Inteligência Multifocal

O significado do termo inteligência, de maneira geral, está ligada à capacidade humana de pensar. Segundo a Teoria da Inteligência Multifocal nossas atitudes são frutos de nossa forma de pensar e interpretar tanto o mundo a nossa volta quanto a nós mesmos. 

Contudo, existem fenômenos inconscientes, que atuam independentemente de nossa vontade e inúmeras variáveis, conscientes e inconscientes, que interferem neste processo. A boa notícia é que com um Eu ativo deixamos de ser espectadores desse processo, assumindo, por meio da gestão psíquica, o controle de nossas ações.

Agora que sabemos um pouco mais sobre o significado da palavra inteligência, vamos falar sobre a Teoria da Inteligência Multifocal?

Esta teoria (TIM), estuda o funcionamento da mente, o processo de interpretação, a estrutura e o processo de construção dos pensamentos, os papéis conscientes e inconscientes da memória, a formação do Eu como líder do teatro psíquico, o desenvolvimento das funções mais complexas e nobres da inteligência e emoção no desenvolvimento psicossocial. Segundo a Tim a Inteligência é Multifocal, porque é:

Multidinâmica: existe uma dança psíquica, uma energia e movimentos psicodinâmicos constantes.

Multifatorial: pois existem vários fatores que influenciam os fenômenos que leem a memória e produzem os pensamentos, imagens mentais, ideias e fantasias (estado emocional, história existencial, ambiente social, natureza genética, ambiente social, e o Eu gestor da psique)

Multidimensional: vários níveis e campos

Modificável: nada é imutável, ou seja, a inteligência é construída e reeditada constantemente.

Até agora, fica claro que a inteligência multifocal é indispensável para o crescimento saudável do ser.

Além de tudo o que foi descrito acima, ela auxilia na construção de relações saudáveis sejam intra ou interpessoais e a lidar com questões como tolerância, trabalho em equipe, conflitos e carisma.

Com a inteligência multifocal, podemos trabalhar também a questão dos pensamentos que são construídos através de 3 princípios:

  • Gatilho da Memória: Esse fenômeno permite que as imagens ou sons sejam identificados em milésimos de segundo, em meio a milhões de imagens na memória, para que se tenha consciência imediata dos estímulos exteriores. Sem isso, o Eu ficaria confuso, não identificaria as palavras, os rostos, os sons e as imagens. Entretanto, se não o gerenciarmos deixaremos que uma imagem ou som abra arquivos doentios, nos levando a ter medo intenso, bloqueios da inteligência, inseguranças, reações agressivas, etc.  Como alguém que se prepara para uma prova, estudando muito, e não consegue aplicar seus conhecimentos na prova, por ficar muito tenso e não recordar as informações.

  • Autofluxo: É um fenômeno que lê milhares de vezes por dia a memória, produzindo pensamentos que nos distraem, nos animam, nos fazem sonhar, etc. Sem ele morreríamos de tédio, solidão e angústia existencial. O Autofluxo é a maior fonte de entretenimento humano, até mesmo maior que a televisão! Entretanto, na atualidade, esse fenômeno se tornou fonte de ansiedade, preocupação e terrorismo psicológico para aqueles que não sabem gerenciá-lo e acabam por viver em uma prisão dos pensamentos.
  • Janela da Memória: É um fenômeno que representa uma região da memória em que podemos ancorar a leitura e construir pensamentos. Sendo que se a região em que se focar a leitura for maravilhosa, podemos construir ideias fascinantes, caso for uma região doentia, produzimos ideias dramáticas.
  • Consequências: A Teoria da Inteligência Multifocal demonstra que sem os atores coadjuvantes, o Eu não se formaria, não saberíamos quem somos e nem nossa identidade. Pois antes de o Eu ter consciência de si mesmo, precisa de milhões de pensamentos arquivados, produzidos pelos três coadjuvantes citados há pouco.
  • Como gerenciar os pensamentos: Uma excelente técnica para essa finalidade e para o fortalecimento e liderança do Eu é o D.C.D. (Duvidar, Criticar, Determinar). Ela deve ser feita várias vezes ao dia, com coragem e emoção. Tudo que você crê o controla, duvide de tudo que você crê que o perturba. Duvide de que não consegue superar seus conflitos e das mentiras do seu pensamento negativo. Critique cada ideia pessimista, preocupação excessiva e pensamento antecipatório. Pense no amanhã o suficiente para se planejar. Proclame isso no palco de sua vida para que não seja apenas uma técnica superficial de motivação. A educação nos ensinou a gerenciar máquinas, a casa, a profissão. É necessário treinarmos para aprendermos a gerenciar os pensamentos.

