Alfabetização nos tempos de hoje

Sabemos que a decisão de iniciar a alfabetização de uma criança nos trás controvérsias. Alfabetização vai além de desenhar e aprender os conjuntos de palavras.

Na escola, as atividades lúdicas devem fazer parte da rotina, pois elas estimulam reflexão, criatividade, investigação e resolução de problemas. E o professor torna-se um mediador entre a criança e suas conquistas cognitivas.

Especialistas apontam que hoje a exposição à língua acontece desde os primeiros momentos de vida, incluindo o período da gestação!

Como a escrita, a leitura e a linguagem oral não se desenvolvem separadamente, está certo entender e aceitar que não sabemos ao certo o inicio da alfabetização de uma criança, dada as descobertas científicas.

“Dentro dessa perspectiva, identificamos uma nova visão sobre a aprendizagem como um processo contínuo, parte do desenvolvimento humano”.

O coordenador-geral de Neurociência Cognitiva e Linguística do MEC, professor Renan Sargiani, explicou um pouco das metodologias e das abordagens fônicas, além de outras formas de alfabetização, em uma entrevista ao portal do MEC.

Por que o método fônico ou fonético pode ser considerado uma das melhores formas de ensinar uma criança a ler?

É muito importante, em primeiro lugar, esclarecer os termos que foram utilizados nessa pergunta que normalmente geram muitas dúvidas e equívocos. Não existe apenas um único método fônico, mas sim vários métodos de ensino de leitura e de escrita que se fundamentam em uma abordagem fônica, isto é, na recomendação de que o ensino de leitura e de escrita deve começar por instruções explícitas em uma ordem sequencial lógica das relações entre os grafemas e os fonemas, ou seja, das letras e seus sons.

Quando se fala de método, fala-se de algo mais delimitado, uma espécie de pacote, criado com um objetivo específico de ensinar um determinado conteúdo, de uma determinada forma, prevista por quem elaborou esse método. Por isso, os métodos normalmente estão ligados a um criador ou a um autor. Por exemplo, o Método Montessori tem esse nome em alusão às pesquisas e às teorias da médica e educadora italiana Maria Montessori. No caso do método fônico, há uma confusão entre método, abordagem e componente.

Abordagens são proposições teóricas mais abrangentes que permitem a formulação de diferentes métodos. A abordagem fônica trata-se do conjunto de recomendações para a alfabetização que priorizam o ensino sistemático das relações entre fonemas e grafemas como sendo o primeiro passo para que se aprenda a ler e a escrever com sucesso em sistemas alfabéticos. A abordagem fônica baseia-se na premissa de que, como o sistema alfabético representa a fala no nível dos fonemas, para que um aprendiz possa ler e escrever, deve-se primeiro conhecer o princípio alfabético, ou seja, o modo pelo qual se organiza esse sistema, em que cada letra ou conjunto de letras das palavras escritas representa sistematicamente os fonemas da linguagem falada.

Em que se baseia essa concepção?

As pesquisas mostram que os métodos que se fundamentam na abordagem fônica são os mais eficientes para ensinar-se a ler e a escrever em sistemas alfabéticos, como é o caso do português, porque fornecem a chave do funcionamento do código alfabético. Portanto, existem diversos métodos que se baseiam na abordagem fônica, e não apenas um único método fônico. Da mesma forma, também existem diferentes estratégias de ensino fônico previstas na abordagem fônica: a Fônica Sintética, a Fônica Analítica, a Fônica Embutida, a Fônica por Analogia etc. Cada forma de ensinar a fônica tem suas características próprias e impactos, sendo a fônica sintética reconhecida como a mais eficiente. Trata-se de ensinar às crianças primeiro as relações entre os grafemas (as letras ou grupos de letras) e os fonemas (sons) que elas representam para depois ensiná-las como sintetizar ou juntar essas letras e sons para formar palavras.

As pesquisas, nas últimas décadas, têm mostrado que adotar a instrução fônica é condição sine qua non para aprender a ler a e a escrever em um sistema alfabético, por ser esse um sistema que representa a fala no nível dos fonemas. Com isso, queremos dizer que a relação entre grafemas e fonemas é o que nós chamamos de fônica, conhecimento grafofonêmico, mapeamento ortográfico, princípio alfabético ou conhecimento fônico.

