação do hemisfério esquerdo do cérebro, responsável pelo processamento da linguagem, sendo, por isso, aquela mais ideal a ser usada.

Se você aprende pela fônica, você consegue aprender o mecanismo básico da decodificação de palavras; portanto, você lê palavras novas que não lhe foram ensinadas. A criança passa a ler palavras em outros contextos porque aprendeu como funciona a leitura. O global não permite essa autonomia: como há muito mais palavras para memorizar do que letras, e como a criança é ensinada a tratar palavras como figuras, o seu desenvolvimento da leitura e da escrita é limitado e dificultado.

Seguiu-se outro relatório, publicado em 2009, chamado National Early Literacy Panel (NELP), que focou mais nas crianças pequenas e na importância da literacia familiar, ou seja, naquilo que os pais fazem em casa e que ajuda as crianças mais tarde a aprender a ler e a escrever, por exemplo, ler para seu filho e estimular o seu desenvolvimento da linguagem oral, fazendo-lhe perguntas que estimulem uma resposta mais completa do que apenas um “sim” ou um “não”. O relatório focou também na literacia emergente, que reúne as habilidades fundamentais para a alfabetização que devem ser desenvolvidas na pré-escola, como saber os nomes, os sons e as formas das letras e desenvolver a consciência fonológica e a consciência fonêmica.

Nesse mesmo sentido, o Secretário de Alfabetização Carlos Nadalim sempre enfatiza a importância de considerarmos as evidências científicas na formulação de Políticas Públicas, como se pode observar na estrutura da nova Secretaria de Alfabetização. Ele convidou para compor a Diretoria de Alfabetização Baseada em Evidências três cientistas que estudam alfabetização, entres os quais eu me incluo.

Eu comungo do pensamento do Secretário Nadalim e do Ministro Vélez de que a educação brasileira se fundamente em evidências científicas. Isso implica pelo menos três coisas: 1) o que sabemos hoje pode ser invalidado ou questionado amanhã por uma nova pesquisa ou evidência; 2) os resultados de pesquisas devem ser sempre contextualizados: precisamos entender os limites das pesquisas e da generalização dos resultados; 3) não podemos personalizar as evidências e adotar ídolos somente porque produziram trabalhos relevantes em algum momento.

A discussão sobre os melhores métodos de alfabetização não é nova nem exclusividade do Brasil. Há pelo menos 50 anos, esse tem sido o alvo de muitas discussões entre cientistas, educadores e formuladores de políticas públicas de alfabetização em diversos países. Esse “grande debate” sobre o ensino das habilidades de leitura e de escrita tornou-se explícito inicialmente pela pesquisadora Jeanne Chall, professora já falecida da Universidade de Harvard, que publicou, em 1967, nos EUA, o livro Learning to Read: The Great Debate, no qual fez uma intensa pesquisa sobre o assunto e revelou quais abordagens eram mais eficientes para o ensino da leitura e da escrita, concluindo que a abordagem fônica era a mais eficiente. Esse também pode ser considerado um marco que impulsionou diversos países a buscar evidências científicas para embasar suas decisões sobre políticas, programas e ações educacionais.

O Presidente da República, Jair Messias Bolsonaro, e o Ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodríguez, em consonância com as experiências exitosas na área de alfabetização desses países, também optaram por formular uma nova Política Nacional de Alfabetização com base em evidências da Ciência Cognitiva da Leitura e Alfabetização.

Mitos sobre o cérebro

  1. Aluno visual, auditivo ou sinestésico

Um mito corrente é que existem alunos que aprendem mais por algum sentido (visão, audição ou tato), em detrimento de outros. Na verdade, usamos todos os sentidos durante a aprendizagem, e o mais efetivo depende fundamentalmente do que é ensinado.

  1. Usamos só 10% do nosso cérebro

A frase deve ter vindo de Einstein, que disse só usar uma pequena fração da sua incrível cabeça. Como tudo é ligado no cérebro e nunca fazemos uma atividade isolada, sempre usamos perto de 100% dele.

  1. Lado direito e lado esquerdo

O lado direito do cérebro coordena a linguagem; já o direito coordena a percepção de emoções. Mas todas passam pelos dois hemisférios, que trabalham em conjunto. Não há base científica para desenvolver um lado específico nem indícios de que tal prática seja benéfica.

  1. É preciso aprender línguas bem cedo.

Já ouviu aquela história de que algumas coisas só se aprendem até os 12 anos? Na verdade, o cérebro está sempre se modificando. É verdade que a infância é favorável para a aprendizagem da gramática de uma nova língua, mas os adultos armazenam um vocabulário mais rico.

  1. Crianças não aprendem duas línguas ao mesmo tempo

Há espaço no cérebro para o aprendizado de dois idiomas simultaneamente – e isso só faz bem. Na Alemanha, um estudo com crianças turcas aprendendo o alemão mostrou que elas melhoravam na escrita das duas línguas.

  1. O mito da Ginástica cerebral

Videogames que garantem melhorar a memória ou exercícios físicos que prometem maior atenção dos alunos ao massagearem regiões específicas do corpo são a extrapolação de algumas pesquisas, mas nada muito confiável. Sabe-se apenas que a atividade física melhora o metabolismo do corpo, inclusive do cérebro, mas não se sabe exatamente em qual medida.

A ciência diz que…

  1. Os adolescentes acordam mais tarde que as crianças. Estar desperto ajuda muito no aprendizado.
  2. Aprender é um processo fisiológico e envolve o bom funcionamento de todo o organismo.
  3. A atenção da criança dificilmente se mantém por mais que os primeiros 10 minutos da aula.
  4. Muitas avaliações sobre muito conteúdo num curto espaço do tempo dificultam a memorização.
  5. Emoção e cognição não caminham separadas.

FONTES:

Guia dos pais

Portal do Mec

Super Interessante

Catherine Snow Professora da Academia de Harvard

 

Educação tecnológica e sua importância para os alunos

Não podemos negar que a atual geração de estudantes já nasceu conectada. Por este motivo a educação tecnológica vem sendo um grande diferencial na grade escolar. Mais do que as matérias básicas como matemática e português, os alunos estão interessados em aprender coisas que possam servir no seu cotidiano, por que não usar a tecnologia para mostrar que todas as matérias podem ser empregadas no dia a dia e trazer um diferencial, destacando-os?

A realidade é que o mundo online, seja através de computadores, smartpones ou tablets, faz parte do dia a dia dos estudantes e eles utilizarão com ou sem permissão. No entanto, os professores e orientadores podem dar um passo a frente e utilizar o mundo online para se aproximarem e criar vinculo ao invés de ”combaterem” os aparelhos dentro da sala de aula.

Existem aplicativos que permitem o uso de metodologias educacionais para trabalhar o engajamento e o interesse de forma que as informações da matéria não se torne maçante e desanime o estudante.

Mas como utilizar as tecnologias para melhorar o desenvolvimento das atividades em sala de aula? Como isso pode aprimorar a aprendizagem dos alunos?

Pesquisas científicas já confirmaram que a utilização de tecnologia facilita a aprendizagem escolar. As ferramentas tecnológicas, além de auxiliar o professor nas atividades realizadas em sala de aula, estimulam os alunos a buscarem novos conhecimentos e se socializarem com os recursos e colegas.

A educação tecnológica pode transformar assuntos mais complicados em algo útil e simples, apenas acessando, por exemplo, páginas que exemplificam o que está sendo ensinado. A absorção das novas tecnologias nas aulas poderá, ainda, aumentar a participação, a criatividade e a proatividade.

Além disso, ao ensinar como e quando estes recursos devem ser utilizados, além de monitorar os momentos em que serão empregados em sala, o professor pode direcionar a capacidade dos estudantes de usar os aparelhos eletrônicos em seu próprio benefício, reduzindo seu uso inadequado e aumentando a habilidade em lidar corretamente com eles.

Com a aplicação consciente da tecnologia na escola, é possível, por exemplo:

– Combater o cyberbullying e outras formas de preconceito;

– Reduzir a distração causada pelos smartphones e aparelhos mobile;

– Equilibrar o tempo que os estudantes dedicam aos jogos eletrônicos, aos estudos e à prática de atividade física;

– Orientar pesquisa em fontes on e offline confiáveis, aumentando o senso crítico dos alunos

O ensino híbrido, que combina a educação tradicional e o uso da tecnologia para conquistar a personalização do ensino, também pode ajudar a conciliar a utilização de ferramentas digitais com a atenção em aulas presenciais, assim como o uso de livros didáticos físicos, por exemplo.