  •  Gerenciar os pensamentos é:

Capacitar o Eu, que representa a nossa capacidade consciente de decidir para ser ator principal do teatro da nossa mente. Sair da plateia e dirigir o script da vida.

Ser livre para pensar, mas não escravo dos pensamentos.

Ser senhor e não servo dos pensamentos.

Governar a construção de pensamentos que debilitam e bloqueiam a inteligência.

Exercer domínio sobre os pensamentos que produzem transtornos psíquicos.

Exercer a liderança de si mesmo para ser um líder social e profissional.

Deixar de ser espectador passivo das ideias negativas.

Não gravitar em torno dos problemas do passado nem do futuro.

Ter uma mente relaxada, tranquila, com pensamentos não agitados.

FONTES:

Menthes – Saiba mais sobre a inteligência multifocal

Escola da Inteligência

Livro Inteligência Multifocal – Augusto Cury

Academia de Gestão da Emoção

“A inteligência da vida estava na minha escola, através das sábias palavras de um professor, direcionado por um homem exemplar.”

 Texto adaptado de um aluno de 15 anos, Pedro.

Estou na minha escola há 4 anos, cheguei como um completo inocente que achava que sabia tudo; mas não sabia contar uma história; não tinha amigos.

Dois anos se passaram, e estava eu, no 8º ano, com um professor relativamente novo, um quase completo desconhecido para mim.

Porém, o colégio colocava-se em um plano de aula de filosofia, a chamada “Escola da Inteligência”.

No início – admito – nada que se era falado naqueles 50 minutos semanais me eram relevantes, não só porque não tinha maturidade para conseguir raciocinar aquilo, mas também porque levava comigo as opiniões de meus “amigos”, que sempre argumentavam que aquilo era algo muito, digamos, “autoajuda”.

As primeiras aulas foram chatas, já que, para um garoto de 12, 13, 14 anos, uma aula onde o professor fala, de maneira suave, em tom de conselho, é algo realmente chato.

Entretanto, depois de passar uma fase de verdadeira tristeza, me encontrava nas horas sozinho em casa, pensando sobre a minha vida, o meu cotidiano.

Ficava pensando como as minhas opiniões eram totalmente baseadas em fofocas e como, todas as vezes que estava triste, não conseguia desabafar nada com meus pais, senti-me um completo adulto, com um psicológico extremamente frágil, e dependente de um casal, que me deu a vida, e fez tudo o que estava ao alcance deles.

O meu prazer por escrever estava sendo atacado, afinal, só conhecia até então as narrativas, e o desejo de manter as boas aparências se estendiam nos textos.

Um dia, ouvi em uma das aulas de filosofia, o medo das coisas, a partir de então, comecei a pensar sobre um outro olhar, o olhar das coisas vívidas, de um jeito mais humano, com o desejo de ser mais humano e tentar, a qualquer custo, entender as pessoas, e ajudá-las, seja com uma simples palavra amiga, um simples “bom dia”, um “calma, tudo vai dar certo”.

Depois disso, tive o incentivo de um professor que me emprestou um livro e comecei a desenvolver a minha mente, a minha consciência crítica, querendo sair do meu “mundinho”, deixar de ter minhas opiniões baseadas no Facebook , instagram e animes, sem conhecimento crítico algum, falavam.

O livro “O cidadão de papel” mostrou-me que a sociedade atual passa por uma fase de extrema individualidade, onde percebi que os problemas de uma pessoa são tomados como um nada para as pessoas melhores economicamente, logo, comecei a entreter-me no que a Inteligência Emocional poderia me oferecer.

A partir desse momento, comecei a me afastar de meus amigos durante a aula de filosofia, para conseguir ouvir o professor, para conseguir olhar para ele, sem que ninguém, desinteressado, me desconcentrasse.

As aulas, depois disso, começaram a ficar cada vez mais interessantes e produtivas para mim.

A vida cotidiana, porém, não é constituída por somente belezas; as dificuldades, as tristezas, os problemas são comuns e, muitas vezes, muitas pessoas não conseguem superar uma tristeza, uma dificuldade; e o resto da vida pode ser resumida como uma verdadeira depressão, essa era minha percepção

Uma pequena e simples palavra, tomou conta da minha vida, TRISTEZA. Depois de momentos de desentendimentos familiares, e a sociedade me enchendo de informações, muitas vezes, supérfluas, fez com que eu não conseguisse drenar e absorver só o necessário… estava começando uma verdadeira depressão e me tornando um louco lúcido do que eu fazia.

