USO DAS REDES SOCIAIS NA INFÂNCIA E ADOLESCÊNCIA

“Steve Jobs, CEO da Apple até sua morte em 2012, revelou em uma entrevista ao New York Times que proibiu seus filhos de usar o recém-lançado iPad. “Limitamos a quantidade de tecnologia que nossos filhos usam em casa”, disse Jobs ao repórter Nick Bilton.”

Redes sociais prejudicam relações com amigos e família se usado em excesso!

Pesquisa mostra que usuários se encontram menos com pais, amigos, filhos e até parceiros por causa da internet; ‘mudanças são tão profundas como foi a descoberta do fogo’, diz especialista

“Meus pais usam as redes sociais para me vigiar, então eu os bloqueei”

Essa frase parece um absurdo, mas não é raro encontrar adolescentes, por se sentirem privados, bloquearem familiares para se expressar sem censura nas redes, é ai que mora o perigo, na pré-adolescência e adolescência não pode existir privacidade, ela é perigosa. Diz o psiquiatra e escritor, paraibano Rossandro Klinjey, especialista no assunto e youtuber consagrado, palestrante há mais de 10 anos.

Escritor do livro ”HELP! ME EDUQUE”, Editora LETRAMAIS, fala muito sobre esse assunto em suas palestras e pede aos pais que foquem o fortalecimento do contato com os filhos e a proteção da família, ele diz que essa é a solução para diminuir e eliminar a quantidade exorbitante de suicídios que acontecem pelo uso excessivo das redes sociais sem acompanhamento, “É como se entregássemos nossos filhos em bandejas”…..

Ele ainda ressalta, que a privacidade nessa idade pode causar a perda do seu filho dentro de sua  própria casa! ”São assustadoras as histórias que chegam ao meu consultório com a desculpa da “TAL” privacidade exigida pelo adolescente.”

“Hoje existe o empoderamento precoce da criança e do adolescente e quando você da poder a quem não tem maturidade e habilidade, você cria um tirano no próprio lar.” Rossandro Klinjey .

“Os mais jovens têm de enfrentar hoje coisas inimagináveis no passado, como a exposição e a permanência nas redes sociais daquilo que eles fazem e falam, por exemplo”, diz Roberto Sassi, psiquiatra infantil e professor da Universidade McMaster, no Canadá.

Segundo Sassi, a adolescência é uma fase de experimentação, na qual o jovem age de modo mais impulsivo e arriscado. “Faz parte do desenvolvimento pessoal aprender com os erros. O problema é que agora esses erros podem ficar marcados de forma indelével, com consequências maiores.”

Artigo publicado recentemente na revista da Academia Americana de Pediatria fez vasta análise da literatura científica sobre o tema. Na questão do cyberbullying, uma meta-análise de 131 estudos mostrou que adolescentes que passam por essa experiência apresentam risco maior de desenvolver problemas mentais e físicos. “O uso de internet em geral e a experiência de ser vítima de cyberbulling estão associados a mais pensamentos suicidas e comportamentos de automutilação”, diz o artigo.

Outro estudo, esse publicado em meados de outubro, analisou os efeitos de se passar muito tempo em frente a telas de aparelhos eletrônicos na saúde mental de crianças e adolescentes.

Cristiano Nabuco -Especialista de dependência tecnológica da USP diz:

É frequente a situação aonde todos sentados à mesa de jantar em silencio e mexendo em seus celulares! isso, visto de fora  fica chocante, mas de dentro parece que existe um fluxo torrente quase impossível de resistir, a aparente paz no jantar esconde o turbilhão que as informações estão sendo absorvidas e muitas vezes decisões por impulso sendo tomadas pelas mentes despreparadas de nossos adolescentes.

O uso patológico dos videogames já é mencionado na quinta edição do Manual Estatístico e Diagnóstico dos Transtornos Mentais, espécie de cartilha da psiquiatria, lançada em janeiro. A “dependência de internet” está a um passo de se tornar a mais nova classificação psiquiátrica do século 21. “Na China, tornou-se problema de saúde pública, com a abertura de 150 centros de tratamento para dependentes de games. No Brasil, muita gente não sabe que a dependência virtual é um problema”, alerta Cristiano Nabuco, coordenador do Grupo de Dependências Tecnológicas do Programa Integrado dos Transtornos do Impulso (Pro-Amiti) do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP).

Até Tim Cook, atual CEO da Apple, disse que não permite que seu sobrinho participe de redes sociais online. O comentário seguiu os de outros especialistas em tecnologia, que classificaram as mídias sociais como prejudiciais à sociedade. Cook depois admitiu que os produtos da Apple não são destinados ao uso constante.

“Eu não sou uma pessoa que diz que alcançamos o sucesso se você estiver usando isso o tempo todo”, disse ele. “Eu não concordo se alguém disser isso.”.Um dos estudos mais impactante, e frequentemente citado por psicólogos, foi publicado em 2014 em uma revista especializada em Computadores em Comportamento Humano. O experimento envolveu cerca de 100 pré-adolescentes, metade dos quais passou cinco dias em um retiro livre de tecnologia, engajados em atividades como arco e flecha, caminhadas e orientação. A outra metade ficou em casa.Depois de apenas cinco dias no retiro, os pesquisadores viram enormes ganhos nos níveis de empatia entre as crianças participantes. Aqueles no grupo experimental começaram a pontuar mais alto em suas sugestões emocionais não-verbais, mais frequentemente sorrindo para o sucesso de outra criança ou parecendo angustiados se testemunhassem algo desagradável.Os pesquisadores concluíram que: “Os resultados deste estudo devem introduzir uma conversa social muito necessária sobre os custos e benefícios da enorme quantidade de tempo que as crianças passam com as telas, dentro e fora da sala de aula”.

 

FONTES:

USP

Departamento de Dependência Tecnologica da USP

BBC

Psiquiatra Rossandro Klinjey

Filmes Infantis: 5 Opções Educativas para assistir novamente nessas Férias

O cinema pode ser muito mais do que entretenimento. Com o poder de despertar emoção, reflexão e conhecimento que podem causar impactos para a vida inteira, ensinando valores e propondo novas formas de pensar, especialmente para crianças. De fato os filmes podem imitar e/ou ampliar o plano da realidade, proporcionando diversas experiências em uma única sessão! Se você tem filhos em casa – sejam eles pequenos ou crescidos – aproveite aquela sessão em família para assistir a um destes filmes que separamos com carinho para você:

1- As aventuras de Peabody e Sherman

As aventuras de Peabody e Sherman é um filme que trata de questões como bulling e preconceito de uma forma simples e linda. Além disso, trata da importância da aprender história e ciência.

Sinopse: Sr. Peabody é o cão mais inteligente do mundo. Após ganhar o prêmio Nobel e criar diversas invenções que ajudaram a humanidade, ele resolve adotar um bebê humano que encontrou abandonado na rua. Responsável por sua educação, Peabody constrói uma máquina do tempo para mostrar ao jovem Sherman os fatos históricos estando presentes nele. Entretanto, um novo desafio se apresenta para Sherman quando ele, pela primeira vez, precisa ir à escola. Lá ele se torna alvo de provocações de Penny, com quem acaba brigando no pátio. Temendo perder a guarda do garoto, Peabody organiza um jantar em sua casa com Penny e seus pais. Só que mais uma vez a garota provoca Sherman, que acaba descumprindo a orientação do pai adotivo e lhe mostra a máquina do tempo. Não demora muito para que ambos viagem pelo tempo, causando diversos problemas.

2- O Rei Leão

Esse clássico não poderia faltar na lista. O que dizer de Simba e toda sua história? Um filme apaixonante e que transmite muitas mensagens de amor, força e amizade. Sem contar a forma simples e sincera como a morte e o luto são abordados. O Rei Leão também tem continuação.

Sinopse: Mufasa, o Rei Leão, e a rainha Sarabi apresentam ao reino o herdeiro do trono, Simba. O recém-nascido recebe a bênção do sábio babuíno Rafiki, mas ao crescer é envolvido nas artimanhas de seu tio Scar, o invejoso e maquiavélico irmão de Mufasa, que planeja livrar-se do sobrinho e herdar o trono.