Qualquer que seja a metodologia adotada pela escola e professores, é importante que, durante a transição pela qual passarão para implementar o uso da tecnologia, haja processos claros entre os profissionais e os alunos, bem como o diálogo constante para lidar com obstáculos e dificuldades.

Aos poucos, com horários e expectativas bem definidos em relação à utilização das novas ferramentas, será possível educar docentes e discentes para que todos se beneficiem e aprendam a usar a tecnologia a seu favor, sem se tornarem dependentes dela.

 

Conheça algumas profissões do futuro

Se observarmos a partir de uma perspectiva global, a mudança nos mercados de trabalho tem sido conduzida por influências interconectadas.

Rápidos avanços e inovações tecnológicas, organizacionais e de mercado e a sua difusão mundial, o aumento do comércio e dos investimentos diretos no exterior, a intensificação da concorrência nos mercados internacionais e as alterações climáticas, além da necessidade de melhorar a gestão da energia e o problema dos resíduos, tem o potencial de desencadear transformações importantes nos sistemas econômicos em todas as regiões do mundo. Enquanto algumas profissões seguem beirando a extinção, outras estão em puro movimento de ascensão e seguem ganhando espaço no mercado de trabalho, mostrando que estamos em constante mudança e transformação.

Pensando em toda transformação que está acontecendo há algum tempo, resolvemos trazer algumas profissões do futuro.

É importante esclarecer que as Profissões do futuro são ocupações profissionais sobre as quais existe uma tendência de grande valorização nos próximos anos e décadas.

Isso porque se espera que as atividades desenvolvidas pelos profissionais do futuro se tornem mais importantes dentro das empresas nas quais o posto já existe.

Ou porque surgirão novas empresas com demandas para essas atividades.

Seja qual for o motivo, quando a tendência se confirma, a procura pelos profissionais capacitados a exercer aquela função aumenta.

– Advogado especialista em proteção de dados

– Analista de big data

– Analista de comunicação com máquinas

– Analista de ética

– Arquiteto especializado em projetar home office

– Atendente virtual de pacientes

– Bioinformacionista

– Cientista de dados

– Conselheiro de tecnologia na área da saúde

– Consultor de agricultura urbana

– Consultor de aposentadoria

– Consultor de entretenimento pessoal

– Consultor espiritual

– Consultor financeiro de criptomoeda

– Controlador de dados de estradas

– Corretor de seguros de dados

– Curador de dados pessoais

– Designer Instrucional

– Designer de realidade aumentada

– Detetive de dados

– Diretor de cloud computing

– Diretor de relacionamento

– Diretor de user experience

– Engenheiro de energias renováveis

– Engenheiro de inteligência artificial

– Engenheiro de mobilidade

– Engenheiro de wearables

– Facilitador de TI

– Facilitador de treinamentos

– Geneticista

– Gerente de showroom

– Gestor de edge computing

– Gestor de IA para smartcities

– Gestor de inovação

– Gestor de qualidade de vida

– Gestor de resíduos

– Gestor de sustentabilidade

– Hacker de segurança

– Perito forense virtual

– Policial virtual

– Programador de automação de marketing

– Programador de machine learning

– Responsável pela memória virtual

– Técnico em TI hospitalar

– Terapeuta de saúde mental

FONTES:

Artigo: Profissões do Futuro: o que são, principais e áreas em alta

Artigo:  21 possíveis profissões do futuro

Artigo: O mercado de trabalho no futuro – uma discussão sobre profissões inovadoras, empreendedorismo e tendências para 2020

(Challenger, 2005; Paterson, 2002).

Leituras que caem no vestibular

Apesar destes livros terem sido escritos há um bom tempo, eles permanecem com discussões bem contemporâneas, representando as emoções dos personagens e os conflitos sociais e políticos que persistem hoje em dia.

Além disso, os clássicos serviram de inspiração para novas obras, como o filme do Rei Leão, baseado em Hamlet, de Shakespeare, O diário de Bridget Jones, inspirado no livro Orgulho e preconceito, da Jane Austen, escrito há mais de 200 anos.

Mais do que aprimorar a leitura e a escrita, o que é extremamente importante e conta muito para ter facilidade no vestibular, principalmente com a interpretação de texto dos enunciados, ler estes livros ajuda a refletir, filosofar, criar e recriar novas histórias, filmes, peças e a mostrar que certos problemas ainda persistem e precisam de solução.

Então seja de exatas ou de humanas, confira os livros que caem no vestibular (ou vestibulares) que prestará e mergulhe nas leituras, ainda da tempo!

FGV

Fundação Getulio Vargas

 Administração Pública e de Empresas (EAESP)

 Memórias de um sargento de milícias – Manuel Antônio de Almeida

Iracema – José de Alencar

Memórias póstumas de Brás Cubas – Machado de Assis

O cortiço – Aluísio Azevedo

Capitães da Areia – Jorge Amado

Vidas secas – Graciliano Ramos

“A hora e vez de Augusto Matraga” (do livro Saragana) – João Guimarães Rosa

Claro enigma – Carlos Drummond de Andrade

Morte e vida severina – João Cabral de Melo Neto

A hora da estrela – Clarice Lispector

Direito (Direito GV)

 Memórias de um sargento de milícias – Manuel Antônio de Almeida

Memórias póstumas de Brás Cubas – Machado de Assis

O cortiço – Aluísio Azevedo

A relíquia – Eça de Queiróz

Vidas secas – Graciliano Ramos

O bem-amado – Dias Gomes

Claro enigma – Carlos Drummond de Andrade

Metamorfose – Franz Kafka

O estrangeiro – Albert Camus

Barroco tropical – José Eduardo Agualusa

A Vida de Galileu – Bertolt Brecht

1984 – George Orwell

Fuvest

Vestibular da Universidade de São Paulo (USP)

Poemas Escolhidos – Gregório de Matos

Quincas Borba – Machado de Assis

Claro Enigma – Carlos Drummond de Andrade

Angústia – Graciliano Ramos

A Relíquia – Eça de Queirós

Mayombe – Pepetela

Sagarana – Guimarães Rosa

O Cortiço – Aluísio Azevedo

Minha Vida de Menina – Helena Morley

Unicamp

Universidade Estadual de Campinas

Poesia:

Luís de Camões, Sonetos. Acesse aqui a lista com os sonetos selecionados pela Comvest. (Domínio público);

Racionais Mc’s, Sobrevivendo no inferno.

Ana Cristina Cesar, A teus pés.

Contos:

Guimarães Rosa, A hora e a vez de Augusto Matraga, do livro Sagarana.

Machado de Assis, O espelho. (Domínio público);

Teatro:

Dias Gomes, O bem amado.

Romance:

Júlia Lopes de Almeida,  A falência (Livro em domínio público)

Érico Veríssimo, Caminhos Cruzados (Livro distribuído pelo governo federal no PNBE).

José Saramago, História do Cerco de Lisboa.

Diário:

Carolina Maria de Jesus, Quarto de despejo (Livro distribuído pelo governo federal no PNBE).

Crônica:

Nelson Rodrigues, A cabra vadia.

Sermões:

Antonio Vieira

(1) Sermão de Quarta-feira de Cinza – Ano de 1672;

(2) Sermão de Quarta-feira de Cinza – Ano de 1673, aos 15 de fevereiro, dia da trasladação do mesmo Santo;

(3) Sermão de Quarta-feira de Cinza – Para a Capela Real, que se não pregou por enfermidade do autor.