A falta de paciência e a não vontade de voltar para casa, além da falta de palavras e conversas, marcaram essa fase da minha história.

Tentando manter as aparências, não conseguia desabafar com ninguém e, tantas vezes, abaixava a cabeça e me retinha a minha própria ignorância.

Nisso, as aulas de filosofias tornaram-se um refúgio, pois era o único momento da minha semana, que alguém – no caso meu professor – falava sobre a vida e os modos de encará-la, sobre as dificuldades, deixando de ser um ignorante e ver a vida de uma maneira multifocal, sendo um líder, não só de pessoas alheias, mas a minha vida que passava por uma gigantesca turbulência.

Mas uma aula que realmente fez uma transição entre o passado e o futuro, para que eu mudasse o meu presente, foi sobre os medos, os tipos de medo, as origens do medo.

Os medos muitas vezes nascidos a partir de mitos e de situações problemáticas não resolvidas – ou muito mal resolvidas!

E, passo a passo, fui passando pelas dificuldades e conseguindo enfrentar os problemas do cotidiano.

Percebi então que a inteligência da vida estava na minha escola, através das sábias palavras de um professor, direcionado por um homem exemplar.

Aprendi nisso a ver os vários lados da vida, a colocar-me no lugar do outro, deixar de pensar em mim e ser um líder, tentando ajudar as pessoas, a dizer uma palavra amiga.

Entendi, também, que quem muda o mundo não é o presidente, nem os políticos, mas nós, sendo um herói anônimo, anônimo ao mundo corriqueiro, mas famoso aos que realmente lhe amam.

Digamos que sempre tive consciência do que fazer ou não, mas o que havia em questão era colocar em prática as teorias.

E, para não dizerem que fiquei apenas em clichês – mesmo sabendo que realmente aconteceu -, mudei até mesmo no futebol, já que comecei a absorver as críticas e a mudar o que estava fazendo de errado; além de não soltar um palavrão que, possivelmente, poderia acabar com a autoestima de uma pessoa, sem esquecer da raiva que poderia nascer ali.

Percebi que há muito tempo, a forma de viver melhor estava ao meu redor, mas não encontrava aquilo dentro de mim, só depois de realmente precisar.

Entendi que as pessoas são imperfeitas e muitas vezes cegas, levadas pelas opiniões erradas, logo, nunca se pode desistir de alguém, afinal você nunca sabe se o dia da redenção dela é hoje, ou amanhã, além de não saber as dificuldades e problemas que ela enfrenta diariamente.

Inteligência Emocional, eis uma dupla quase perfeita, afinal, me tirou de uma tristeza sem fim, tirou de mim a ideia de suicídio, dando-me o sentimento e o desejo de ser mais humano, de querer um mundo melhor para todos, afinal, todos nós passamos por dificuldades diárias, umas piores que outras.

Eis uma mudança que fez renascer em mim o prazer de escrever, escrever não palavras ao vento, mas em uma estrutura que possibilitasse alguém me entender e se entender, já que até as “tias” sempre estavam certas, afinal, “a dúvida do colega pode ser a sua também”, nesse caso, a dificuldade de alguém totalmente desconhecida, pode ser a sua também, e por que não compartilhar experiências?

Abraços do Pedro, um garoto eternamente grato pelos conselhos que salvaram a minha vida, me mostrou que a vida não se resume, ela tem que ser vivida!!!

Dicas para melhorar a gestão do tempo em casa

É muito comum textos acadêmicos abordarem a falta de tempo dos estudantes para executarem as tarefas solicitadas pela escola. No entanto, pouco se lê sobre a gestão de tempo de quem educa.

Para auxiliar os pais com nossa experiência a organizarem momentos com qualidade emocional e planejar melhor a gestão do tempo em casa em relação a tarefas dos filhos, elaboramos algumas dicas. Vamos a elas?

Em uma escola planejamos as aulas com bastante antecedência.

Adaptaremos dicas fantásticas para seu dia a dia.

O primeiro passo para que tenham um ritmo adequado, com início, meio e fim, o ideal é saber alguns detalhes, como: qual é o tempo total da atividade, postura mediante a situações de convívio, aceitação de novidades, etc!