A palavra “fônica” também precisa ser esclarecida e não deve ser confundida com a Fonética ou com a Fonologia. Fônica é uma tradução do termo phonics em língua inglesa. Esse termo é um neologismo também em inglês e foi criado para referir-se ao conhecimento simplificado de fonética que deve ser usado para ensinar a ler e a escrever. A Fonética 16e a Fonologia são áreas de estudo da Linguística muito mais complexas do que a Fônica. A instrução fônica sistemática é importante porque justamente vai ensinar aquilo que há de mais elementar na aprendizagem da leitura e da escrita de um alfabeto: as relações entre as letras das palavras escritas e os sons das palavras faladas.

Os métodos que se fundamentam na abordagem fônica garantem, portanto, a base essencial da alfabetização, que é a compreensão do funcionamento do código alfabético. Uma criança que aprende quais são as letras e quais são os sons que elas representam ganha um poderoso recurso psicolinguístico que a capacita a ler e a escrever palavras com autonomia.

Nas últimas décadas, vimos o surgimento de uma verdadeira Ciência Cognitiva da Leitura, que, em resumo, mostra que a instrução fônica sistemática — e é essa a terminologia mais apropriada — é um componente crucial para o ensino eficiente de leitura e de escrita em um sistema alfabético. Esse componente é o que oferece melhores condições de sucesso na alfabetização para a maioria das crianças, especialmente aquelas que estão em situação de vulnerabilidade social e que precisam do ensino explícito das relações entre letras e sons para avançarem mais rapidamente no processo de alfabetização.

Então o que podemos estabelecer como fônica?

É preciso esclarecer que a instrução fônica é apenas uma etapa do processo de alfabetização. Como uma etapa, ela tem duração, com começo, meio e fim. Podemos dizer então que a fônica não é um método, mas sim um componente de métodos, programas ou abordagens de alfabetização que são eficientes. Todo bom programa de alfabetização inclui diferentes componentes e práticas.

A instrução fônica sistemática é um dos componentes essenciais, bem como a consciência fonêmica, a fluência de leitura oral, o ensino de vocabulário e a compreensão de textos. Entre as práticas, estão a leitura compartilhada, a leitura em voz alta, a leitura guiada, a escrita independente e a escrita compartilhada.

As pesquisas mostram que, desde a educação infantil, devem ser desenvolvidas habilidades fundamentais para a alfabetização. Essas habilidades facilitam todo o processo de alfabetização. Entre elas se destacam duas habilidades: a consciência fonêmica e o conhecimento alfabético.

A consciência fonêmica é uma sub-habilidade da consciência fonológica. Ela é a habilidade de prestar atenção, de identificar e manipular, individualmente, os menores sons da fala, isto é, os fonemas, sendo um dos melhores preditores do sucesso na alfabetização. As professoras podem fazer vários jogos divertidos, lúdicos, que estimulem o desenvolvimento dessa consciência dos fonemas, que não se desenvolve naturalmente. Além disso, ainda na educação infantil, é importante que as crianças aprendam o conhecimento alfabético, que é conhecimento sobre os nomes, as formas e os sons das letras.

O conhecimento alfabético e a consciência fonêmica, juntos, formam a base para que as crianças possam aprender a ler e a escrever em um sistema alfabético.

É preciso esclarecer também que ler não é compreender, mas que o objetivo da leitura é a compreensão. É um erro achar que apresentar textos longos e complexos, desde o começo da alfabetização, é a base para que a criança desenvolva a compreensão de textos. Na verdade, a compreensão de textos depende tanto de uma boa habilidade de reconhecimento de palavras quanto de uma boa compreensão da linguagem oral. O reconhecimento automatizado de palavras acontece quando a decodificação é proficiente, permitindo que os leitores reconheçam imediatamente as palavras que já leram antes. Isso libera espaço na memória de trabalho permitindo processos cognitivos e linguísticos complexos envolvidos na compreensão de textos, entre eles a compreensão da linguagem oral.

A compreensão da linguagem oral é mais ampla e desenvolve-se desde o nascimento. Depois de aproximadamente 150 milésimos de segundos que uma palavra escrita é reconhecida visualmente, ela é tratada no cérebro como se fosse uma palavra ouvida. Portanto, a compreensão de textos, depois do reconhecimento da palavra, envolve o mesmo processamento de compreensão da linguagem oral.