Udesc

Universidade do Estado de Santa Catarina

O conto da mulher brasileira – Edla van Steen

Cemitério dos Vivos – Lima Barreto

Memórias Póstumas de Brás Cubas – Machado de Assis

Melhores Poemas – Paulo Leminski

Os milagres do cão Jerônimo – Péricles Prade

UEPG

Universidade Estadual de Ponta Grossa

Vidas Secas (Graciliano Ramos)

Obra completa (Murilo Rubião)

Vestido de Noiva (Nelson Rodrigues)

Toda Poesia (Paulo Leminski)

Quarto de despejo: diário deu uma favelada (Carolina Maria de Jesus)

UERJ

Universidade do Estado do Rio de Janeiro

1º Exame de Qualificação:

› Data prevista para a prova: 9 de junho de 2019

› Livro: Hora de alimentar serpentes, de Marina Colasanti

2º Exame de Qualificação:

› Data prevista para a prova: 15 de setembro de 2019

› Livro: Gota D’Água, de Chico Buarque e Paulo Pontes

Exame Discursivo:

› Data prevista para a prova: 1º de dezembro de 2019

› Livro Redação: Vidas Secas, de Graciliano Ramos

› Livro Língua Portuguesa e Literaturas:

Antes de Nascer o Mundo, de Mia Couto

UFLA

Universidade Federal de Lavras

1ª etapa PAS (2020-2022)

Marília de Dirceu – Tomás Antônio Gonzaga

Poemas escolhidos de Gregório de Matos – seleção e prefácio de José Miguel Wisnik

2ª etapa PAS (2019-2021)

Inocência – Visconde de Taunay (Editora L&PM);

Crônicas escolhidas, Machado de Assis – organização, introdução e notas de John Gledson

Gonçalves Dias, Melhores Poemas – seleção de José Carlos Garbuglio

UFPR

Universidade Federal do Paraná

O Uraguai – Basílio da Gama

Últimos Cantos – Gonçalves Dias

Casa de Pensão – Aluísio de Azevedo

Clara dos Anjos – Lima Barreto

Sagarana – Guimarães Rosa

Morte e Vida Severina – João Cabral de Melo Neto

Nove Noites – Bernardo Carvalho

Relato de um certo oriente – Miltom Hatoum

UFRGS

Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Bagagem – Adélia Prado

São Bernardo – Graciliano Ramos

As Meninas – Lygia Fagundes Telles

Feliz Ano Velho – Marcelo Rubens Paiva

Papéis Avulsos – Machado de Assis

Úrsula – Maria Firmina dos Reis

Hamlet – William Shakespeare

A máquina de fazer espanhóis – Valter Hugo Mãe

Quarto de despejo: diário de uma favelada – Carolina Maria de Jesus

Diário da Queda – Michel Laub

Álbum/Disco Elis & Tom [1974]

Poemas de Florbela Espanca (Poemas: 1. Fanatismo; 2. Horas rubras; 3. Eu; 4. Vaidade; 5. Lágrimas ocultas; 6. A minha dor; 7. Suavidade; 8. Se tu viesses ver-me; 9. Ser poeta; 10. Fumo; 11. Frêmito do meu corpo; 12. Realidade; 13. Súplica; 14. Doce certeza; 15. Quem sabe?!…; 16. A Mulher I; 17. A Mulher II; 18. Amiga; 19. Ódio; 20. Amar!; 21. O maior bem; 22. Neurastenia)

Unimontes

Universidade Estadual de Montes Claros

PAES 2019

1ª etapa

  1. Ubirajara, José de Alencar (romance)
  2. História da Província de Santa Cruz – Pero de Magalhães Gândavo (crônica)
  3. O Guarani, Norma Benguell (filme)
  4. Desembarque de Cabral, Oscar Pereira da Silva (pintura)
  5. Seleção de Obras Poéticas, Gregório de Matos (poesia)

2ª etapa

  1. Dom Casmurro, Machado de Assis (romance)
  2. São Bernardo, Graciliano Ramos (romance)
  3. Lira dos vinte anos, Álvares de Azevedo (poesia)
  4. Faltando um pedaço, Djavan (música)
  5. Arrufos, Belmiro de Almeida (pintura)

3ª etapa

  1. O mulo, Darcy Ribeiro (romance)
  2. A teus pés, Ana Cristina César (poesia)
  3. Tecnopoesia, Antônio Miranda (site)
  4. Cadernos Negros (contos)
  5. Priapo de ébano, Amelina Chaves (contos)

UFRR

Universidade Federal de Roraima

 

Etapa 1

O Homem de Barlovento – Bruno Cláudio Garmatz

Urihi: nossa terra, nossa floresta – Devair Fiorotti

Etapa 2

Vidas Secas – Graciliano Ramos

Etapa 3/ Prova Integral

Macunaíma: o herói sem nenhum caráter – Mário de Andrade

O Homem de Barlovento – Bruno Cláudio Garmatz

Urihi: nossa terra, nossa floresta – Devair Fiorotti

Vidas Secas – Graciliano Ramos

Cásper Líbero

Faculdade Cásper Líbero

QUincas Borba – Machado de Assis

Sagarana – Guimarães Rosa

Minha Vida de Menina – Helena Morley

Unicentro

Universidade Estadual do Centro-Oeste

Lucíola – José de Alencar

Bom Crioulo – Adolfo Caminha

Quarenta Dias –  Maria Valéria Rezende

Esaú e Jacó – Machado de Assis

O Rei da Vela – Oswald de Andrade

Memorial do Convento –  José Saramago

Olhos D’água – Conceição Evaristo

Tempos de Menino –  Domingos Pellegrini

Quarto de Despejo – Carolina Maria de Jesus

Claro Enigma –  Carlos Drummond de Andrade

UFVJM

Universidade Federal do Vale do Jequitinhonha e Mucuri

SASI 2019 – 1ª etapa

Noites na taverna – Álvares de Azevedo (contos)

Caramuru: a invenção do Brasil – Guel Arraes (filme)

Dois – Legião Urbana (álbum musical)

SASI 2019 – 2ª etapa

O beijo no asfalto – Nelson Rodrigues (teatro)

Xica da Silva – Carlos Diegues (filme)

Noel por Noel – Noel Rosa (álbum musical)06

9 Filmes com Lições de Vida: Opções para você e seus filhos podem assistir

Grande aliado da educação, o cinema ajuda a perceber na prática como as ideias podem se transformar em ações. No universo infantil, as animações são opções que podem oferecer lições valiosas sobre todos os aspectos da vida, principalmente o emocional.

Como é bastante comum que os adultos também sejam atraídos pelos desenhos, a diversão pode se tornar uma oportunidade para a família se reunir, pensar e discutir temas importantes que afetarão o futuro de todos. A educação dos filhos é algo indelegável: a transmissão de valores às nossas crianças e adolescentes devem estar sempre como uma prioridade na família.

Pensando nisso, selecionamos para você e sua família 9 filmes que transmitem valores essenciais para uma vida saudável.

1- Zootopia: essa cidade é o bicho

Uma fábula no sentido mais estrito do termo, essa animação da Disney Animation Studios apresenta uma cidade repleta de animais que vivem segundo regras de convivência, ocupando seus bairros-habitat. A protagonista Judy entra para a Polícia, mas não consegue ir além do cargo de guarda de trânsito por ser uma coelha e, assim, o filme abre seu leque de discussões que tratam de preconceito, corrupção, violência e outros problemas enfrentados em cidades mundo afora. Com determinação, ela consegue investigar um grande caso, mas percebe que a sociedade é muito mais complexa do que se imagina. O longa de 2016 é uma metáfora interessante, que pode suscitar discussões frutíferas entre os mais jovens e os mais velhos.

Sinopse: Em uma cidade de animais, uma raposa falante se torna uma fugitiva ao ser acusada de um crime que não cometeu. O principal policial do local, o incontestável coelho, sai em sua busca.

2- Extraordinário (2017)

Extraordinário conta a história de Auggie Pullman, um garoto de 10 anos que nasceu com uma deformação facial e que, após 27 cirurgias, vai finalmente frequentar uma escola regular e lidar com todas as situações difíceis e possíveis para uma criança. É um filme lindo, tocante, que aborda um tema muito importante que é a inclusão e a beleza de ser diferente. Além de atentar também para as relações familiares em geral, o filme aborda sobre comportamentos em sociedade. Acho um longa essencial pra toda família assistir! Ele destaca assuntos que precisam ser abordados na atualidade. Impossível não se emocionar e se apaixonar pelo protagonista.

Sinopse: Auggie Pullman é um garoto que nasceu com uma deformidade facial, o que fez com que passasse por 27 cirurgias plásticas. Aos 10 anos, ele irá frequentar uma escola regular, como qualquer outra criança, pela primeira vez. No quinto ano, ele precisa se esforçar para conseguir se encaixar em sua nova realidade.