Quanto tempo vou elencar para cada atividade com meus filhos, seja um exercício, uma discussão ou ainda auxiliar em uma apresentação de trabalho escolar? Quais alternativas terei caso exista imprevistos? Quanto tempo tenho para estar com eles?

Planejamento é sinônimo de disciplina e de organização. Uma boa dica para melhorar a gestão do tempo é, fazer uma análise do que mais gasta tempo e mensurar com a qualidade do emocional, exemplo: Quando meu filho fica muito tempo fazendo determinada atividade, ele se torna mais agressivo, isso significa que a qualidade emocional daquela atividade não equilibra a química que gera a dopamina e serotonina que causa o bem-estar equilibrado evitando a euforia.

Cronometre o tempo de cada atividade e sempre contabilize uma possível participação maior, a cada atividade da criança e adolescente.

Outras perguntas que podemos considerar são:

“O que eu quero transmitir com interação? ”; elenque os objetivos de cada atividade, isso lhe dará um norte certeiro e, caso tenha algum imprevisto, terá em mente o que precisa ser proposto e o que pode ser retirado para atingir esses objetivos no tempo disponível.

“Que informação desejo levar aos filhos? ”

“Como posso transmitir essas informações de maneira que eles tenham interesse pelo assunto? ”.

A partir do momento que você começa a planejar as atividades ganha em número e grau mais qualidade de vida, vai perceber que o ambiente ficará mais leve e você precisará exercer aparente poder cada vez menos. Além disso, os aproximará e conseguirá identificar melhor as necessidades da sua família e o que pode ser feito para melhorar cada vez mais. O importante é nunca parar de aprimorar os relacionamentos.

Use a versatilidade e principalmente a criatividade como aliada.

Pais podem ser ao mesmo tempo um confidente, um mestre, um amigo, um conselheiro e até um comediante, caso perceba que a necessidade do momento é de sorrir e tornar tudo mais leve, afinal, a vida pode ter pitadas de humor, eles são bons nisso!

O mais importante é saber o momento ideal para ‘atuar’ de acordo com o roteiro, ou seja, é preciso controlar os momentos de pausa, os momentos em que participarão e os momentos em que será finalizada a atividade.

Utilize ferramentas para gerir melhor o tempo.

Preencher quadros complexos de horário, confundem se não estiverem acostumados, robotiza em demasia.

Direcione a discussões em casa, no carro, no almoço, no shopping….

Para evitar atropelos ou que um fale mais que o outro, conduza a discussão de forma equilibrada.

Use frases do tipo “Alguém quer fazer mais um comentário? ”, “podemos mudar o assunto para……..”. Isso parece sutil, mas tem o efeito de organizar melhor as participações.

Se pretende que a maioria continue envolvida, deve exercer esse papel de mediador, naturalmente.

E então? Você já sabe como melhorar a gestão do tempo em seu lar?

Estamos à disposição para auxiliar! Conte com a gente!

Benefícios da meditação para crianças e adolescentes

É normal que o instinto seja buscar práticas e estratégias para auxiliar no desenvolvimento dos filhos. Muitas vezes, essa procura é feita com foco em um objetivo a ser alcançado. Em outras é apenas a busca constante para melhorar as condições gerais.

Quando falamos em meditação, falamos em focar toda a atenção em um único ponto. Por exemplo focar na respiração para que possa sentir, conhecer e experimentar o que está no seu interior.

Como as crianças e os adolescentes ficam muitas horas em eletrônicos e envolvidas em inúmeras atividades, além da ‘’famosa’’ preocupação com o vestibular e o curso a ser escolhido, isso tem gerado uma série de desafios na vida deles, como o cansaço, a agitação, a ansiedade e falta de concentração. A meditação, com certeza, vai ajudá-las a encontrar dentro si mesmas sentimentos e respostas, que podem até eliminar esses desafios.

Levando em consideração o fato de que a meditação pode ser feita em casa, sem a necessidade de procurar um espaço especifico para ter um direcionamento certo para eles, trouxemos dicas para conduzir estas meditações em casa. O envolvimento dos pais neste momento é muito importante, até para que esta prática seja constante na vida dos filhos.

Dicas para Conduzir Meditações com Crianças e Adolescentes

  • Indução ao Relaxamento

É importante utilizar alguma técnica de indução ao relaxamento, nesse caso você pode pedir para que façam uma inspiração profunda e exalação completa de 2 a 3 vezes enquanto fecham os olhos.

Inspiração profunda pelo nariz até contagem de 4 e exalação completa pela boca até a contagem de 4, por exemplo.