3- Operação Big Hero

Este é um título que valoriza a educação. Em “Operação Big Hero”, por trás de toda a aventura de super-heróis e super-vilões ele explora a questão do luto, muito importante, além do fato de que o irmão mais velho ensina o mais novo que a faculdade pode ser um lugar legal. E que, lá, ele pode usar sua facilidade com matemática e robótica para criar coisas que ajudem os outros.

Sinopse: O grande robô inflável está sempre a postos para cuidar de Hiro Hamada. Quando algo devastador assola a cidade, o menino prodígio, seus amigos e o robô formam um grupo de heróis para combater o mal.

4- Wall-E

Entrando no tema ”meio-ambiente”, “Wall-E” é, romântico, fofo e forte na mesma medida, feito para crianças e adultos.É um robozinho cuja função é compactar o lixo na Terra, enquanto os humanos vivem confortavelmente numa estação espacial. Na verdade, logo descobrimos que o planeta se tornou infértil pelo mau uso e que essas pessoas esperam poder voltar um dia. Além de abordar a questão do lixo e da natureza, o filme ainda alerta para o sedentarismo e a apatia da vida hiperconectada.

Sinopse: WALL-E, abreviação de Waste Allocation Load Lifter Earth-class, é o último robô deixado na Terra. Ele passa o dia arrumando o lixo do planeta. Mas por 700 anos, WALL-E desenvolveu uma personalidade e é mais do que um robô. Ao avistar Eve, uma sonda mecânica em missão à Terra, ele se apaixona e resolve segui-la por toda a galáxia.

5- Moana

Além de apresentar características do comportamento, profissão, geografia e fenótipo, o filme ensina um pouco sobre a mitologia destas culturas. Pouco conhecidos pelos ocidentais, os deuses e semideuses polinésios são apresentados para o público da perspectiva dos nativos. Sem contar que o semideus Mauri é o coadjuvante principal da trama.

O filme também quebra estereótipos femininos. A protagonista Moana, que é filha do rei, recusa o título de princesa e sai em busca da sua vocação de navegante, tradicionalmente exercida por homens.

Sinopse: Uma jovem decide velejar através do Oceano Pacífico, com a ajuda de um semi-deus, em uma viagem que pode mudar a vida de todos.

E finalizamos esta listinha de filmes infantis educativos para assistir com as crianças lembrando que pipoca combina com filme! Faça pipoca e aproveite uma tarde gostosa  com as crianças, pode ter certeza que lembrarão durante a adolescência e a vida adulta.

E assim termina minha listinha de filmes infantis educativos para assistir com as crianças. Faça a pipoca e aproveite uma tarde com os pequenos, são esses momentos que eles irão lembrar e levar no coração quando crescerem!

FONTE:

BLOG – A mãe coruja

Guia da Semana

Novos Alunos

BLOG – Leiturinha

Musicalização na Educação Infantil

Música para quê?

Estudos comprovam que realizar esse tipo de trabalho ajuda a melhorar a sensibilidade das crianças, a capacidade de concentração e a memória, trazendo benefícios ao processo de alfabetização e ao raciocínio matemático. “A música estimula áreas do cérebro não desenvolvidas por outras linguagens, como a escrita e a oral. É como se tornássemos o nosso ‘hardware’ mais poderoso”, explica a pedagoga Maria Lúcia Cruz Suzigan, especialista no ensino de música para crianças. Essas áreas se interligam e se influenciam. Sem música, a chance é desperdiçada. Segundo Maria Lúcia, quanto mais cedo a escola começar o trabalho, melhor. “Essa linguagem, embora antes fosse mais comum, faz parte de cultura das crianças por causa das canções de ninar e das brincadeiras.

O psicólogo, terapeuta e professor da Faculdade Santa Marcelina, Brenno Rosostolato, completa ao dizer que quando a criança tem contato com a música, seja ouvindo ou interagindo mais ativamente com esse universo, ela pode desenvolver algumas características próprias com mais facilidade, como fala, dicção e coordenação motora, entre outras. Observe: não é à toa que existe uma grande quantidade de brinquedos educativos para bebês e crianças pequenas que emitem ou fazem barulhos e têm músicas. Você já prestou atenção nisso? E claro que não é apenas com os brinquedos que essa relação se estabelece.

Desenvolvimento da linguagem

Quando uma criança ouve ou canta uma música, ela vai armazenando palavras ao seu domínio. Mesmo quem não está alfabetizado vai adquirindo, ao longo do aprendizado, elementos que serão úteis para a formação das frases. A dicção também é um aspecto que pode ser aprimorado por meio da música. Cristina conta que uma de suas alunas tinha problemas na fala quando começou a fazer aulas de canto e conseguiu corrigir as palavras que pronunciava incorretamente, melhorando também sua respiração e entonação da voz.

Contato com matemática

O matemático Pitágoras é considerado pela ciência um pesquisador de música. Seu primeiro experimento foi esticar uma corda e perceber que sua vibração emitia um som. Esse foi o primeiro passo para, o que depois de muitos estudos e aprimoramentos, se tornaria a base da harmonia dos instrumentos de corda.

A experiência de Pitágoras é um das muitas que provam que a música está diretamente ligada com a matemática. Cristina exemplifica dizendo que a música é uma constante contagem de tempo e trabalha o raciocínio lógico, habilidade muito utilizada no ensino da matemática. Ela conta que um dos principais exercícios musicais é o aprendizado das escalas, para isso, o aluno precisa saber diferenciar um tom de um semitom, uma oitava de uma corda solta. Isso é pura matemática.

Não são poucos os estudos que demonstram que as crianças que participam plenamente em atividades musicais melhoram não só a sua memória, sua atenção e sua concentração, mas, também, suas capacidades motoras e de raciocínio complexo.

Ouvir música durante a infância ajuda o cérebro das crianças a criar certos padrões. Na medida em que mais padrões cerebrais possam ser formados nas primeiras idades, há mais possibilidades de melhorar o desempenho das crianças, tanto nas atividades intelectuais como físicas.

Por exemplo, alguns estudos indicam que as crianças podem recordar melodias que ouviram desde os três meses de idade, e que associar essas músicas a determinadas tarefas podem ajudá-las a reproduzir com mais facilidade a tarefa feita.

Caso semelhante é o da compreensão e a linguagem. As crianças que escutam música podem processar informações mais rapidamente: a compreensão e a linguagem são auxiliadas pela capacidade de processar informações mais rapidamente.

Alguns dizem que isso ocorre pelo fato de que a capacidade de compreender e processar a linguagem se desenvolve na medida em que se pode compreender os vários sons que a linguagem falada cria. Portanto, as crianças que frequentemente estão expostas à música aprendem mais rapidamente a discernir, ouvir e identificar diferentes sons complexos, facilitando a compreensão da linguagem.

Além disso, percebemos, também, que a musicalização tende a integrar a criança. Porque, quando ela canta, e, principalmente, quando se envolve com papéis de interpretação da música, especialmente junto ao seu grupo, ela sente-se integrada, e adquire consciência de que os colegas de turma são muito importantes, fato de grande valor para o convívio social. É interessante perceber que ela passa a vivenciar uma compreensão sobre o fato de que a cooperação com os companheiros de turma é fundamental, pois é do esforço comum que surgirá a possibilidade de alcançar os objetivos propostos pelo grupo.

 

FONTE :

NOVA ESCOLA

Centro de Produções Técnicas

Brasil Escola

 

Instagram, o experimento

Podem dizer o que for, mas simplesmente não há como negar que a vida digital e, principalmente, o acesso frequente aos sites de mídia social (como o Facebook e Instagram, por exemplo) exerce uma poderosa influência sobre a saúde mental de todos, sobretudo no que diz respeito aos usuários adolescentes.

Pesquisadores da Universidade da Califórnia, Los Angeles, tendo esta preocupação em mente, realizaram um estudo para determinar o que ocorre com os circuitos cerebrais dos jovens quando postam conteúdo nas redes sociais.

Assim, ao tomar por base o tempo gasto pelos adolescentes nessas plataformas, que podem variar de oito a dezoito horas por dia – mais do que o tempo destinado, inclusive, ao sono -, este hábito pode vir a influenciar o cérebro dos jovens, ainda em processo de desenvolvimento.