 

3- Alice no País das Maravilhas

Alice no País das Maravilhas, seja uma das adaptações em filme ou em desenho, passa a mensagem do autoconhecimento. Ela, como uma menina curiosa, segue o coelho branco e acaba caindo em sua toca, chegando ao País das Maravilhas. Levada pela curiosidade, aprendemos com Alice que a curiosidade é sempre bem vinda, desde que saibamos lidar com ela, afinal ela observa e vive momentos e situações diferentes que pedem expansão para poder lidar. Incentivar as crianças a serem curiosas é extremamente importante, mas devemos lembrar de que lidar com o desconhecido pode gerar medo, a princípio, e um apoio para passar por estes momentos é sempre bem vindo. Escolha uma das adaptações e entre no País das Maravilhas com as crianças!

Sinopse: O filme conta a história de Alice, uma menina que persegue um coelho branco de colete e relógio de bolso, até uma toca. Ela cai e chega a um lugar muito esquisito, o País das Maravilhas. Lá ela encontra diversos animais e plantas que falam, um chapeleiro maluco, um gato que pode desaparecer, animais misturados com objetos, um feriado chamado “desaniversário”, cartas de baralho que possuem vida, uma Rainha tirana que manda cortar as cabeças, além de muita confusão.

 

4- Ratatouille

Uma grande lição que este filme nos transmite é que somos capazes de buscar nossos objetivos , mesmo que surjam empecilhos, críticas (que podemos usar como trampolim para estarmos em constante melhora), preconceitos e decepções qe existem durante a trajetória. Tudo é válido quando percebemos nos obstáclos um ensinamento e, acima de tudo, o valor de amar tudo o que temos e somos.

Sinopse: Remy reside em Paris e possui um sofisticado paladar. Seu sonho é se tornar um chef de cozinha e desfrutar as diversas obras da arte culinária. O único problema é que ele é um rato. Quando se acha dentro de um dos restaurantes mais finos de Paris, Remy decide transformar seu sonho em realidade.

5- Lilo & Stitch

Esse longa-metragem causou sensação quando foi lançado. Filmado no Havaí, com música de fundo de Elvis Presley  e com personagens cativantes, conseguiu ser candidato ao Oscar na categoria de melhor filme animado em 2002.

Os valores fundamentais que são mostrados nesse filme são a importância da família, a autoestima e o valor. Se você quer que seus filhos aprendam uma lição de vida enquanto se divertem, a história de amizade entre Lilo e Stitch deve estar entre as suas seleções.

Esse longa metragem também nos deixa uma mensagem muito valiosa: todos nós podemos mudar. As pessoas são como são devido às circunstâncias que viveram. O caráter se modifica com o passar do tempo, com as experiências e conforme vamos amadurecendo. Por esse motivo não devemos julgar à primeira vista.

Sinopse:  Lilo é uma garota que adora cuidar de animais menos favorecidos. Lilo tem o costume de coletar lixo reciclável nas praias para, com o dinheiro recebido, comprar comida para peixes. Até que, em um belo dia, ela encontra um cachorro e decide adotá-lo. Entretanto, este cachorro na verdade é Stitch, um ser alienígena que é um dos criminosos mais perigosos da galáxia. Agora, Stitch esconde quatro de suas seis pernas e decide se fazer passar por um cachorro comum, ficando amigo de Lilo.

6- Valente

Valente trás uma história emocionante de autoconhecimento, compaixão, bravura e determinação. Além disso, mostra a evolução no relacionamento inicialmente conturbado entre mãe e filha (muito comum hoje em dia). Este filme pode trazer ensinamentos significativos tanto para o adulto quanto para a criança. Ouvir é sempre a melhor maneira de encontrar soluções e evitar que as crianças cresçam e tornem-se adolescentes distantes e com pré disposição a resolver conflitos com violência.

Ao final da história, mãe e filha vêem que a diferença faz parte da vida e que mesmo tendo pensamentos divergentes, elas se amam e isso é o mais importante. E o rei, pai de Merida, vê que a filha pode ser uma guerreira, mesmo sendo mulher e o suceder na luta pela proteção do reino.

Sinopse: A princesa Merida deve seguir os costumes do seu reino e tomar-se rainha ao lado do cavalheiro que conseguir a sua mão durante um torneio de arco e flecha. Mas Merida está determinada a trilhar o seu próprio caminho e desafia a tradição ancestral.

7- Divertidamente

Divertidamente é uma animação da Disney que aborda o tema da inteligência emocional de forma simples e didática. Ao tratar sobre emoções tão diretamente, se tornou uma referência no assunto, capaz de inspirar tanto famílias quanto educadores.

Neste filme, podemos transmitir para as crianças que todas as emoções importam, as mudanças são inevitáveis e que é muito importante se expressar. Aos pais, devemos lembrar que as pequenas crises das idades devem ser encaminhadas com tranquilidade e amor, afinal, elas levam as crianças ao autoconhecimento, tendo em vista que a cada momento elas se deparam com algo desconhecido.

Sinopse: Com a mudança para uma nova cidade, as emoções de Riley, que tem apenas 11 anos de idade, ficam extremamente agitadas. Uma confusão na sala de controle do seu cérebro deixa a Alegria e a Tristeza de fora, afetando a vida de Riley radicalmente.

 

8- A Invenção de Hugo Cabret

A adaptação do livro homônimo mostra um órfão (Butterfield) que vive escondido numa estação de trem de Paris e tem apoio de uma amiga para desvendar um mistério que envolve um robô herdado do pai. Este filme retrata muito bem a importância da amizade em todos os momentos.

Sinopse: Hugo é um garoto de 12 anos que vive numa estação de trem em Paris no começo do século 20. Seu pai, um relojoeiro que trabalha em um museu, morre pouco depois de mostrar a Hugo a sua última descoberta: um androide. Hugo faz amizade com uma jovem que tem uma chave que cabe no fecho existente no robô. É o início de uma surpreendente aventura.

 

9- As Crônicas de Nárnia

As Crônicas de Nárnia transmite ensinamentos maravilhosos sobre a bondade, lealdade e confiança em si e naqueles que amamos. Sempre teremos uma escolha, não importa quão difícil pareça, encare os desafios e colha os frutos da honestidade.

Sinopse: Durante os bombardeios da Segunda Guerra Mundial de Londres, quatro irmãos ingleses são enviados para uma casa de campo onde eles estarão seguros. Um dia, Lucy encontra um guarda-roupa que a transporta para um mundo mágico chamado Nárnia. Depois de voltar, ela logo volta a Nárnia com seus irmãos, Peter e Edmund, e sua irmã, Susan. Lá eles se juntam ao leão mágico, Aslan, na luta contra a Feiticeira Branca.

FONTES:

AdoroCinema

Artigo – lições que os filmes infantis nos ensinaram sobre a vida real

Artigo – 11 filmes inspiradores (e com lições de vida incríveis!) para ver já

Artigo – 7 filmes infantis e suas lições de vida

Superproteção: Como Pode Afetar os Filhos na Educação

A aprendizagem não apenas durante a infância, mas também na vida adulta ocorre por “tentativa e erro”, por meio de experiências e também de regras e limites externos, por isso a criança precisa realizar e assumir, desde cedo, pequenas responsabilidades e pequena tarefas no seu dia a dia. Claro que estas tarefas devem transmitir leveza e mostrar que não há problema algum em realizá-la, caso contrário esta informação poderá gerar o efeito oposto, o que demandaria mais trabalho para reverter.

Quando há superproteção, há um cuidado exagerado dos pais e, na raiz desse comportamento, o desejo de que o filho não sofra, não seja submetido a qualquer esforço ou exponha-se a risco algum. Por medo, ansiedade, impaciência, egoísmo e até projeção da própria infância sobre a criança, muitos pais a colocam em uma redoma e impedem o seu livre caminhar.

Mas quando isso acontece?

Para deixar claro, existem muitos pais extremamente protetores que não fazem ideia que reproduz este comportamento com o(a) filho(a), pelo contrário, acreditam que estão certos. A superproteção aparece quando fazemos tudo para os filhos, mesmo que ele já tenha condição de fazer por conta própria.Basta que a criança de indício de alguma vontade para entrarmos em ação e resolver o ”problema” antes que ele surja. Dessa forma, a criança não exerce contato com os conflitos diários, pois ela é blindada de qualquer tipo de interação que, ao contrário do que os pais pensam, geraria expansão cognitiva, social, emocional e até motora.

A tentativa de superproteger o filho não é garantia de que está sendo oferecido o melhor para ele. Ao contrário, a criança superprotegida, na maioria das vezes, é dependente e passiva, socialmente tímida e emocionalmente imatura.