  • Contar histórias

Segunda dica muito importante é a utilização de um elemento lúdico para atiçar a imaginação e utilizar a área criativa do cérebro dos pequenos. Este elemento lúdico nada mais é que ir narrando uma história. Um exemplo é: a criança ou o jovem vai entrando num oceano atrás de um baú de tesouro, ou no espaço atrás de um planeta desconhecido ou até mesmo no castelo em mundo mágico atrás de uma sala cheia de tesouros, então nesse ponto é importante adaptar essa narrativa a faixa etária das crianças e adolescentes em questão.

E também é muito importante narrar essa história evocando sensações como cheiros, imagens, cores, texturas e emoções positivas.

  • Local Seguro

A terceira dica é que depois que elas entrarem na história elas cheguem em um lugar seguro onde elas encontram a imagem ou foto das pessoas que elas amam e ao final guardem essa sensação no coração com muito amor.

  • Música Suave de Fundo

Você pode usar uma música suave de fundo, mas um ponto de atenção aqui é que você só comece a colocar a música para tocar depois de feito o relaxamento e iniciada a história.

Do contrário, começando pela música, as crianças não vão mais conseguir focar na sua voz.

  • Tempo Máximo

A quinta e última dica é com relação ao tempo, não ultrapasse os 5 minutos. As crianças podem se distrair no meio se o tempo de meditação for superior a isso.

Unindo todas essas dicas não tem erro, o importante é que você apele para imaginação criativa das crianças, ressaltando elementos de cor, som, cheiro e brilho durante a narrativa da história que você contará na sua meditação com bastante detalhes.

Para concluir com chave de ouro, vamos falar sobre alguns benefícios maravilhosos que a meditação pode agregar à vida das crianças e dos adolescentes?

12 benefícios:

  • Acalma e relaxa o corpo
  • Aumenta a concentração e o foco
  • Desperta a intuição e a sabedoria
  • Ajuda a lidar e a controlar as emoções
  • Auxilia na superação do medo, da raiva, da inquietude e da ansiedade
  • Produz quietude mental
  • Desenvolve o autocontrole e a capacidade de lidar com conflitos
  • Inspira a capacidade de perdoar e de aceitar o outro
  • Motiva a cultivar bons pensamentos
  • Ajuda a acessar as qualidades da alma
  • Incentiva o cultivo dos bons hábitos
  • Conduz o praticante a um estado de felicidade permanente

Para crianças/adolescentes mais agitados, converse após as meditações caso não tenha muito sucesso, isso evitará possíveis frustrações. Explique que acontecerá com o tempo e que a persistência é fundamental neste momento e esta prática ajudará neste ponto também.

FONTES:

Cris Pitanga – Meditação para Crianças

Meditação para crianças: dicas e benefícios

Escola da Inteligência

Estilo parental e o estresse no vestibulando

O estresse é uma reação normal para pessoas de todas as idades. A causa é o instinto do corpo para proteger-se de uma pressão emocional ou física, de extremo perigo. Levando em consideração que as transformações estão a todo vapor na adolescência, estas intensas mudanças são caminhos para desencadear reações de estresse por si só. No período de preparação para o vestibular, não são poucos os casos em que a escola e a família identificam estudantes com atitudes agressivas, angustiados, deprimidos ou distúrbio de humor e sono. Devemos lembrar, já no início deste artigo, que determinadas práticas parentais contribuem para o desenvolvimento do estresse nesta fase do vestibular, podendo gerar um estresse crônico na vida adulta.

De acordo com Gonzaga (2011), a escolha profissional é uma das primeiras decisões de grande relevância que o adolescente deverá tomar ao longo da sua vida, uma vez que marca o início da vida adulta. Entretanto, essa escolha nem sempre é fácil, pois há inúmeras opções de profissões e áreas, sendo que o medo de escolhas erradas acaba por afetar a tomada de decisão. Nesse sentido, a escolha profissional desestabiliza a vida do adolescente, levando-o a repensar vários aspectos, uma vez que essa escolha não reflete apenas na decisão do que fazer enquanto profissional, mas, sobretudo, diz respeito aos valores e ao estilo de vida, ou seja, aquilo que o indivíduo quer ser.

O estresse excessivo em jovens pode se manifestar em inúmeros sintomas físicos, como: dor abdominal periódica, dores de cabeça, dor no tórax, fadiga crônica, entre outros, mas também pode aparecer associado a algumas expressões emocionais, como ansiedade e depressão; em muitos casos, essas condições se manifestam juntamente com os sintomas físicos (Greene & Walker, 1997).