O EXPERIMENTO

Cerca de 32 adolescentes, com idades variando entre 13-18, foram informados de que estariam navegando em uma pequena rede social, semelhante ao aplicativo que compartilha fotos, o conhecido Instagram. Desta forma, os pesquisadores apresentaram a cada um dos participantes um total de 148 fotografias, incluindo 40 fotos que cada jovem havia selecionado, enquanto que, simultaneamente, era avaliada a atividade cerebral individual através da ressonância magnética funcional.

Importante dizer que junto a cada foto também era exibido o número de “likes” que cada uma delas havia recebido de outros participantes, mas que, na verdade, era falso, pois havia sido manipulado de forma positiva pelos pesquisadores a indicar que haviam sido bem aceitas pelos demais. O resultado mostrou que quando os jovens viam suas próprias fotos com um grande número de “likes”, o núcleo accumbens – que faz parte do circuito de recompensa do cérebro-, era fortemente ativado, isto é, ao perceberem maiores níveis de aprovação social, o cérebro reagia de maneira semelhante a quando se come chocolate ou se ganha dinheiro, por exemplo. Na sequência, os pesquisadores perguntavam aos adolescentes quais fotos eles haviam “mais gostado”. E, adivinhe quais foram as escolhidas? Exatamente aquelas que receberam maior aceitação social – mostrando claramente a tendência de influência do grupo sobre o comportamento individual. Um dado relevante: fotos que haviam sido postadas por outros, mas que exibiam algum tipo de comportamentos de risco, se bem avaliadas pelos demais (isto é, também indicadas com mais “likes”), surpreendentemente eram também enaltecidas por cada um, claramente demonstrando a preocupação em ficar em sintonia com a opinião geral, o que foi também responsável por uma menor ativação das redes neurais de controle cognitivo

Após os testes, ficaram evidentes algumas coisas: que os jovens reagiam de forma diferente aos estímulos quando eles acreditavam que os mesmos eram endossados pela maioria de seus pares, ainda que esses “amigos”, por assim dizer, lhes fossem completamente estranhos. O sentimento de valorização também demonstrou uma forte ativação cerebral nas áreas de recompensa e de prazer (semelhante ao que é observado em outros vícios, inclusive).

E, finalmente, a perda momentânea dos juízos de valor. Todos esses elementos combinados, em parte, podem se tornar uma das razões pela qual postar fotos pessoais e acompanhar a oscilação do grau de aprovação ao longo do dia (olhando de maneira compulsiva os tablets e celulares) pode ser um dos mecanismos da dependência ou vício à tecnologia, inclusive, tornando mais clara a razão porque os faz gastar um tempo precioso de sua vida apenas checando as telas e desconsiderando o entorno. E fica aqui, portanto, uma importante pergunta: Os pais deveriam estar preocupados com a influência das mídias sociais, não apenas em relação ao tempo gasto (como se isso já não fosse o bastante), mas igualmente pela interferência negativa dos exemplos de terceiros? Sim, seguramente (e talvez os videogames, com sua natural exaltação à violência, não sejam, individualmente, os grandes modeladores dos comportamentos de risco). Assim, muito parecido com outros meios, ambientes sociais (e agora também digitais) têm características positivas e negativas, todavia, muitas vezes, além dos aspectos já bem conhecidos, pessoas que não são de convivência próxima aos nossos filhos podem ser, de maneira silenciosa, determinantes na formação de atitudes e da personalidade, ao fazer com que os jovens, ainda em processo de formação, muitas vezes, adotem ações pouco saudáveis, mas que evoquem grande repercussão social. Portanto, é bem possível que o cérebro dos adolescentes, frente às mídias sociais, precisem, efetivamente, ser mais acompanhados.

 FONTES:

1-http://www.usatoday.com/story/news/nation/2015/11/03/teens-spend-more-time-media-each-day-than-sleeping-survey-finds/75088256/

BLOG DO DR. CRISTIANO NABUCO

 

 

 

 

 

 

Alfabetização nos tempos de hoje

Sabemos que a decisão de iniciar a alfabetização de uma criança nos trás controvérsias. Alfabetização vai além de desenhar e aprender os conjuntos de palavras.

Na escola, as atividades lúdicas devem fazer parte da rotina, pois elas estimulam reflexão, criatividade, investigação e resolução de problemas. E o professor torna-se um mediador entre a criança e suas conquistas cognitivas.

Especialistas apontam que hoje a exposição à língua acontece desde os primeiros momentos de vida, incluindo o período da gestação!

Como a escrita, a leitura e a linguagem oral não se desenvolvem separadamente, está certo entender e aceitar que não sabemos ao certo o inicio da alfabetização de uma criança, dada as descobertas científicas.

“Dentro dessa perspectiva, identificamos uma nova visão sobre a aprendizagem como um processo contínuo, parte do desenvolvimento humano”.

O coordenador-geral de Neurociência Cognitiva e Linguística do MEC, professor Renan Sargiani, explicou um pouco das metodologias e das abordagens fônicas, além de outras formas de alfabetização, em uma entrevista ao portal do MEC.

Por que o método fônico ou fonético pode ser considerado uma das melhores formas de ensinar uma criança a ler?

É muito importante, em primeiro lugar, esclarecer os termos que foram utilizados nessa pergunta que normalmente geram muitas dúvidas e equívocos. Não existe apenas um único método fônico, mas sim vários métodos de ensino de leitura e de escrita que se fundamentam em uma abordagem fônica, isto é, na recomendação de que o ensino de leitura e de escrita deve começar por instruções explícitas em uma ordem sequencial lógica das relações entre os grafemas e os fonemas, ou seja, das letras e seus sons.

Quando se fala de método, fala-se de algo mais delimitado, uma espécie de pacote, criado com um objetivo específico de ensinar um determinado conteúdo, de uma determinada forma, prevista por quem elaborou esse método. Por isso, os métodos normalmente estão ligados a um criador ou a um autor. Por exemplo, o Método Montessori tem esse nome em alusão às pesquisas e às teorias da médica e educadora italiana Maria Montessori. No caso do método fônico, há uma confusão entre método, abordagem e componente.

Abordagens são proposições teóricas mais abrangentes que permitem a formulação de diferentes métodos. A abordagem fônica trata-se do conjunto de recomendações para a alfabetização que priorizam o ensino sistemático das relações entre fonemas e grafemas como sendo o primeiro passo para que se aprenda a ler e a escrever com sucesso em sistemas alfabéticos. A abordagem fônica baseia-se na premissa de que, como o sistema alfabético representa a fala no nível dos fonemas, para que um aprendiz possa ler e escrever, deve-se primeiro conhecer o princípio alfabético, ou seja, o modo pelo qual se organiza esse sistema, em que cada letra ou conjunto de letras das palavras escritas representa sistematicamente os fonemas da linguagem falada.

Em que se baseia essa concepção?

As pesquisas mostram que os métodos que se fundamentam na abordagem fônica são os mais eficientes para ensinar-se a ler e a escrever em sistemas alfabéticos, como é o caso do português, porque fornecem a chave do funcionamento do código alfabético. Portanto, existem diversos métodos que se baseiam na abordagem fônica, e não apenas um único método fônico. Da mesma forma, também existem diferentes estratégias de ensino fônico previstas na abordagem fônica: a Fônica Sintética, a Fônica Analítica, a Fônica Embutida, a Fônica por Analogia etc. Cada forma de ensinar a fônica tem suas características próprias e impactos, sendo a fônica sintética reconhecida como a mais eficiente. Trata-se de ensinar às crianças primeiro as relações entre os grafemas (as letras ou grupos de letras) e os fonemas (sons) que elas representam para depois ensiná-las como sintetizar ou juntar essas letras e sons para formar palavras.

As pesquisas, nas últimas décadas, têm mostrado que adotar a instrução fônica é condição sine qua non para aprender a ler a e a escrever em um sistema alfabético, por ser esse um sistema que representa a fala no nível dos fonemas. Com isso, queremos dizer que a relação entre grafemas e fonemas é o que nós chamamos de fônica, conhecimento grafofonêmico, mapeamento ortográfico, princípio alfabético ou conhecimento fônico.