Por essa razão, na educação infantil, e mesmo na alfabetização no primeiro ano do ensino fundamental, os textos longos e complexos devem ser lidos pelas professoras, estimulando a motivação pela leitura, o desenvolvimento de vocabulário e a compreensão da linguagem oral. As crianças, por sua vez, devem receber livros e textos apropriados para a sua idade e o seu nível de leitura para que possam praticar a decodificação, levando-as ao reconhecimento automatizado de palavras e, por fim, possibilitando a compreensão de textos.

Há outro ou outros métodos ou abordagens consideradas tão eficazes quanto o método fônico na alfabetização de crianças?

A questão da eficácia ou da eficiência dos métodos ou das abordagens de alfabetização envolve diferentes fatores. Fatores como quem ensina, como se ensina e para quem se ensina podem influenciar muito independentemente do método ou da abordagem que se escolha; de modo geral, podemos identificar características que são consideradas fundamentais para facilitar a aprendizagem da maioria das crianças.

Existem diversos relatórios nacionais e estrangeiros, bem como estudos de revisão da literatura científica, que atestam que a abordagem fônica, a qual privilegia o ensino explícito e sistemático do código alfabético no começo da alfabetização, é mais eficiente do que a abordagem global, também chamada de psicogênese da língua escrita aqui no Brasil.  A abordagem global privilegia os contextos significativos, usando, desde o começo, textos longos que são úteis para o desenvolvimento da oralidade, mas que não explicitam as relações entre letras e sons, sendo eficientes apenas para aquelas crianças que já possuem ampla experiência com materiais de leitura, que conhecem as letras e os sons porque aprenderam em casa ou em outros ambientes.

As evidências de pesquisas mostram que quanto menos uma criança sabe sobre habilidades fundamentais de alfabetização mais ela depende do ensino explícito ofertado pela professora, havendo a necessidade, portanto, de que as professoras utilizem sim abordagens mais eficientes, e não quaisquer abordagens, o que nesse caso seriam as abordagens fônicas.

As habilidades fundamentais para a alfabetização, também chamadas de precursores, são aquelas que as crianças desenvolvem antes do ensino formal de leitura e de escrita. Entre elas, podemos citar habilidades como a consciência fonológica, a consciência fonêmica, o conhecimento alfabético, a aquisição de vocabulário e a familiaridade com livros. Essas habilidades devem ser estimuladas, tanto em casa quanto na educação infantil, e formam a base para o sucesso na aprendizagem da leitura e da escrita no primeiro ano do ensino fundamental.

Atualmente, as pesquisas desenvolvidas, nos campos da Psicologia Cognitiva e da Neurociência Cognitiva, que são dois dos maiores aportes da Ciência Cognitiva da Leitura, revelam coisas que não sabíamos 20, 30, 50, 100 anos atrás. As pessoas ensinam as outras a ler e a escrever há pelo menos 7 mil anos, mas hoje temos condições de investigar o impacto de diferentes modos de ensino com recursos muito sofisticados. As pesquisas em Neurociências mostram, inclusive, o que acontece, em tempo real, no cérebro enquanto estamos lendo ou aprendendo a ler.

Essas evidências nos mostram que herdamos da evolução da espécie um cérebro capaz de aprender coisas novas, por meio da plasticidade neuronal, ou seja, por meio da reorganização das conexões entre neurônios. Nosso cérebro não nasce programado para ler e escrever, coisas que são invenções culturais mais recentes, mas sim predisposto a aprender coisas básicas que os homens das cavernas já faziam, como falar, ver e ouvir. A plasticidade neuronal que nos permite reorganizar esses sistemas a fim de que possamos aprender a ler e a escrever.

Os sistemas de escrita têm cerca de sete mil anos, dez mil anos no máximo, a fala não: ela é mais antiga. A linguagem oral foi desenvolvida na espécie humana há muito tempo, tanto que você não pode impedir uma criança de aprender a falar. Em condições típicas, mesmo com pouco estímulo, uma criança aprende a falar. Se ela tiver todo o aparato biológico para aprender a falar, ela vai aprender a falar.