Levando estes pontos em consideração, estudos mostram que é dentro do ambiente familiar que as relações serão estabelecidas e, por sua vez, serão determinantes para o desenvolvimento de grande parte dos comportamentos e habilidades dos filhos. Uma das formas de se avaliar a interação familiar e seu impacto no adolescente é a investigação dos estilos parentais.

Os adolescentes que possuem apoio familiar lidam melhor com os eventos que desencadeiam o estresse e a competência social também é demonstrada como um recurso positivo para eles, juntamente com a avaliação cognitiva da situação (Greene & Walker, 1997).

As práticas educativas positivas envolvem a monitoria positiva (o uso adequado das regras, acompanhamento em atividades de lazer e escolar, distribuição contínua e segura do afeto, etc.) e o comportamento moral (empatia, senso de justiça, responsabilidade, generosidade, conhecimento do certo e errado em relação ao uso de drogas e álcool, etc.). As práticas educativas negativas, por sua vez, envolvem a negligência (ausência de afeto e atenção), disciplina relaxada (em especial no que diz respeito às regras), punição inconsistente (orientada pelo humor dos pais e não pelo ato em si) e, por fim, a monitoria negativa (ambiente hostil).

Para se proteger do estresse excessivo é extremamente importante que o vestibulando tome alguns cuidados, dentre os quais: alimentação rica em verduras, vitaminas do complexo B, vitamina C, magnésio e manganês. Em casos de insônia, pode recorrer ao leite ou ao gergelim antes de dormir, pois o cálcio ajuda no sono. O relaxamento, por sua vez, também é um poderoso aliado no combate ao estresse. O adolescente pode praticar exercícios de respiração profunda, yoga, relaxamento muscular, ou ainda, encontrar outras fontes de relaxamento tais como músicas, filmes, leituras, etc. A prática de exercícios físicos deve ser incorporada na rotina do vestibulando, uma vez que trinta minutos de atividades físicas são suficientes para a liberação de beta-endorfina, substância responsável pela sensação de tranquilidade e bem-estar. Por fim, é extremamente importante que esse adolescente tenha qualidade de vida, equilibrando a sua saúde, a afetividade, os estudos e a vida social (Lipp, 2000).

Para as famílias, por sua vez, os encontros promovidos no colégio do seu filho, podem oportunizar a identificação do seu estilo parental, bem como promover a partilha de estratégias e ferramentas que contribuem com a desafiadora tarefa de educar filhos emocionalmente saudáveis. Se você é pai, mãe ou responsável, participe! Se você é adolescente e está passando por esse turbilhão de mudanças, incentive seus cuidadores a participarem!

FONTES:

MONOGRAFIAA A INFLUÊNCIA DO ESTILO PARENTAL NO STRESS DO ADOLESCENTE – ANA PAULA JUSTO

Artigo: A influência do estilo parental no stress do adolescente

Blog Escola da Inteligência

PRÉ-VESTIBULANDOS: PERCEPÇÃO DO ESTRESSE EM JOVENS FORMANDOS DO ENSINO MÉDIO

A importância de ver o aluno como protagonista no novo cenário educacional do país

A tradicional ideia de que o conhecimento em sala de aula está centrado no professor ou no aluno tem dado espaço para uma outra forma de pensar a educação.

Agora vemos o aluno como protagonista de seu processo de aprendizagem, em uma relação de troca com o professor, em uma via de mão dupla em que ambos aprendem e se desenvolvem.

Quando os pais tomam ciência dessa posição fica muito mais fácil gerir essa nova fase educacional.

No entanto, trata-se de um modelo ainda muito sutil, pois estamos em um processo transitório, caminhando em direção à mudança.

Em muitos lugares  ainda existe enraizado o modelo antigo, sentimos isso quando recebemos algum aluno de outras escolas, mas é importante dizer que a mudança começa a partir do que fazemos em nossa prática cotidiana. Isso auxilia os novos e fortalece os mais velhos de “casa”

Pensando nisso, a seguir, elencamos alguns pontos importantes sobre o assunto que podem nos ajudar a apoiar em casa as práticas de sala de aula.

  1. Desenvolver a capacidade autônoma do aluno, usamos essa dinâmica para fortalecer decisões importantes.

Ver um aluno como protagonista de seu aprendizado significa, entre outras coisas, oferecer a ele autonomia, estimulando-o a buscar informação e a construir conhecimento caminhando com as próprias pernas.