A palavra “fônica” também precisa ser esclarecida e não deve ser confundida com a Fonética ou com a Fonologia. Fônica é uma tradução do termo phonics em língua inglesa. Esse termo é um neologismo também em inglês e foi criado para referir-se ao conhecimento simplificado de fonética que deve ser usado para ensinar a ler e a escrever. A Fonética 16e a Fonologia são áreas de estudo da Linguística muito mais complexas do que a Fônica. A instrução fônica sistemática é importante porque justamente vai ensinar aquilo que há de mais elementar na aprendizagem da leitura e da escrita de um alfabeto: as relações entre as letras das palavras escritas e os sons das palavras faladas.

Os métodos que se fundamentam na abordagem fônica garantem, portanto, a base essencial da alfabetização, que é a compreensão do funcionamento do código alfabético. Uma criança que aprende quais são as letras e quais são os sons que elas representam ganha um poderoso recurso psicolinguístico que a capacita a ler e a escrever palavras com autonomia.

Nas últimas décadas, vimos o surgimento de uma verdadeira Ciência Cognitiva da Leitura, que, em resumo, mostra que a instrução fônica sistemática — e é essa a terminologia mais apropriada — é um componente crucial para o ensino eficiente de leitura e de escrita em um sistema alfabético. Esse componente é o que oferece melhores condições de sucesso na alfabetização para a maioria das crianças, especialmente aquelas que estão em situação de vulnerabilidade social e que precisam do ensino explícito das relações entre letras e sons para avançarem mais rapidamente no processo de alfabetização.

Então o que podemos estabelecer como fônica?

É preciso esclarecer que a instrução fônica é apenas uma etapa do processo de alfabetização. Como uma etapa, ela tem duração, com começo, meio e fim. Podemos dizer então que a fônica não é um método, mas sim um componente de métodos, programas ou abordagens de alfabetização que são eficientes. Todo bom programa de alfabetização inclui diferentes componentes e práticas.

A instrução fônica sistemática é um dos componentes essenciais, bem como a consciência fonêmica, a fluência de leitura oral, o ensino de vocabulário e a compreensão de textos. Entre as práticas, estão a leitura compartilhada, a leitura em voz alta, a leitura guiada, a escrita independente e a escrita compartilhada.

As pesquisas mostram que, desde a educação infantil, devem ser desenvolvidas habilidades fundamentais para a alfabetização. Essas habilidades facilitam todo o processo de alfabetização. Entre elas se destacam duas habilidades: a consciência fonêmica e o conhecimento alfabético.

A consciência fonêmica é uma sub-habilidade da consciência fonológica. Ela é a habilidade de prestar atenção, de identificar e manipular, individualmente, os menores sons da fala, isto é, os fonemas, sendo um dos melhores preditores do sucesso na alfabetização. As professoras podem fazer vários jogos divertidos, lúdicos, que estimulem o desenvolvimento dessa consciência dos fonemas, que não se desenvolve naturalmente. Além disso, ainda na educação infantil, é importante que as crianças aprendam o conhecimento alfabético, que é conhecimento sobre os nomes, as formas e os sons das letras.

O conhecimento alfabético e a consciência fonêmica, juntos, formam a base para que as crianças possam aprender a ler e a escrever em um sistema alfabético.

É preciso esclarecer também que ler não é compreender, mas que o objetivo da leitura é a compreensão. É um erro achar que apresentar textos longos e complexos, desde o começo da alfabetização, é a base para que a criança desenvolva a compreensão de textos. Na verdade, a compreensão de textos depende tanto de uma boa habilidade de reconhecimento de palavras quanto de uma boa compreensão da linguagem oral. O reconhecimento automatizado de palavras acontece quando a decodificação é proficiente, permitindo que os leitores reconheçam imediatamente as palavras que já leram antes. Isso libera espaço na memória de trabalho permitindo processos cognitivos e linguísticos complexos envolvidos na compreensão de textos, entre eles a compreensão da linguagem oral.

A compreensão da linguagem oral é mais ampla e desenvolve-se desde o nascimento. Depois de aproximadamente 150 milésimos de segundos que uma palavra escrita é reconhecida visualmente, ela é tratada no cérebro como se fosse uma palavra ouvida. Portanto, a compreensão de textos, depois do reconhecimento da palavra, envolve o mesmo processamento de compreensão da linguagem oral.

Por essa razão, na educação infantil, e mesmo na alfabetização no primeiro ano do ensino fundamental, os textos longos e complexos devem ser lidos pelas professoras, estimulando a motivação pela leitura, o desenvolvimento de vocabulário e a compreensão da linguagem oral. As crianças, por sua vez, devem receber livros e textos apropriados para a sua idade e o seu nível de leitura para que possam praticar a decodificação, levando-as ao reconhecimento automatizado de palavras e, por fim, possibilitando a compreensão de textos.

Há outro ou outros métodos ou abordagens consideradas tão eficazes quanto o método fônico na alfabetização de crianças?

A questão da eficácia ou da eficiência dos métodos ou das abordagens de alfabetização envolve diferentes fatores. Fatores como quem ensina, como se ensina e para quem se ensina podem influenciar muito independentemente do método ou da abordagem que se escolha; de modo geral, podemos identificar características que são consideradas fundamentais para facilitar a aprendizagem da maioria das crianças.

Existem diversos relatórios nacionais e estrangeiros, bem como estudos de revisão da literatura científica, que atestam que a abordagem fônica, a qual privilegia o ensino explícito e sistemático do código alfabético no começo da alfabetização, é mais eficiente do que a abordagem global, também chamada de psicogênese da língua escrita aqui no Brasil.  A abordagem global privilegia os contextos significativos, usando, desde o começo, textos longos que são úteis para o desenvolvimento da oralidade, mas que não explicitam as relações entre letras e sons, sendo eficientes apenas para aquelas crianças que já possuem ampla experiência com materiais de leitura, que conhecem as letras e os sons porque aprenderam em casa ou em outros ambientes.

As evidências de pesquisas mostram que quanto menos uma criança sabe sobre habilidades fundamentais de alfabetização mais ela depende do ensino explícito ofertado pela professora, havendo a necessidade, portanto, de que as professoras utilizem sim abordagens mais eficientes, e não quaisquer abordagens, o que nesse caso seriam as abordagens fônicas.

As habilidades fundamentais para a alfabetização, também chamadas de precursores, são aquelas que as crianças desenvolvem antes do ensino formal de leitura e de escrita. Entre elas, podemos citar habilidades como a consciência fonológica, a consciência fonêmica, o conhecimento alfabético, a aquisição de vocabulário e a familiaridade com livros. Essas habilidades devem ser estimuladas, tanto em casa quanto na educação infantil, e formam a base para o sucesso na aprendizagem da leitura e da escrita no primeiro ano do ensino fundamental.

Atualmente, as pesquisas desenvolvidas, nos campos da Psicologia Cognitiva e da Neurociência Cognitiva, que são dois dos maiores aportes da Ciência Cognitiva da Leitura, revelam coisas que não sabíamos 20, 30, 50, 100 anos atrás. As pessoas ensinam as outras a ler e a escrever há pelo menos 7 mil anos, mas hoje temos condições de investigar o impacto de diferentes modos de ensino com recursos muito sofisticados. As pesquisas em Neurociências mostram, inclusive, o que acontece, em tempo real, no cérebro enquanto estamos lendo ou aprendendo a ler.

Essas evidências nos mostram que herdamos da evolução da espécie um cérebro capaz de aprender coisas novas, por meio da plasticidade neuronal, ou seja, por meio da reorganização das conexões entre neurônios. Nosso cérebro não nasce programado para ler e escrever, coisas que são invenções culturais mais recentes, mas sim predisposto a aprender coisas básicas que os homens das cavernas já faziam, como falar, ver e ouvir. A plasticidade neuronal que nos permite reorganizar esses sistemas a fim de que possamos aprender a ler e a escrever.

Os sistemas de escrita têm cerca de sete mil anos, dez mil anos no máximo, a fala não: ela é mais antiga. A linguagem oral foi desenvolvida na espécie humana há muito tempo, tanto que você não pode impedir uma criança de aprender a falar. Em condições típicas, mesmo com pouco estímulo, uma criança aprende a falar. Se ela tiver todo o aparato biológico para aprender a falar, ela vai aprender a falar.