Os estudos de Neurociências, principalmente do pesquisador francês Stanislas Dehaene, mostram que o cérebro da criança é muito bem estruturado porque herdamos da nossa evolução redes cerebrais especializadas para processar a visão, os rostos, a linguagem falada, os números, mas não a leitura e a escrita. É a reciclagem neuronal, a capacidade dos neurônios de aprender, que nos permite aprender.

Em um estudo do professor Dehaene, com a participação do professor José Morais, um pesquisador português muito importante e conhecido no Brasil, que trabalha na Bélgica atualmente, descobriu-se que existe uma área no cérebro chamada Área da Forma Visual das Palavras. Eles testaram uma série de estímulos visuais para verificar se existia uma área do cérebro que respondia ao reconhecimento das letras e perceberam que, nos adultos que eram alfabetizados, seja na infância ou na idade adulta, essa área era mais ativada em resposta a estímulos como letras, mas não era tão ativada para pessoas que eram analfabetas. Essa área se especializa então para o reconhecimento de palavras escritas, sendo que, em analfabetos, ela responde mais pelo reconhecimento de faces, de rostos.

Quando a criança está aprendendo, ela está mudando essa área do cérebro para reconhecer as letras sempre da mesma forma. Isso é uma das coisas que a gente observa também como resultado direto dos métodos usados para alfabetizar.

Em um estudo mais recente, um grupo de pesquisadores da Universidade de Stanford (EUA), liderado pelo professor Bruce McCandliss, descobriu que leitores iniciantes que focam nas relações entre letras e sons, ou seja, no escopo da fônica, aumentam a atividade na área do cérebro que é melhor preparada para ler, a saber, o hemisfério esquerdo, enquanto aqueles que focam nas palavras como um todo, abordagem global, ativam mais o lado direito que processa as palavras como imagens.

Eles perceberam que aqueles que aprenderam pela abordagem fônica conseguem ler palavras novas mais facilmente porque eles aprenderam o mecanismo de funcionamento do sistema alfabético, enquanto o grupo que aprendeu globalmente não consegue progredir para palavras novas porque eles identificam a palavra como uma figura, e isso não permite o reconhecimento de palavras novas.

Isso nós já sabíamos, por meio dos estudos de comportamento, mas o que nós não sabíamos era o efeito disso no cérebro, o que foi pioneiro nesse estudo. Isso nos dá mais uma evidência da vantagem da abordagem fônica sobre a abordagem global. Além de a abordagem fônica permitir que a maioria das crianças aprenda mais rapidamente e melhor, ela também as permite desenvolver a autonomia de leitura e de escrita por meio da ativação do hemisfério esquerdo do cérebro, responsável pelo processamento da linguagem, sendo, por isso, aquela mais ideal a ser usada.

Se você aprende pela fônica, você consegue aprender o mecanismo básico da decodificação de palavras; portanto, você lê palavras novas que não lhe foram ensinadas. A criança passa a ler palavras em outros contextos porque aprendeu como funciona a leitura. O global não permite essa autonomia: como há muito mais palavras para memorizar do que letras, e como a criança é ensinada a tratar palavras como figuras, o seu desenvolvimento da leitura e da escrita é limitado e dificultado.

Seguiu-se outro relatório, publicado em 2009, chamado National Early Literacy Panel (NELP), que focou mais nas crianças pequenas e na importância da literacia familiar, ou seja, naquilo que os pais fazem em casa e que ajuda as crianças mais tarde a aprender a ler e a escrever, por exemplo, ler para seu filho e estimular o seu desenvolvimento da linguagem oral, fazendo-lhe perguntas que estimulem uma resposta mais completa do que apenas um “sim” ou um “não”. O relatório focou também na literacia emergente, que reúne as habilidades fundamentais para a alfabetização que devem ser desenvolvidas na pré-escola, como saber os nomes, os sons e as formas das letras e desenvolver a consciência fonológica e a consciência fonêmica.

Nesse mesmo sentido, o Secretário de Alfabetização Carlos Nadalim sempre enfatiza a importância de considerarmos as evidências científicas na formulação de Políticas Públicas, como se pode observar na estrutura da nova Secretaria de Alfabetização. Ele convidou para compor a Diretoria de Alfabetização Baseada em Evidências três cientistas que estudam alfabetização, entres os quais eu me incluo.