Isso não significa deixá-lo a própria sorte, mas sim mediar o processo de aprendizagem acompanhando os seus projetos desde o início até a finalização.

Nesse novo formato, o professor abre os caminhos para que o estudante pesquise os conteúdos e descubra a melhor maneira de absorvê-los.

  1. Dinamizar as aulas

Incluir novas tecnologias, informações e as ferramentas trazidas por elas durante as aulas poderá contribuir com o protagonismo em sala de aula.

Mas é importante ressaltar que aluno se sente parte do “processo”, interagindo em sala, sugerindo atividades e compartilhando experiências com os outros alunos, pois do contrário corre-se o risco de ser uma ferramenta de uso aleatório. Isso pode ser utilizado em casa também! Dá um resultado maravilhoso para integração!

  1. Estimular a criatividade

Outra vantagem considerável de transmitir o protagonismo para os alunos é que estimulamos a capacidade criativa de cada um. Dá uma olhada em nosso Facebook e verifica as atividades que fazemos dia a dia.

“Fazer isso é essencial ao protagonismo estudantil, pois a criatividade é uma função nobre da inteligência que motiva o aluno a desenvolver o olhar multifocal, pensar fora da caixa e sair do lugar comum.”

Assim, desenvolve-se a capacidade de analisar as situações, fazer escolhas, corrigir rotas, estabelecer metas, administrar as emoções e gerenciar os pensamentos.

Se o ambiente não é favorável, eles se tornam engessados, desinteressados e perdem a curiosidade natural pelas coisas. Isso vale para tudo.

  1. Incentivar o pensamento complexo

Perceber que uma situação pode ser vista de diferentes formas, por diversos pontos de vista é importante para uma educação que visa ao protagonismo.

Pois o aluno que é capaz de perceber a realidade sob diferentes pontos de vista, desenvolvendo o pensamento crítico, fazendo relações entre os assuntos, compreende que não há uma única forma de enxergar a realidade e aprende a expor ideias e opiniões sobre diversos assuntos sem imposição.

  1. Melhorar a cooperação na sala de aula

O resultado de ter o aluno como protagonista no processo de aprendizado é positivo e contribui muito para a cooperação na sala de aula.

É claro que pode ser necessário estabelecer algumas regras para que essa dinâmica funcione, mas o objetivo é aproveitar o que cada pessoa tem de melhor para um aprender partilhado.

Essa forma de aprendizado permite explorar melhor as dificuldades e facilidades de cada aluno, favorecendo a criação de um ambiente mais compreensivo e colaborativo.

  1. Demonstrar ao aluno que ele também é fonte de conteúdo

Oferecer um espaço em sala de aula para cada pessoa possa partilhar suas experiências e adquirir novos conhecimentos é a essência de um trabalho voltado ao protagonismo na educação. Todos nós temos algo a ensinar e muito a aprender.

Esse trabalho significa dar voz a todos, enxergando cada um em sua particularidade uma capacidade de construir.

E então, como você enxerga seu aluno, seu filho, no protagonismo do próprio processo de aprendizado?

Pra Refletir!!!

Raiva infantil: Saiba como lidar junto com seu (sua) filho (a)

Embora sentimentos de raiva infantil sejam comuns em determinadas fases do desenvolvimento dos pequenos, crises frequentes podem causar problemas e gerar impacto na vida familiar e social da criança.

Crianças que não aprendem na infância a lidar com suas emoções crescem e se tornam adultos que não sabem reagir diante situações adversas. Pessoas que explodem facilmente, choram por qualquer coisa, têm reações inadequadas de maneira geral podem ter sido crianças que nunca foram orientadas sobre como identificar sentimentos e responder a eles e por este motivo é extremamente importante ensiná-las a lidar com as emoções de forma adequada.

A alfabetização emocional é um conceito formulado na década de 1990, época em que surgiram as primeiras pesquisas neurocientíficas para entender como o cérebro humano processa as emoções e os pensamentos. Este conceito parte do princípio que, assim como é possível aprender a reconhecer as letras por sua grafia e associá-las a um fonema, os sentimentos também podem ser identificados e atrelados a determinados comportamentos. Basta saber interpretar as reações que as emoções provocam em nós: lágrimas de tristeza, sorriso largo de alegria, mãos inquietas de ansiedade, a voz que se eleva na hora da raiva. Nossas expressões faciais, gestos, tom de voz e as palavras que usamos refletem o que sentimos. Mas a alfabetização emocional não se limita a decifrar esses sinais. “O conceito inclui saber comunicar os próprios sentimentos de forma adequada e produtiva, perceber que as emoções influenciam as nossas decisões diárias e refletir constantemente sobre como nos sentimos em diferentes situações”, explica a psicoterapeuta Fernanda Furia, fundadora da consultoria em Psicologia e Educação Playground da Inovação e mestre em Psicologia de Crianças e Adolescentes pela University College London (Inglaterra).