Os estudos de Neurociências, principalmente do pesquisador francês Stanislas Dehaene, mostram que o cérebro da criança é muito bem estruturado porque herdamos da nossa evolução redes cerebrais especializadas para processar a visão, os rostos, a linguagem falada, os números, mas não a leitura e a escrita. É a reciclagem neuronal, a capacidade dos neurônios de aprender, que nos permite aprender.

Em um estudo do professor Dehaene, com a participação do professor José Morais, um pesquisador português muito importante e conhecido no Brasil, que trabalha na Bélgica atualmente, descobriu-se que existe uma área no cérebro chamada Área da Forma Visual das Palavras. Eles testaram uma série de estímulos visuais para verificar se existia uma área do cérebro que respondia ao reconhecimento das letras e perceberam que, nos adultos que eram alfabetizados, seja na infância ou na idade adulta, essa área era mais ativada em resposta a estímulos como letras, mas não era tão ativada para pessoas que eram analfabetas. Essa área se especializa então para o reconhecimento de palavras escritas, sendo que, em analfabetos, ela responde mais pelo reconhecimento de faces, de rostos.

Quando a criança está aprendendo, ela está mudando essa área do cérebro para reconhecer as letras sempre da mesma forma. Isso é uma das coisas que a gente observa também como resultado direto dos métodos usados para alfabetizar.

Em um estudo mais recente, um grupo de pesquisadores da Universidade de Stanford (EUA), liderado pelo professor Bruce McCandliss, descobriu que leitores iniciantes que focam nas relações entre letras e sons, ou seja, no escopo da fônica, aumentam a atividade na área do cérebro que é melhor preparada para ler, a saber, o hemisfério esquerdo, enquanto aqueles que focam nas palavras como um todo, abordagem global, ativam mais o lado direito que processa as palavras como imagens.

Eles perceberam que aqueles que aprenderam pela abordagem fônica conseguem ler palavras novas mais facilmente porque eles aprenderam o mecanismo de funcionamento do sistema alfabético, enquanto o grupo que aprendeu globalmente não consegue progredir para palavras novas porque eles identificam a palavra como uma figura, e isso não permite o reconhecimento de palavras novas.

Isso nós já sabíamos, por meio dos estudos de comportamento, mas o que nós não sabíamos era o efeito disso no cérebro, o que foi pioneiro nesse estudo. Isso nos dá mais uma evidência da vantagem da abordagem fônica sobre a abordagem global. Além de a abordagem fônica permitir que a maioria das crianças aprenda mais rapidamente e melhor, ela também as permite desenvolver a autonomia de leitura e de escrita por meio da ativação do hemisfério esquerdo do cérebro, responsável pelo processamento da linguagem, sendo, por isso, aquela mais ideal a ser usada.

Se você aprende pela fônica, você consegue aprender o mecanismo básico da decodificação de palavras; portanto, você lê palavras novas que não lhe foram ensinadas. A criança passa a ler palavras em outros contextos porque aprendeu como funciona a leitura. O global não permite essa autonomia: como há muito mais palavras para memorizar do que letras, e como a criança é ensinada a tratar palavras como figuras, o seu desenvolvimento da leitura e da escrita é limitado e dificultado.

Seguiu-se outro relatório, publicado em 2009, chamado National Early Literacy Panel (NELP), que focou mais nas crianças pequenas e na importância da literacia familiar, ou seja, naquilo que os pais fazem em casa e que ajuda as crianças mais tarde a aprender a ler e a escrever, por exemplo, ler para seu filho e estimular o seu desenvolvimento da linguagem oral, fazendo-lhe perguntas que estimulem uma resposta mais completa do que apenas um “sim” ou um “não”. O relatório focou também na literacia emergente, que reúne as habilidades fundamentais para a alfabetização que devem ser desenvolvidas na pré-escola, como saber os nomes, os sons e as formas das letras e desenvolver a consciência fonológica e a consciência fonêmica.

Nesse mesmo sentido, o Secretário de Alfabetização Carlos Nadalim sempre enfatiza a importância de considerarmos as evidências científicas na formulação de Políticas Públicas, como se pode observar na estrutura da nova Secretaria de Alfabetização. Ele convidou para compor a Diretoria de Alfabetização Baseada em Evidências três cientistas que estudam alfabetização, entres os quais eu me incluo.

Eu comungo do pensamento do Secretário Nadalim e do Ministro Vélez de que a educação brasileira se fundamente em evidências científicas. Isso implica pelo menos três coisas: 1) o que sabemos hoje pode ser invalidado ou questionado amanhã por uma nova pesquisa ou evidência; 2) os resultados de pesquisas devem ser sempre contextualizados: precisamos entender os limites das pesquisas e da generalização dos resultados; 3) não podemos personalizar as evidências e adotar ídolos somente porque produziram trabalhos relevantes em algum momento.

A discussão sobre os melhores métodos de alfabetização não é nova nem exclusividade do Brasil. Há pelo menos 50 anos, esse tem sido o alvo de muitas discussões entre cientistas, educadores e formuladores de políticas públicas de alfabetização em diversos países. Esse “grande debate” sobre o ensino das habilidades de leitura e de escrita tornou-se explícito inicialmente pela pesquisadora Jeanne Chall, professora já falecida da Universidade de Harvard, que publicou, em 1967, nos EUA, o livro Learning to Read: The Great Debate, no qual fez uma intensa pesquisa sobre o assunto e revelou quais abordagens eram mais eficientes para o ensino da leitura e da escrita, concluindo que a abordagem fônica era a mais eficiente. Esse também pode ser considerado um marco que impulsionou diversos países a buscar evidências científicas para embasar suas decisões sobre políticas, programas e ações educacionais.

O Presidente da República, Jair Messias Bolsonaro, e o Ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodríguez, em consonância com as experiências exitosas na área de alfabetização desses países, também optaram por formular uma nova Política Nacional de Alfabetização com base em evidências da Ciência Cognitiva da Leitura e Alfabetização.

Mitos sobre o cérebro

  1. Aluno visual, auditivo ou sinestésico

Um mito corrente é que existem alunos que aprendem mais por algum sentido (visão, audição ou tato), em detrimento de outros. Na verdade, usamos todos os sentidos durante a aprendizagem, e o mais efetivo depende fundamentalmente do que é ensinado.

  1. Usamos só 10% do nosso cérebro

A frase deve ter vindo de Einstein, que disse só usar uma pequena fração da sua incrível cabeça. Como tudo é ligado no cérebro e nunca fazemos uma atividade isolada, sempre usamos perto de 100% dele.

  1. Lado direito e lado esquerdo

O lado direito do cérebro coordena a linguagem; já o direito coordena a percepção de emoções. Mas todas passam pelos dois hemisférios, que trabalham em conjunto. Não há base científica para desenvolver um lado específico nem indícios de que tal prática seja benéfica.

  1. É preciso aprender línguas bem cedo.

Já ouviu aquela história de que algumas coisas só se aprendem até os 12 anos? Na verdade, o cérebro está sempre se modificando. É verdade que a infância é favorável para a aprendizagem da gramática de uma nova língua, mas os adultos armazenam um vocabulário mais rico.

  1. Crianças não aprendem duas línguas ao mesmo tempo

Há espaço no cérebro para o aprendizado de dois idiomas simultaneamente – e isso só faz bem. Na Alemanha, um estudo com crianças turcas aprendendo o alemão mostrou que elas melhoravam na escrita das duas línguas.

  1. O mito da Ginástica cerebral

Videogames que garantem melhorar a memória ou exercícios físicos que prometem maior atenção dos alunos ao massagearem regiões específicas do corpo são a extrapolação de algumas pesquisas, mas nada muito confiável. Sabe-se apenas que a atividade física melhora o metabolismo do corpo, inclusive do cérebro, mas não se sabe exatamente em qual medida.

A ciência diz que…

  1. Os adolescentes acordam mais tarde que as crianças. Estar desperto ajuda muito no aprendizado.
  2. Aprender é um processo fisiológico e envolve o bom funcionamento de todo o organismo.
  3. A atenção da criança dificilmente se mantém por mais que os primeiros 10 minutos da aula.
  4. Muitas avaliações sobre muito conteúdo num curto espaço do tempo dificultam a memorização.
  5. Emoção e cognição não caminham separadas.