O sentimento de incompetência que se instala retarda seu amadurecimento, limitando a capacidade de lidar com frustrações. Tendo sido sempre alvo de constante atenção, sem o apoio e presença dos pais, mostra-se despreparada para lidar com as mais simples situações de vida.

Superproteger é impedir a criança de experimentar realizações. É dizer, numa linguagem não verbal: “não confio em sua capacidade”. Cuidado e proteção são indispensáveis. A criança protegida sente-se amada e desenvolve segurança, auto-confiança e auto-estima positiva, condições essenciais para a autonomia.

Uma pesquisa da Universidade de Warwick, nos Estados Unidos, aponta que o comportamento dos pais tem influência direta nas atitudes dos filhos. Dados coletados por 70 estudos diferentes, envolvendo mais de 200 mil crianças, mostram que a forma como os pais conduzem a educação pode aumentar as chances da criança sofrer e também praticar bullying.

“Tal constatação deixa claro que o bullying não é um problema apenas das escolas. Os pais têm um papel muito importante nessa questão e devem ser alertados e encorajados a adotarem práticas positivas na condução do ambiente familiar“, afirma Lidia Weber.

Baseando-nos nas informações disponibilizadas acima, podemos concluir que a educação tanto didática quando social é afetada diretamente por mudanças de comportamento e emocional instável. Nada de bom resulta de uma criação que priva a criança de interagir e trabalhar em grupo. Lidar com as diferentes opiniões trás uma expansão indispensável para que a criança se torne um adulto bem resolvido, além de criar empatia para com o outro.

Disponibilizaremos abaixo outros pontos que afetam todas as áreas da educação e também são gerados pela Superproteção:

Atraso no desenvolvimento

Algumas atitudes, aparentemente inofensivas, prejudicam sem percebermos. Por exemplo, ao levar a criança ao banheiro antes mesmo de ela sinalizar essa necessidade, pode fazer com que ela encontre dificuldades de identificar suas próprias necessidades fisiológicas.

Outra questão é quando fazemos para os filhos as tarefas que eles já têm a capacidade de fazerem sozinhos (comer, tomar banho, se vestir). Falamos sobre isso no começo deste artigo, lembra?

Quando isso acontece, acabamos impedindo que eles treinem algumas habilidades, desfavorecendo o desenvolvimento da maturidade e da independência.

Quando tentamos auxiliar, antecipando o que vai acontecer, tiramos a possibilidade de a criança aprender com os próprios erros.

Consequentemente dificultamos a aprendizagem, que vem da percepção das consequências positivas e negativas das próprias ações, além de contrair a capacidade criativa

É certo que os pais não querem que os filhos sofram. Porém, facilidade nem sempre é sinônimo de felicidade.

Se não deixarmos que as crianças enfrentem alguns desafios agora, como farão com os desafios que vão se impor no futuro?

Se eles não puderem lutar pelo que querem, como vão se sentir vitoriosos diante de uma conquista, corajosos e confiantes para seguir adiante, desbravando o mundo?

Isolamento social

O excesso de proteção pode aprisionar. Algumas atitudes controladoras podem virar uma obsessão, sufocando e prejudicando o amadurecimento.

Acostumadas a sempre terem a proteção de um adulto, até mesmo dormir sozinhas pode se tornar amedrontador. Esse sentimento constante de alerta aumenta o estresse e a ansiedade nos filhos.

Quando impedimos os filhos de participar de atividades sociais, como os passeios escolares, estamos comunicando que o mundo é perigoso, que a criança não está segura longe de nós e, assim, transmitimos a eles nossos próprios medos. Isso pode gerar insegurança e dificuldades de socialização.

Dessa forma, é importante prestar atenção a esse tipo de conduta com crianças e jovens, pois na busca da individualidade e independência, muitos acabam se rebelando e se afastando da família. Outros acabam se refugiando nos mundos alternativos, como os videogames e a internet, uma realidade que vem crescendo a cada dia. Pais, fiquem atentos!!!

 

Impaciência

Quando os pais não permitem que seus filhos façam as coisas por conta própria, eles não entendem o valor do trabalho. Para essas crianças, basta pedir o que quiserem que elas vão conseguir.

Esse tipo de atitude promove a falta de empatia e a malcriação. Além disso, é manifestada, por exemplo, em forma de lágrimas e birra.

Dificuldade de lidar com frustrações

Ao superproteger, criamos os filhos em uma “bolha”, apresentando a eles uma visão distorcida da realidade.

Acostumados a receber de tudo, acabam tendo dificuldades de compreender que, na vida, muitas coisas estão além do nosso controle e que muitas conquistas exigem esforço e dedicação.

O fato é, acabamos tentando evitar frustrações no agora deixando que eles tenham frustrações no futuro, sem terem desenvolvido uma maturidade emocional para lidar com elas.

Além disso, ao crescerem achando que a função das pessoas ao redor é a de fazerem suas vontades, acabam culpando os outros pelos próprios problemas. Com isso, torna-se difícil que eles percebam seus erros e procurem fazer algo para melhorarem.

Portanto, reflita sempre sobre as suas atitudes na educação dos seus filhos, buscando um equilíbrio entre a proteção e o desenvolvimento de sua autonomia.

Deixe que eles aprendam com suas próprias experiências, para conseguirem lidar com os desafios desse nosso mundo.

Assim, poderá ajuda-los a serem pessoas confiantes e mais felizes e satisfeitas com si mesmas.

 

Baixa autoestima

A autoestima é algo que as crianças desenvolvem quando se colocam à prova ao enfrentar dificuldades, sejam elas superadas ou não.

Se nunca tiverem a oportunidade de fazer isso, devido a uma criação protetora, então elas não vão ser capazes de adquirir autoconfiança.

Essa qualidade sempre estará em declínio se os pais não permitirem que a criança se desenvolva. Quando isso acontece, o jovem não conhece suas habilidades nem desenvolve a coragem para enfrentar os problemas da vida cotidiana.

 

Desenvolvem medo e insegurança

Pais e mães que se excedem na proteção de seus filhos por medo de que algo ruim aconteça com eles, transmitem medo e insegurança.

Ao não saber como navegar pelo mundo, os filhos começam a ver tudo como uma ameaça e desenvolvem até mesmo fobia social, gerando o isolamento social que falamos acima. Ao dar aos nossos filhos uma criação super protetora, conseguimos torná-los pessoas inseguras.

Ao contrário do que foi dito acima, é necessário dar a eles a oportunidade de perceberem por si mesmos que são capazes de conseguir aquilo a que se propuserem.

Limita a aprendizagem

Afinal, este é o objetivo deste artigo, demonstrar como a superproteção limita e interfere a aprendizagem da criança. A aprendizagem é obtida experimentando e cometendo erros. Desde a infância, as crianças começam a cometer erros e a alcançar conquistas e fracassos.

É nesse momento que as técnicas para resolver as dificuldades do dia a dia devem ser ensinadas, para que dessa forma, no futuro, elas se tornem adultos responsáveis.

Problemas comportamentais

A falta de autoestima gerada pelo cuidado excessivo pode levar a problemas comportamentais nas próximas etapas de suas vidas.

Esses problemas podem aparecer na hora de socializar com os seus pares ou durante as aulas. Inclusive, podem até mesmo afetar o desempenho escolar.

 

Não conhecem a responsabilidade

Desde pequenos, devemos atribuir responsabilidades aos nossos filhos. Nem sempre é preciso ajudá-los em suas tarefas diárias, tais como organizar os brinquedos e arrumar a cama, ou dispensá-los de suas falhas e erros.

Isso porque, agindo dessa forma, gradualmente descartaríamos o conceito de responsabilidade diante deles.

As crianças devem ser ensinadas desde pequenas que a disciplina faz parte da vida e auxilia na resolução de imprevistos com mais facilidade, por exemplo. Assim, elas vão saber que, para conviver em casa e na sociedade, devemos ser responsáveis com nossas ações. Com isso, vamos formar bons homens e mulheres para o futuro.

Finalmente, é importante lembrar que, não importa quanto amor seja oferecido aos filhos, é impossível evitar que corram riscos e tenham fracassos e sofrimento.

Certamente, na vida, há muitas batalhas a serem travadas. Então, principalmente por isso é que devemos prepará-los para que consigam superar qualquer obstáculo. Para isso, é necessário evitar os perigos da superproteção a todo custo.