É fácil? Não, não é! Principalmente, porque a maioria dos pais cresceram com algum tipo de falta nessa área de educação emocional. Então, é um aprendizado que é construído entre pais e filhos.

Devemos lembrar que parte das reações das crianças são provenientes das atitudes dos pais. Aquela reação exagerada pode ter como motivação a discussão sobre algum assunto que a criança ouviu e achou que era a forma correta de se expressar.

O ponto é: não adianta aplicar a alfabetização emocional na criança se os pais não começarem primeiro. Nossa sugestão é que comece a reparar nas reações exageradas que tem durante o dia diante das situações e até dos ‘’nãos’’ que recebe. Como fala do seu chefe dentro de casa? Quais são suas expressões nas conversas e o quanto reclama?

Todos esses pontos influenciam a educação emocional das crianças.

Para ajudá-los nesta nova jornada, deixaremos algumas dicas para apoiá-los.

  • Reconheça seus sentimentos

Para muitos de nós, ouvir nossas crianças chorarem, ou vê-las tendo uma explosão de raiva é muito difícil. Nós sentimos sua dor, mas também nos sentimentos desconfortáveis e só queremos fazê-las parar. Essa é uma reação muito compreensível.

No entanto, nossos filhos precisam expressar seus sentimentos. Eles precisam aprender que não há nada de errado em sentir e é isso o que importa.

Sentimentos que são expressos não ficam reprimidos e essa é uma grande lição para as crianças aprenderem desde cedo na vida. Esse contato com seus sentimentos também ajuda para que a criança aprenda a regular a intensidade deles. No futuro, elas serão mais capazes de fazer escolhas acertadas com relação ao que sentem.

  • Tentem, como pais, manterem-se centrados, equilibrados e em crescimento pessoal.

Os nossos filhos têm os pais como espelhos. Se os pais transmitirem mensagens de equilíbrio ou mesmo de busca por equilíbrio, é isso que será captado pelos pequenos. Quando a criança está chateada, oriente-a a ter respirações profundas, acomode-a perto de você, sinta o seu coração, sua barriga…ajude-a a se equilibrar oferecendo a si mesmo (a) como referência.

Oferecer a seus filhos o seu próprio centro de equilíbrio tornará muito mais fácil a interação com eles. Experimentem e verão que eles responderão a isso.

  • Depois que a poeira baixar, sentem-se para conversar

Após a criança se distrair e se acalmar, sente-se com ela para conversar. Busque entender e fazê-la entender também o que aconteceu para deixá-la tão nervosa. Como ela se sentiu com isso? Como ela reagiu? Quais os melhores caminhos para enfrentar as – inevitáveis – frustrações? Você pode incentivá-la a sempre expressar o que a está incomodando, seja por conversa, desenhos ou um diário! Assim, você evita que novos ataques de raiva sejam frequentes.

  • Proponha uma atividade que auxilie a criança

Outra ótima dica é propor um jogo, um passeio para espairecer ou até mesmo um filme! Assim, você tira o foco do incômodo e o entretêm, fazendo com que ele vá se acalmando. Movimentos que fazem a criança prestar atenção no próprio corpo também são boas para acalmar, como abrir e fechar as mãos ou inspirar e soltar o ar.

  • Incentive que o pequeno expresse os motivos de sua insatisfação

Por mais que o momento da raiva não seja o ideal para perguntar o que está se passando com seu pequeno, o diálogo é sempre um bom caminho. Portanto, ao invés de tentar falar mais alto, tente escutar o que está frustrando a criança. Deixe que desabafe. Quando falamos em voz alta o que estamos sentindo, conseguimos compreender melhor a situação, enxergando-a com mais clareza. Caso seu pequeno já saiba escrever, você pode pedir para que ele registre com palavras o motivo da sua raiva. Se ele for mais novinho, sugira que faça um desenho para expressar os motivos de sua insatisfação.

Fontes:

Blog Leiturinha

Escola da Inteligência

Blog Maternidade Simples

Universidade de Yale

Blog Conti Outra

Blog Crescer