FONTES:

Guia dos pais

Portal do Mec

Super Interessante

Catherine Snow Professora da Academia de Harvard

 

Educação tecnológica e sua importância para os alunos

Não podemos negar que a atual geração de estudantes já nasceu conectada. Por este motivo a educação tecnológica vem sendo um grande diferencial na grade escolar. Mais do que as matérias básicas como matemática e português, os alunos estão interessados em aprender coisas que possam servir no seu cotidiano, por que não usar a tecnologia para mostrar que todas as matérias podem ser empregadas no dia a dia e trazer um diferencial, destacando-os?

A realidade é que o mundo online, seja através de computadores, smartpones ou tablets, faz parte do dia a dia dos estudantes e eles utilizarão com ou sem permissão. No entanto, os professores e orientadores podem dar um passo a frente e utilizar o mundo online para se aproximarem e criar vinculo ao invés de ”combaterem” os aparelhos dentro da sala de aula.

Existem aplicativos que permitem o uso de metodologias educacionais para trabalhar o engajamento e o interesse de forma que as informações da matéria não se torne maçante e desanime o estudante.

Mas como utilizar as tecnologias para melhorar o desenvolvimento das atividades em sala de aula? Como isso pode aprimorar a aprendizagem dos alunos?

Pesquisas científicas já confirmaram que a utilização de tecnologia facilita a aprendizagem escolar. As ferramentas tecnológicas, além de auxiliar o professor nas atividades realizadas em sala de aula, estimulam os alunos a buscarem novos conhecimentos e se socializarem com os recursos e colegas.

A educação tecnológica pode transformar assuntos mais complicados em algo útil e simples, apenas acessando, por exemplo, páginas que exemplificam o que está sendo ensinado. A absorção das novas tecnologias nas aulas poderá, ainda, aumentar a participação, a criatividade e a proatividade.

Além disso, ao ensinar como e quando estes recursos devem ser utilizados, além de monitorar os momentos em que serão empregados em sala, o professor pode direcionar a capacidade dos estudantes de usar os aparelhos eletrônicos em seu próprio benefício, reduzindo seu uso inadequado e aumentando a habilidade em lidar corretamente com eles.

Com a aplicação consciente da tecnologia na escola, é possível, por exemplo:

– Combater o cyberbullying e outras formas de preconceito;

– Reduzir a distração causada pelos smartphones e aparelhos mobile;

– Equilibrar o tempo que os estudantes dedicam aos jogos eletrônicos, aos estudos e à prática de atividade física;

– Orientar pesquisa em fontes on e offline confiáveis, aumentando o senso crítico dos alunos

O ensino híbrido, que combina a educação tradicional e o uso da tecnologia para conquistar a personalização do ensino, também pode ajudar a conciliar a utilização de ferramentas digitais com a atenção em aulas presenciais, assim como o uso de livros didáticos físicos, por exemplo.

Qualquer que seja a metodologia adotada pela escola e professores, é importante que, durante a transição pela qual passarão para implementar o uso da tecnologia, haja processos claros entre os profissionais e os alunos, bem como o diálogo constante para lidar com obstáculos e dificuldades.

Aos poucos, com horários e expectativas bem definidos em relação à utilização das novas ferramentas, será possível educar docentes e discentes para que todos se beneficiem e aprendam a usar a tecnologia a seu favor, sem se tornarem dependentes dela.

 

Conheça algumas profissões do futuro

Se observarmos a partir de uma perspectiva global, a mudança nos mercados de trabalho tem sido conduzida por influências interconectadas.

Rápidos avanços e inovações tecnológicas, organizacionais e de mercado e a sua difusão mundial, o aumento do comércio e dos investimentos diretos no exterior, a intensificação da concorrência nos mercados internacionais e as alterações climáticas, além da necessidade de melhorar a gestão da energia e o problema dos resíduos, tem o potencial de desencadear transformações importantes nos sistemas econômicos em todas as regiões do mundo. Enquanto algumas profissões seguem beirando a extinção, outras estão em puro movimento de ascensão e seguem ganhando espaço no mercado de trabalho, mostrando que estamos em constante mudança e transformação.

Pensando em toda transformação que está acontecendo há algum tempo, resolvemos trazer algumas profissões do futuro.

É importante esclarecer que as Profissões do futuro são ocupações profissionais sobre as quais existe uma tendência de grande valorização nos próximos anos e décadas.

Isso porque se espera que as atividades desenvolvidas pelos profissionais do futuro se tornem mais importantes dentro das empresas nas quais o posto já existe.

Ou porque surgirão novas empresas com demandas para essas atividades.

Seja qual for o motivo, quando a tendência se confirma, a procura pelos profissionais capacitados a exercer aquela função aumenta.

– Advogado especialista em proteção de dados

– Analista de big data

– Analista de comunicação com máquinas

– Analista de ética

– Arquiteto especializado em projetar home office

– Atendente virtual de pacientes

– Bioinformacionista

– Cientista de dados

– Conselheiro de tecnologia na área da saúde

– Consultor de agricultura urbana

– Consultor de aposentadoria

– Consultor de entretenimento pessoal

– Consultor espiritual

– Consultor financeiro de criptomoeda

– Controlador de dados de estradas

– Corretor de seguros de dados

– Curador de dados pessoais

– Designer Instrucional

– Designer de realidade aumentada

– Detetive de dados

– Diretor de cloud computing

– Diretor de relacionamento

– Diretor de user experience

– Engenheiro de energias renováveis

– Engenheiro de inteligência artificial

– Engenheiro de mobilidade

– Engenheiro de wearables

– Facilitador de TI

– Facilitador de treinamentos

– Geneticista

– Gerente de showroom

– Gestor de edge computing

– Gestor de IA para smartcities

– Gestor de inovação

– Gestor de qualidade de vida

– Gestor de resíduos

– Gestor de sustentabilidade

– Hacker de segurança

– Perito forense virtual

– Policial virtual

– Programador de automação de marketing

– Programador de machine learning

– Responsável pela memória virtual

– Técnico em TI hospitalar

– Terapeuta de saúde mental

FONTES:

Artigo: Profissões do Futuro: o que são, principais e áreas em alta

Artigo:  21 possíveis profissões do futuro

Artigo: O mercado de trabalho no futuro – uma discussão sobre profissões inovadoras, empreendedorismo e tendências para 2020

(Challenger, 2005; Paterson, 2002).

Leituras que caem no vestibular

Apesar destes livros terem sido escritos há um bom tempo, eles permanecem com discussões bem contemporâneas, representando as emoções dos personagens e os conflitos sociais e políticos que persistem hoje em dia.

Além disso, os clássicos serviram de inspiração para novas obras, como o filme do Rei Leão, baseado em Hamlet, de Shakespeare, O diário de Bridget Jones, inspirado no livro Orgulho e preconceito, da Jane Austen, escrito há mais de 200 anos.

Mais do que aprimorar a leitura e a escrita, o que é extremamente importante e conta muito para ter facilidade no vestibular, principalmente com a interpretação de texto dos enunciados, ler estes livros ajuda a refletir, filosofar, criar e recriar novas histórias, filmes, peças e a mostrar que certos problemas ainda persistem e precisam de solução.

Então seja de exatas ou de humanas, confira os livros que caem no vestibular (ou vestibulares) que prestará e mergulhe nas leituras, ainda da tempo!

FGV

Fundação Getulio Vargas

 Administração Pública e de Empresas (EAESP)

 Memórias de um sargento de milícias – Manuel Antônio de Almeida

Iracema – José de Alencar

Memórias póstumas de Brás Cubas – Machado de Assis

O cortiço – Aluísio Azevedo

Capitães da Areia – Jorge Amado

Vidas secas – Graciliano Ramos

“A hora e vez de Augusto Matraga” (do livro Saragana) – João Guimarães Rosa

Claro enigma – Carlos Drummond de Andrade

Morte e vida severina – João Cabral de Melo Neto

A hora da estrela – Clarice Lispector

Direito (Direito GV)

 Memórias de um sargento de milícias – Manuel Antônio de Almeida

Memórias póstumas de Brás Cubas – Machado de Assis

O cortiço – Aluísio Azevedo

A relíquia – Eça de Queiróz

Vidas secas – Graciliano Ramos

O bem-amado – Dias Gomes

Claro enigma – Carlos Drummond de Andrade

Metamorfose – Franz Kafka

O estrangeiro – Albert Camus

Barroco tropical – José Eduardo Agualusa

A Vida de Galileu – Bertolt Brecht

1984 – George Orwell

Fuvest

Vestibular da Universidade de São Paulo (USP)

Poemas Escolhidos – Gregório de Matos

Quincas Borba – Machado de Assis

Claro Enigma – Carlos Drummond de Andrade

Angústia – Graciliano Ramos

A Relíquia – Eça de Queirós

Mayombe – Pepetela

Sagarana – Guimarães Rosa

O Cortiço – Aluísio Azevedo

Minha Vida de Menina – Helena Morley

Unicamp

Universidade Estadual de Campinas

Poesia:

Luís de Camões, Sonetos. Acesse aqui a lista com os sonetos selecionados pela Comvest. (Domínio público);

Racionais Mc’s, Sobrevivendo no inferno.