FONTES:

A falta de limites na educação dos filhos e a síndrome do imperador

Superproteção e negligência: extremos na educação dos filhos causam prejuízos permanentes

A superproteção na educação de seu filho

Superproteção pode gerar transtornos irreparáveis às crianças

Superproteção prejudica a educação dos seus filhos

Dicas para Férias de Julho

Não é preciso gastar muito dinheiro para entreter as crianças e os adolescentes no recesso escolar. O importante é a família inteira entrar em acordo e ficarem satisfeitos sobre onde vão. Quando jovens possuem voz ativa no lar e sua opinião é considerada antes de uma decisão final, a chance de sucesso na viagem é maior. Apesar de usarmos neste momento o exemplo da viagem/ passeio, é importante ressaltar que essa prática de escutar os jovens (criança ou adolescente) deve ser exercida em todos os momentos e decisões, sentir-se incluído é extremamente importante para o crescimento e desenvolvimento saudável de ambos!

Voltando ao assunto principal: FÉRIAS! O que fazer com a garotada? Se a sua preocupação é que o tempo de férias da empresa não é muito grande e suficiente para fazer uma viagem mais longa, pode apostar em passeios no ABC, São Paulo e cidades próximas, tornando as férias de todos memorável.

Vamos às dicas! ! !

CIDADE DA CRIANÇA

É um parque de São Bernardo do Campo com atrações para adultos e crianças. O espaço conta com brinquedos e praça de alimentação com restaurantes e lanchonetes. A entrada é feita a partir da compra de ingressos, que podem ser adquiridos online ou na bilheteria R$ 70 por pessoa.

Endereço:
Rua Tasman, 301 – Jardim do Mar

PLANETÁRIO DO IBIRAPUERA

Inaugurado em 1957, o Planetário Professor Aristóteles Orsini foi o primeiro do Brasil. Tem como objetivo sensibilizar o público para as questões do universo, em especial da astronomia. É um importante polo de educação, cultura e entretenimento. Foi reaberto em 2006, depois de restaurado e modernizado. Hoje, conta com o projetor Zeiss StarMaster e uma cúpula de 18 metros de diâmetro.

As senhas para as exibições ao público são distribuídas sempre uma hora antes do horário das sessões, ou seja, a partir de 12h, 14h, 16h e 18h dos domingos e feriados.

Endereço:

Av. Pedro Álvares Cabral, s/n – Portão 10

CATAVENTO CULTURAL

Museu Catavento Cultural é um incrível passeio para as crianças e até mesmo para os adultos que gostam de se divertir enquanto aprendem. O Museu de Ciências está localizado no centro da cidade em um edifício construído em 1924, que já abrigou a prefeitura da cidade até 2004! Por lá é possível explorar a Exposição Permanente e outras atividades que acontecem apenas aos finais de semana (mediante a retirada de senha). Dentre as atividades estão o Espaço do Homem na Lua, Fundo do Mar, Ilusão e muitas outras exposições interativas. O ingresso custa R$ 10 (inteira).

Endereço:
Praça Cívica Ulisses Guimarães, s/no (Av. Mercúrio) – Centro

PARQUES DE TRAMPOLIM

Andar de slackline, jogar basquete, vôlei e brincar de queimada são atividades normais e que todo mundo já cansou de fazer. Acontece que em um universo de camas elásticas e trampolins, atividades simples se tornam motivo de brincadeiras e risadas entre adultos e crianças. Estamos falando dos Parques de Trampolins espalhados pela capital e que são ótimas opções de passeios divertidos para sair da rotina. Com piscinas de espuma, diversas opções de cama elástica e espaço para festas e eventos, cobra-se um valor por hora, que varia de R$ 40 a R$ 80.

Free Jump Park

Av. Goiás, 2325 – Santo Antônio, São Caetano do Sul

UP Trampolim Park Extra Anchieta

  1. García Lorca, 301 – Paulicéia, São Bernardo do Campo

Altitude Park
Av. Dr Eduardo Cotching, 410, Jardim Anália Franco

Impulso Park
Rua Dr. Alfredo de Castro, 160, Barra Funda

CASA DE PEDRA

Se você é do tipo que gosta de se aventurar e descobrir lugares novos na cidade, então precisa conhecer a Casa de Pedra, maior ginásio de escalada da América do Sul! Dentro da casa é possível experimentar diversas modalidades como, por exemplo, top rope, escalada guiada e bolder. A estrutura do local conta com mais de 32 paredes para o público, além de uma sala de musculação. É indicado para todas as idades, tendo instrutores para ajudar as crianças na prática.

Endereço:
Rua Venâncio Aires, 31 – Perdizes

INSTITUTO BUTANTAN

O Instituto Butantan é uma ótima oportunidade de colocar as crianças em contato com a natureza e, mais especificamente, com os animais e insetos – animais com os quais muitas delas desenvolvem medos e até fobias. O instituto apresenta as espécies (aranhas, escorpiões e anfíbios) nas salas climatizadas do Museu Biológico, separadas do público por vidros, ou no serpentário ao ar livre, dividido em peçonhentas e não-peçonhentas. Para grupos formados por famílias e amigos, não é necessário agendamento prévio.

Endereço:
Av. Vital Brasil, 1500 – Butantan

 

 

PARQUE DA MÔNICA 

Parque da Mônica é uma ótima opção de diversão para as crianças dentro da cidade! Localizado no Shopping SP Market, o tradicional parque oferece inúmeras atrações, tanto para as crianças quanto para os adultos. Ao todo, são 20 brinquedos e oficinas, como roda gigante, piscina de bolinhas, escalada e carrossel.

Endereço:

Shopping SP Market – Av. das Nações Unidas, 22.540
Quanto: R$ 80,10

  

MUSEU DAS INVENÇÕES 

Em Perdizes, na Zona Oeste de São Paulo, um prédio discreto esconde um mundo de maravilhas. É o Museu das Invenções, que tem acervo com mais de 400 protótipos criados por brasileiros. No acervo, estão diversos dispositivos com funções variadas – algumas de aplicação prática e outras mais na linha da curiosidade.  O local está aberto a visitação de segunda à sexta-feira, das 10h às 17h. R$15

Endereço:

Rua Dr. Homem de Melo, 1109 – Perdizes.

 

SPEEDLAND

Considerado o principal kartódromo indoor da capital, o Speedland disponibiliza uma pista de 1 200 metros de extensão, com área aberta e túnel. Há também simuladores de Fórmula 1, fliperamas, pista de autorama e uma piscina para a diversão dos skatistas. Para crianças a partir de 6 anos. Speedland. 

Endereço:                              

Rua Ulisses Cruz, 275 – Tatuapé

 

Salas de Escape

A moda do Escape também está no Grande ABC. O objetivo do jogo é unir os amigos e tentar escapar de uma sala através das pistas e enigmas de lógica. Quem quiser se aventurar, é só procurar as duas salas em Santo André: Escape 60 e Puzzle Room.

ESCAPE 60
R. das Figueiras, 1389, Jardim – Santo André

PUZZLE ROOM
Avenida Prestes Maia 459, Bairro Vila Guiomar – Santo André

Exposição na Oma Galeria

Primeira galeria de Artes Visuais no ABC, também conta com espaço cultural para a realização de encontros, workshops e debates. Localizada no centro de São Bernardo do Campo, uma das principais cidades da Grande São Paulo, a OMA Galeria, que está sob os cuidados dos galeristas Gisele Pacheco (premiada arquiteta e designer) e Thomaz Pacheco (artista e executivo), se destaca pelo foco no trabalho de arquitetos, designers de interiores e decoradores, oferecendo obras de arte exclusivas para aqueles que buscam agregar valor aos projetos desenvolvidos.

Endereço:

Rua Carlos Gomes, 69 – Centro, São Bernardo do Campo

Andar de patins no Chico Mendes

O Parque Chico Mendes, em São Caetano, é ótimo para jogar vôlei, futebol, correr e praticar tantos outros esportes. Mas para quem quer aprender a andar de patins ou já anda muito bem, o espaço é ótimo. Tem vias planas e também ladeiras para quem quiser se arriscar mais!