Eu comungo do pensamento do Secretário Nadalim e do Ministro Vélez de que a educação brasileira se fundamente em evidências científicas. Isso implica pelo menos três coisas: 1) o que sabemos hoje pode ser invalidado ou questionado amanhã por uma nova pesquisa ou evidência; 2) os resultados de pesquisas devem ser sempre contextualizados: precisamos entender os limites das pesquisas e da generalização dos resultados; 3) não podemos personalizar as evidências e adotar ídolos somente porque produziram trabalhos relevantes em algum momento.

A discussão sobre os melhores métodos de alfabetização não é nova nem exclusividade do Brasil. Há pelo menos 50 anos, esse tem sido o alvo de muitas discussões entre cientistas, educadores e formuladores de políticas públicas de alfabetização em diversos países. Esse “grande debate” sobre o ensino das habilidades de leitura e de escrita tornou-se explícito inicialmente pela pesquisadora Jeanne Chall, professora já falecida da Universidade de Harvard, que publicou, em 1967, nos EUA, o livro Learning to Read: The Great Debate, no qual fez uma intensa pesquisa sobre o assunto e revelou quais abordagens eram mais eficientes para o ensino da leitura e da escrita, concluindo que a abordagem fônica era a mais eficiente. Esse também pode ser considerado um marco que impulsionou diversos países a buscar evidências científicas para embasar suas decisões sobre políticas, programas e ações educacionais.

O Presidente da República, Jair Messias Bolsonaro, e o Ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodríguez, em consonância com as experiências exitosas na área de alfabetização desses países, também optaram por formular uma nova Política Nacional de Alfabetização com base em evidências da Ciência Cognitiva da Leitura e Alfabetização.

Mitos sobre o cérebro

  1. Aluno visual, auditivo ou sinestésico

Um mito corrente é que existem alunos que aprendem mais por algum sentido (visão, audição ou tato), em detrimento de outros. Na verdade, usamos todos os sentidos durante a aprendizagem, e o mais efetivo depende fundamentalmente do que é ensinado.

  1. Usamos só 10% do nosso cérebro

A frase deve ter vindo de Einstein, que disse só usar uma pequena fração da sua incrível cabeça. Como tudo é ligado no cérebro e nunca fazemos uma atividade isolada, sempre usamos perto de 100% dele.

  1. Lado direito e lado esquerdo

O lado direito do cérebro coordena a linguagem; já o direito coordena a percepção de emoções. Mas todas passam pelos dois hemisférios, que trabalham em conjunto. Não há base científica para desenvolver um lado específico nem indícios de que tal prática seja benéfica.

  1. É preciso aprender línguas bem cedo.

Já ouviu aquela história de que algumas coisas só se aprendem até os 12 anos? Na verdade, o cérebro está sempre se modificando. É verdade que a infância é favorável para a aprendizagem da gramática de uma nova língua, mas os adultos armazenam um vocabulário mais rico.

  1. Crianças não aprendem duas línguas ao mesmo tempo

Há espaço no cérebro para o aprendizado de dois idiomas simultaneamente – e isso só faz bem. Na Alemanha, um estudo com crianças turcas aprendendo o alemão mostrou que elas melhoravam na escrita das duas línguas.

  1. O mito da Ginástica cerebral

Videogames que garantem melhorar a memória ou exercícios físicos que prometem maior atenção dos alunos ao massagearem regiões específicas do corpo são a extrapolação de algumas pesquisas, mas nada muito confiável. Sabe-se apenas que a atividade física melhora o metabolismo do corpo, inclusive do cérebro, mas não se sabe exatamente em qual medida.

A ciência diz que…

  1. Os adolescentes acordam mais tarde que as crianças. Estar desperto ajuda muito no aprendizado.
  2. Aprender é um processo fisiológico e envolve o bom funcionamento de todo o organismo.
  3. A atenção da criança dificilmente se mantém por mais que os primeiros 10 minutos da aula.
  4. Muitas avaliações sobre muito conteúdo num curto espaço do tempo dificultam a memorização.
  5. Emoção e cognição não caminham separadas.

FONTES:

Guia dos pais

Portal do Mec

Super Interessante

Catherine Snow Professora da Academia de Harvard