Ana Cristina Cesar, A teus pés.

Contos:

Guimarães Rosa, A hora e a vez de Augusto Matraga, do livro Sagarana.

Machado de Assis, O espelho. (Domínio público);

Teatro:

Dias Gomes, O bem amado.

Romance:

Júlia Lopes de Almeida,  A falência (Livro em domínio público)

Érico Veríssimo, Caminhos Cruzados (Livro distribuído pelo governo federal no PNBE).

José Saramago, História do Cerco de Lisboa.

Diário:

Carolina Maria de Jesus, Quarto de despejo (Livro distribuído pelo governo federal no PNBE).

Crônica:

Nelson Rodrigues, A cabra vadia.

Sermões:

Antonio Vieira

(1) Sermão de Quarta-feira de Cinza – Ano de 1672;

(2) Sermão de Quarta-feira de Cinza – Ano de 1673, aos 15 de fevereiro, dia da trasladação do mesmo Santo;

(3) Sermão de Quarta-feira de Cinza – Para a Capela Real, que se não pregou por enfermidade do autor.

Udesc

Universidade do Estado de Santa Catarina

O conto da mulher brasileira – Edla van Steen

Cemitério dos Vivos – Lima Barreto

Memórias Póstumas de Brás Cubas – Machado de Assis

Melhores Poemas – Paulo Leminski

Os milagres do cão Jerônimo – Péricles Prade

UEPG

Universidade Estadual de Ponta Grossa

Vidas Secas (Graciliano Ramos)

Obra completa (Murilo Rubião)

Vestido de Noiva (Nelson Rodrigues)

Toda Poesia (Paulo Leminski)

Quarto de despejo: diário deu uma favelada (Carolina Maria de Jesus)

UERJ

Universidade do Estado do Rio de Janeiro

1º Exame de Qualificação:

› Data prevista para a prova: 9 de junho de 2019

› Livro: Hora de alimentar serpentes, de Marina Colasanti

2º Exame de Qualificação:

› Data prevista para a prova: 15 de setembro de 2019

› Livro: Gota D’Água, de Chico Buarque e Paulo Pontes

Exame Discursivo:

› Data prevista para a prova: 1º de dezembro de 2019

› Livro Redação: Vidas Secas, de Graciliano Ramos

› Livro Língua Portuguesa e Literaturas:

Antes de Nascer o Mundo, de Mia Couto

UFLA

Universidade Federal de Lavras

1ª etapa PAS (2020-2022)

Marília de Dirceu – Tomás Antônio Gonzaga

Poemas escolhidos de Gregório de Matos – seleção e prefácio de José Miguel Wisnik

2ª etapa PAS (2019-2021)

Inocência – Visconde de Taunay (Editora L&PM);

Crônicas escolhidas, Machado de Assis – organização, introdução e notas de John Gledson

Gonçalves Dias, Melhores Poemas – seleção de José Carlos Garbuglio

UFPR

Universidade Federal do Paraná

O Uraguai – Basílio da Gama

Últimos Cantos – Gonçalves Dias

Casa de Pensão – Aluísio de Azevedo

Clara dos Anjos – Lima Barreto

Sagarana – Guimarães Rosa

Morte e Vida Severina – João Cabral de Melo Neto

Nove Noites – Bernardo Carvalho

Relato de um certo oriente – Miltom Hatoum

UFRGS

Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Bagagem – Adélia Prado

São Bernardo – Graciliano Ramos

As Meninas – Lygia Fagundes Telles

Feliz Ano Velho – Marcelo Rubens Paiva

Papéis Avulsos – Machado de Assis

Úrsula – Maria Firmina dos Reis

Hamlet – William Shakespeare

A máquina de fazer espanhóis – Valter Hugo Mãe

Quarto de despejo: diário de uma favelada – Carolina Maria de Jesus

Diário da Queda – Michel Laub

Álbum/Disco Elis & Tom [1974]

Poemas de Florbela Espanca (Poemas: 1. Fanatismo; 2. Horas rubras; 3. Eu; 4. Vaidade; 5. Lágrimas ocultas; 6. A minha dor; 7. Suavidade; 8. Se tu viesses ver-me; 9. Ser poeta; 10. Fumo; 11. Frêmito do meu corpo; 12. Realidade; 13. Súplica; 14. Doce certeza; 15. Quem sabe?!…; 16. A Mulher I; 17. A Mulher II; 18. Amiga; 19. Ódio; 20. Amar!; 21. O maior bem; 22. Neurastenia)

Unimontes

Universidade Estadual de Montes Claros

PAES 2019

1ª etapa

  1. Ubirajara, José de Alencar (romance)
  2. História da Província de Santa Cruz – Pero de Magalhães Gândavo (crônica)
  3. O Guarani, Norma Benguell (filme)
  4. Desembarque de Cabral, Oscar Pereira da Silva (pintura)
  5. Seleção de Obras Poéticas, Gregório de Matos (poesia)

2ª etapa

  1. Dom Casmurro, Machado de Assis (romance)
  2. São Bernardo, Graciliano Ramos (romance)
  3. Lira dos vinte anos, Álvares de Azevedo (poesia)
  4. Faltando um pedaço, Djavan (música)
  5. Arrufos, Belmiro de Almeida (pintura)

3ª etapa

  1. O mulo, Darcy Ribeiro (romance)
  2. A teus pés, Ana Cristina César (poesia)
  3. Tecnopoesia, Antônio Miranda (site)
  4. Cadernos Negros (contos)
  5. Priapo de ébano, Amelina Chaves (contos)

UFRR

Universidade Federal de Roraima

 

Etapa 1

O Homem de Barlovento – Bruno Cláudio Garmatz

Urihi: nossa terra, nossa floresta – Devair Fiorotti

Etapa 2

Vidas Secas – Graciliano Ramos

Etapa 3/ Prova Integral

Macunaíma: o herói sem nenhum caráter – Mário de Andrade

O Homem de Barlovento – Bruno Cláudio Garmatz

Urihi: nossa terra, nossa floresta – Devair Fiorotti

Vidas Secas – Graciliano Ramos

Cásper Líbero

Faculdade Cásper Líbero

QUincas Borba – Machado de Assis

Sagarana – Guimarães Rosa

Minha Vida de Menina – Helena Morley

Unicentro

Universidade Estadual do Centro-Oeste

Lucíola – José de Alencar

Bom Crioulo – Adolfo Caminha

Quarenta Dias –  Maria Valéria Rezende

Esaú e Jacó – Machado de Assis

O Rei da Vela – Oswald de Andrade

Memorial do Convento –  José Saramago

Olhos D’água – Conceição Evaristo

Tempos de Menino –  Domingos Pellegrini

Quarto de Despejo – Carolina Maria de Jesus

Claro Enigma –  Carlos Drummond de Andrade

UFVJM

Universidade Federal do Vale do Jequitinhonha e Mucuri

SASI 2019 – 1ª etapa

Noites na taverna – Álvares de Azevedo (contos)

Caramuru: a invenção do Brasil – Guel Arraes (filme)

Dois – Legião Urbana (álbum musical)

SASI 2019 – 2ª etapa

O beijo no asfalto – Nelson Rodrigues (teatro)

Xica da Silva – Carlos Diegues (filme)

Noel por Noel – Noel Rosa (álbum musical)06

9 Filmes com Lições de Vida: Opções para você e seus filhos podem assistir

Grande aliado da educação, o cinema ajuda a perceber na prática como as ideias podem se transformar em ações. No universo infantil, as animações são opções que podem oferecer lições valiosas sobre todos os aspectos da vida, principalmente o emocional.