Endereço:
Av. Fernando Símonsen, 566 – Cerâmica, São Caetano do Sul

Parque Radical de São Bernardo

Com mais de 21 mil metros quadrados, o parque abriga de forma inédita no país, diferentes modalidades de esportes radicais, entre elas, skate, patins in line, bike, e escalada, e conta com a pista Street-Park Mirim (para crianças até 12 anos). Para garantir a segurança dos usuários, foi elaborado um regulamento específico para algumas modalidades. O regulamento, que deve ser seguido à risca pelos usuários, prevê o uso de capacete, cotoveleiras, luvas, caneleiras e joelheiras, de acordo com as características particulares de cada equipamento esportivo. O parque está aberto diariamente; de quarta a domingo, das 9h às 21h40, para os seguintes itens: Street Park, Half Pipe, Paredes de Escaladas e Patins In Line. E de segunda a domingo, a partir das 6h para pista de cooper, equipamentos de alongamento, street work-out, playground, fraldário e sanitários. Expediente Administrativo, das 9h às 20h.

Endereço:
Av. Armando Ítalo Setti, 65, Centro – São Bernardo do Campo

Sabina

Inaugurada em 2007, com a proposta de ser uma extensão do ambiente escolar, a Sabina Escola Parque do Conhecimento de Santo André é um espaço de oito mil metros quadrados que reserva diversas atrações para crianças de todas as idades. Uma delas – a mais procurada – é o Pinguinário, onde os animais se exibem num ambiente que reproduz o habitat natural. O local ainda abriga um simulador de fenômenos naturais, o esqueleto de um Tiranossauro Rex em tamanho real e uma boneca gigante, onde as crianças conhecem de perto o funcionamento do aparelho digestivo.

Endereço:

Rua Juquiá, s/n, Bairro Paraíso – Santo André

Ir a um espetáculo no Teatro Paulo Machado de Carvalho

O Teatro Municipal Paulo Machado de Carvalho tem capacidade para 1.122 espectadores. O local é sede da Orquestra Filarmônica da cidade e administrado pela Fundação das Artes de São Caetano do Sul. Além de peças, sua programação é extremamente diversa, contando com shows de MPB, Stand-up, rock e por aí vai.

Endereço:
Alameda Conde de Porto Alegre, 840, Santa Maria – São Caetano do Sul

FONTES:

Guia da Semana

Viaje na Viagem

GAUCHAZH

Viagens e Caminhos

Quebra Cabeça na Educação Infantil

Em um mundo onde vídeo games, tablets e celulares tomam conta das horas disponíveis, o quebra cabeça, assim como outros jogos lúdicos foi deixado de lado. Contudo, sua relevância para o desenvolvimento da criança continua a mesma. A importância do quebra-cabeça é reconhecida pelos inúmeros benefícios que ele traz para quem o pratica, já que ele estimula o cérebro, é bom para a memória e pode ser usado em escolas, especialmente na educação infantil, podendo ser usado até para se comunicar mais facilmente com crianças que algum tipo de deficiência psicomotora. Vale a pena incluir o quebra-cabeça na rotina de atividades!

Segundo Oliveira (2000), o brincar não significa apenas recrear, é muito mais, sendo uma das formas mais complexas que a criança tem de comunicar-se consigo mesma e com o mundo, ou seja, o desenvolvimento acontece através de trocas que se estabelecem durante toda sua vida. Ainda o autor coloca que através do brincar, a criança pode desenvolver capacidades importantes como a atenção, a memória, a imitação, a imaginação, propiciando à criança o desenvolvimento de áreas da personalidade como afetividade, motricidade, inteligência, sociabilidade e criatividade.

Além disso, o brincar, para a criança, é a representação de seu cotidiano. Através dela, a criança pode expressar a criatividade, sentimentos e descobertas sobre si mesma, o outro e o meio ambiente. Ainda segundo o autor a curiosidade e agitação naturais entre as crianças fazem do movimento um estímulo para o seu crescimento biológico, intelectual e emocional.

Para facilitar a prática desta atividade tão divertida com as crianças, vamos listar alguns benefícios de incluir de forma regular no dia a dia a brincadeira com quebra cabeças:

(Lembrando que o quebra cabeça pode e deve ser utilizado em todas as idades com dinâmicas diferentes e níveis de dificuldade também!)

1- Quebra-cabeça estimula o cérebro

A primeira grande contribuição do quebra-cabeça é a nível intelectual, já que o quebra-cabeça estimula o cérebro. Por isso, o desenvolvimento das habilidades cognitivas é um grande benefício.

A atividade tem reflexos diretos na capacidade da criança em resolver problemas, aumentando o raciocínio e melhorando as suas habilidades. É possível estimular o conhecimento dos números, das cores, das figuras, dos mapas, do espaço, do trânsito e inúmeros outros campos do conhecimento.

 2- Quebra-cabeça é bom para a memória

Outro aspecto relevante para o uso do quebra-cabeça é que ele é bom para a memória. Essa contribuição é crucial para o desenvolvimento da parte cognitiva da criança, aumentando o desenvolvimento do pensamento lógico e da rapidez no processamento de informações.

Isso acontece, pois, achar as peças de encaixe uma para outras faz com que a pessoa acumule informações sobre os formatos e quais seus possíveis pares.

3- Quebra-cabeça desenvolve a coordenação motora

Tem uma fase da infância em que os pequenos precisam desenvolver suas habilidades motoras. Seus bracinhos e dedos ainda não têm noção das distâncias e manipulação de objetos.

Logo, um quebra-cabeça voltado para esse público tende a estimular a coordenação motora ainda na primeira infância. O fato de tentar encaixar uma pecinha na outra, é um grande estímulo para o controle dos movimentos dos braços, dos olhos e das mãos.

Porém, o quebra-cabeça precisa ser voltado para a idade específica da criança, com peças maiores, coloridas e com encaixes bem simples. Vale também para adultos ou idosos com dificuldades de coordenação.

4- Quebra-cabeça provoca a interação social

 O período escolar é uma fase de adaptação para a garotada. A formação de amigos e identificação de grupos e percepção de sociedade são objetivos importantes para os pequenos em idade escolar.

E para alcançar esse objetivo, o quebra-cabeça é um ótimo instrumento de socialização. Durante a brincadeira, as crianças podem interagir, colaborar, competir, conquistar, debater, compartilhar de acertos e erros com toda a turma.

5- Quebra-cabeça fomenta a percepção

Esse jogo também fomenta a percepção das crianças em idade escolar. As capacidades de observar, comparar, analisar e sintetizar as ideias são trunfos que servirão na formação de cada criança.

Esses ganhos se estendem à adolescência e vida adulta, sendo qualidades muito valorizadas nos campos profissionais. A percepção de grandes negócios, de oportunidades do mercado podem nascer ainda na infância, com os estímulos adequados.

FONTES:

Quebra cabeça: Equacionando o Brincar e sua Importância

O Quebra Cabeça como Possibilidade de Ensino-Aprendizagem na Disciplina de Educação Física

Benefícios do quebra-cabeça – Estudo Prático

 

 

Como trabalhar as habilidades socioemocionais que diminuem o Bullying

O  bullying é um dos problemas atuais que mais preocupam as famílias e os educadores. A prática já bastante conhecida no segmento educacional vem se tornando ainda mais complexa nos últimos anos com o surgimento do cyberbullying e dos desdobramentos que levam as vítimas a casos de depressão e ansiedade, podendo promover uma revolta bastante perigosa.

Dados mostram que o ensino das habilidades socioemocionais desde a infância é uma das estratégias mais significativas disponíveis hoje para promover sucesso estudantil e pessoal, pois a empatia e o colocar-se no lugar do outro são ações que auxiliar na formação de jovens capazes de respeitar as diferenças, mantendo um convívio saudável com a sociedade.

Além disso, pesquisas extensas apontam que a aprendizagem socioemocional melhora resultados acadêmicos, ajuda alunos a desenvolver autocontrole, melhora as relações da escola com a comunidade, reduz o bullying e os conflitos entre alunos, melhora a disciplina na sala de aula e ajuda jovens a serem mais saudáveis e bem-sucedidos na escola e na vida.

O gráfico 1, que pode ser encontrado no Site da Casel (casel.org), exemplifica o que acabamos de citar:

Nele encontramos as principais habilidades socioemocionais que precisam ser aprendidas:

  • Autoconhecimento – A capacidade de reconhecer as próprias emoções e pensamentos e como isso influencia o comportamento do sujeito.
  • Auto regulação – A capacidade de regular as próprias emoções, pensamentos e comportamentos em diversas situações.
  • Relacionamento Pessoal/Habilidades de Relacionamento – A capacidade de estabelecer e manter relacionamentos saudáveis com diversos indivíduos e grupos.
  • Consciência Social – A capacidade de assumir a perspectiva do outro. Demonstrar empatia, incluindo aqueles de diversas origens e culturas.
  • Tomada de Decisões Responsáveis – A capacidade de fazer escolhas construtivas sobre comportamentos pessoais e interações sociais baseadas em padrões éticos, e normas sociais.

No gráfico 2 podemos também destacar a importância do papel dos adultos na relação com as crianças, quer seja na sala de aula, na escola como um todo, na família e na comunidade em que elas estão inseridas.

Essa questão é reforçada por McCoy, apresentado no gráfico abaixo que enfatiza a integração entre as áreas social, emocional e cognitivo.

De acordo com a Conferência Nacional de Legisladores Estaduais (NCSL), o desenvolvimento socioemocional é influenciado por três fatores principais: biologia, relacionamentos e meio ambiente. A biologia refere-se ao temperamento de uma criança e outras influências genéticas. Relacionamentos formados com familiares, cuidadores, educadores e outros são o veículo que impulsiona o desenvolvimento social e emocional ou, na mesma medida, retraem-no quando esses relacionamentos são abusivos e/ou violentos. Os fatores ambientais que afetam o desenvolvimento socioemocional estão interligados aos biológicos e relacionais: ambientes mais vulneráveis, com estresse tóxico, geram impactos negativos; ambientes mais harmônicos e com cuidados geram impactos positivos.

O desenvolvimento das competências socioemocionais das crianças é fundamental para o seu sucesso dentro e fora da escola (Duncan et al., 2007). Essas competências incluem a capacidade das crianças de entender suas próprias emoções, focar a atenção, relacionar-se bem com os outros e demonstrar empatia. Os programas de aprendizagem socioemocional implementados em escolas podem apoiar o desenvolvimento nas crianças dessas habilidades importantes, ao mesmo tempo que melhoram a performance dos professores (Durlak et al., 2011).

.Após absorvermos o quão importante é o desenvolvimento socioemocional das crianças e dos adolescentes, vamos mostrar algumas habilidades socioemocionais que devem fazer parte da rotina, não apenas dos pequenos, como dos adultos também.

Emocional

As habilidades emocionais estão diretamente ligadas a forma como reagimos às diversas situações do dia a dia. Com as crianças e os jovens, elas podem ser trabalhadas em diferentes atividades, mostrando a eles, por exemplo, a importância de saber ganhar e perder, de ser responsável pelas suas ações e de se manter autoconfiante, respeitando sempre as diferenças.

Social

Outro ponto fundamental para formar jovens conscientes de seu papel na sociedade é por meio do desenvolvimento das habilidades sociais, que estão relacionadas à forma como cada um interage com o mundo ao seu redor. Também durante a rotina escolar, os educadores conseguem desenvolver a cooperação entre os estudantes, a comunicação e a resolução de conflitos sem brigas, prezando sempre pelo diálogo. Esta parte é válida para discussões dentro de casa também e pode ser trabalhada nas partes mais simples como a escolha do jantar e o relacionamento entre irmãos.

Ético

No desenvolvimento das habilidades voltadas para os valores éticos, podemos destacar a importância de estarem inseridos em um ambiente no qual o respeito, a tolerância, a empatia e a aceitação das diferenças desde a Educação Infantil, valorizando as diferenças e praticando a compreensão nas relações.

Quando falamos sobre habilidades emocionais, estamos refletindo sobre o desenvolvimento da criança como um indivíduo, seus sentimentos e necessidades. Essas habilidades emocionais são indispensáveis para estimular o amadurecimento pessoal que vai determinar o tipo de cidadão que eles serão

Aqui deixaremos alguns benefícios que o estímulo dessas competências geram quando são praticadas:

Autoconfiança

Sem autoconfiança, ninguém consegue ter a força necessária para lutar pelos próprios sonhos. Por isso, ressalte as qualidades da criança, seja em atividades simples ou no bom comportamento com os colegas. Demonstre que você acredita na capacidade que eles possuem e, assim, a criança e o jovem vão acreditar na mesma coisa.

Estimule os comportamentos positivos e elogie quando necessário, mas sem exageros. A ideia é criar uma postura em que eles saibam lidar com críticas. Além disso, dê certa autonomia. Mostre que eles são capazes de realizar certa ações e atividades sozinhos, ao mesmo tempo em que deixa claro que você está ali, caso precisem da sua ajuda.

Coragem

Primeiro passo para estimular as crianças a enfrentarem seus medos é dar espaço para que elas se expressem. Ter medo de algo que não entendemos ou não conhecemos é normal e esperado dos pequenos. Então dê abertura para que eles sintam-se à vontade para revelar suas aflições.

Isso será muito importante para que consigam entender e encarar muito dos seus receios. Seja em exercícios e práticas escolares ou em casa, com medo do escuro. Para isso, planeje abordar livros e filmes que falem sobre medos. É legal também que os alunos compartilhem entre si suas aflições, em dinâmicas nas primeiras semanas de aula, e com os pais e membros da família.

Empatia

Estimule-os a confraternizarem entre si e a aprenderem a respeitar as necessidades do outro. Observe os comportamentos em momentos de conflito entre eles e faça com que todos reflitam sobre as atitudes. É fundamental que valorize ações das crianças que demonstram respeito e a intenção de ajudar os colegas.

Explique que isso é a empatia e que eles devem sempre optar por ver as coisas pela perspectiva do outro. Pense em atividades em que cada um deve colocar-se no lugar do outro e incentive-os sempre a se expressarem em simulações em sala de aula.

Frustrações

Ensine-os a lidar com suas frustrações. Na verdade, esse ensinamento deve vim junto com os pais, que saibam dizer não ou mostrar que não se pode ter tudo o quiser. É com pequenas doses de frustração que a criança vai aprender a lidar com as adversidades e a superar os problemas sem se deixar abater.

Persistência

Prepare atividades que incentivem seus alunos a persistirem no êxito. A ideia é fazer com que a criançada perceba que, por mais que não consigam completar logo de cara, não quer dizer que não irão ter sucesso. Isso irá mostrar que desafios sempre vão aparecer e que não devem desistir de início. Pelo o contrário: estimula as crianças e os jovens a serem persistentes e traçarem metas, superarando os obstáculos que podem surgir.

Autoconhecimento

“O que eu gosto?”, “como eu me sinto em tal situação?”, “Por que não gosto de certa atitude?”… Essas são algumas das indagações que os pequenos devem fazer para se conhecerem. Lembra daquelas dinâmicas para primeira semana de aula? Inclua no planejamento exercícios de autoconhecimento e faça com que a criança se descubra com o tempo. E isso pode ser feito também em pequenos detalhes, como cores favoritas, brinquedos, brincadeiras, desenhos e gêneros literários. Pergunte sempre o que eles gostam e porquê. Isso fará que pensem sobre seus valores e interesses.

Comunicação

Converse! Instigue sempre uma boa comunicação e dê voz para que sintam-se à vontade para se expressarem. Perguntem sobre o seu dia, o que gostariam de aprender no dia e o que planejam para o fim de semana, por exemplo.

Uma boa atividade para promover diálogos entre as crianças também é pedir para que contem sobre uma história ou como foi suas férias. O mesmo vale para os pais, que devem mostrar interesse na fala dos filhos sobre seu dia e práticas da escola.

Tudo isso ajuda os pequenos a estruturarem os próprios pensamentos, organizarem as ideias e transformá-las em frases. Além de sentirem a necessidade de contar naturalmente sobre si e seus gostos. Estas habilidades são formas de ajudar no desenvolvimento das crianças e a mostrar que elas podem se expressar de diversas maneiras. Assim como devem compreender que há certas regras sociais a serem seguidas e que é muito importante se conhecerem e saberem seus limites.

Lembrando que os ensinamentos das habilidades emocionais também são parte da educação e devem ser introduzidos no dia a dia de todos.

FONTES:

developingchild.harvard.edu

Artigo ”A aprendizagem socioemocional pode transformar a educação infantil no Brasil”

Artigo ”Habilidades socioemocionais: da escola para a vida”

Artigo ”Como as habilidades socioemocionais ajudam a diminuir as práticas de bullying”

Blog Estante Mágica

Blog Escola da Inteligência

Artigo ”Benefícios da Educação Socioemocional”