Como é bastante comum que os adultos também sejam atraídos pelos desenhos, a diversão pode se tornar uma oportunidade para a família se reunir, pensar e discutir temas importantes que afetarão o futuro de todos. A educação dos filhos é algo indelegável: a transmissão de valores às nossas crianças e adolescentes devem estar sempre como uma prioridade na família.

Pensando nisso, selecionamos para você e sua família 9 filmes que transmitem valores essenciais para uma vida saudável.

1- Zootopia: essa cidade é o bicho

Uma fábula no sentido mais estrito do termo, essa animação da Disney Animation Studios apresenta uma cidade repleta de animais que vivem segundo regras de convivência, ocupando seus bairros-habitat. A protagonista Judy entra para a Polícia, mas não consegue ir além do cargo de guarda de trânsito por ser uma coelha e, assim, o filme abre seu leque de discussões que tratam de preconceito, corrupção, violência e outros problemas enfrentados em cidades mundo afora. Com determinação, ela consegue investigar um grande caso, mas percebe que a sociedade é muito mais complexa do que se imagina. O longa de 2016 é uma metáfora interessante, que pode suscitar discussões frutíferas entre os mais jovens e os mais velhos.

Sinopse: Em uma cidade de animais, uma raposa falante se torna uma fugitiva ao ser acusada de um crime que não cometeu. O principal policial do local, o incontestável coelho, sai em sua busca.

2- Extraordinário (2017)

Extraordinário conta a história de Auggie Pullman, um garoto de 10 anos que nasceu com uma deformação facial e que, após 27 cirurgias, vai finalmente frequentar uma escola regular e lidar com todas as situações difíceis e possíveis para uma criança. É um filme lindo, tocante, que aborda um tema muito importante que é a inclusão e a beleza de ser diferente. Além de atentar também para as relações familiares em geral, o filme aborda sobre comportamentos em sociedade. Acho um longa essencial pra toda família assistir! Ele destaca assuntos que precisam ser abordados na atualidade. Impossível não se emocionar e se apaixonar pelo protagonista.

Sinopse: Auggie Pullman é um garoto que nasceu com uma deformidade facial, o que fez com que passasse por 27 cirurgias plásticas. Aos 10 anos, ele irá frequentar uma escola regular, como qualquer outra criança, pela primeira vez. No quinto ano, ele precisa se esforçar para conseguir se encaixar em sua nova realidade.

 

3- Alice no País das Maravilhas

Alice no País das Maravilhas, seja uma das adaptações em filme ou em desenho, passa a mensagem do autoconhecimento. Ela, como uma menina curiosa, segue o coelho branco e acaba caindo em sua toca, chegando ao País das Maravilhas. Levada pela curiosidade, aprendemos com Alice que a curiosidade é sempre bem vinda, desde que saibamos lidar com ela, afinal ela observa e vive momentos e situações diferentes que pedem expansão para poder lidar. Incentivar as crianças a serem curiosas é extremamente importante, mas devemos lembrar de que lidar com o desconhecido pode gerar medo, a princípio, e um apoio para passar por estes momentos é sempre bem vindo. Escolha uma das adaptações e entre no País das Maravilhas com as crianças!

Sinopse: O filme conta a história de Alice, uma menina que persegue um coelho branco de colete e relógio de bolso, até uma toca. Ela cai e chega a um lugar muito esquisito, o País das Maravilhas. Lá ela encontra diversos animais e plantas que falam, um chapeleiro maluco, um gato que pode desaparecer, animais misturados com objetos, um feriado chamado “desaniversário”, cartas de baralho que possuem vida, uma Rainha tirana que manda cortar as cabeças, além de muita confusão.

 

4- Ratatouille

Uma grande lição que este filme nos transmite é que somos capazes de buscar nossos objetivos , mesmo que surjam empecilhos, críticas (que podemos usar como trampolim para estarmos em constante melhora), preconceitos e decepções qe existem durante a trajetória. Tudo é válido quando percebemos nos obstáclos um ensinamento e, acima de tudo, o valor de amar tudo o que temos e somos.

Sinopse: Remy reside em Paris e possui um sofisticado paladar. Seu sonho é se tornar um chef de cozinha e desfrutar as diversas obras da arte culinária. O único problema é que ele é um rato. Quando se acha dentro de um dos restaurantes mais finos de Paris, Remy decide transformar seu sonho em realidade.

5- Lilo & Stitch

Esse longa-metragem causou sensação quando foi lançado. Filmado no Havaí, com música de fundo de Elvis Presley  e com personagens cativantes, conseguiu ser candidato ao Oscar na categoria de melhor filme animado em 2002.

Os valores fundamentais que são mostrados nesse filme são a importância da família, a autoestima e o valor. Se você quer que seus filhos aprendam uma lição de vida enquanto se divertem, a história de amizade entre Lilo e Stitch deve estar entre as suas seleções.

Esse longa metragem também nos deixa uma mensagem muito valiosa: todos nós podemos mudar. As pessoas são como são devido às circunstâncias que viveram. O caráter se modifica com o passar do tempo, com as experiências e conforme vamos amadurecendo. Por esse motivo não devemos julgar à primeira vista.

Sinopse:  Lilo é uma garota que adora cuidar de animais menos favorecidos. Lilo tem o costume de coletar lixo reciclável nas praias para, com o dinheiro recebido, comprar comida para peixes. Até que, em um belo dia, ela encontra um cachorro e decide adotá-lo. Entretanto, este cachorro na verdade é Stitch, um ser alienígena que é um dos criminosos mais perigosos da galáxia. Agora, Stitch esconde quatro de suas seis pernas e decide se fazer passar por um cachorro comum, ficando amigo de Lilo.

6- Valente

Valente trás uma história emocionante de autoconhecimento, compaixão, bravura e determinação. Além disso, mostra a evolução no relacionamento inicialmente conturbado entre mãe e filha (muito comum hoje em dia). Este filme pode trazer ensinamentos significativos tanto para o adulto quanto para a criança. Ouvir é sempre a melhor maneira de encontrar soluções e evitar que as crianças cresçam e tornem-se adolescentes distantes e com pré disposição a resolver conflitos com violência.

Ao final da história, mãe e filha vêem que a diferença faz parte da vida e que mesmo tendo pensamentos divergentes, elas se amam e isso é o mais importante. E o rei, pai de Merida, vê que a filha pode ser uma guerreira, mesmo sendo mulher e o suceder na luta pela proteção do reino.

Sinopse: A princesa Merida deve seguir os costumes do seu reino e tomar-se rainha ao lado do cavalheiro que conseguir a sua mão durante um torneio de arco e flecha. Mas Merida está determinada a trilhar o seu próprio caminho e desafia a tradição ancestral.

7- Divertidamente

Divertidamente é uma animação da Disney que aborda o tema da inteligência emocional de forma simples e didática. Ao tratar sobre emoções tão diretamente, se tornou uma referência no assunto, capaz de inspirar tanto famílias quanto educadores.

Neste filme, podemos transmitir para as crianças que todas as emoções importam, as mudanças são inevitáveis e que é muito importante se expressar. Aos pais, devemos lembrar que as pequenas crises das idades devem ser encaminhadas com tranquilidade e amor, afinal, elas levam as crianças ao autoconhecimento, tendo em vista que a cada momento elas se deparam com algo desconhecido.

Sinopse: Com a mudança para uma nova cidade, as emoções de Riley, que tem apenas 11 anos de idade, ficam extremamente agitadas. Uma confusão na sala de controle do seu cérebro deixa a Alegria e a Tristeza de fora, afetando a vida de Riley radicalmente.

 

8- A Invenção de Hugo Cabret

A adaptação do livro homônimo mostra um órfão (Butterfield) que vive escondido numa estação de trem de Paris e tem apoio de uma amiga para desvendar um mistério que envolve um robô herdado do pai. Este filme retrata muito bem a importância da amizade em todos os momentos.

Sinopse: Hugo é um garoto de 12 anos que vive numa estação de trem em Paris no começo do século 20. Seu pai, um relojoeiro que trabalha em um museu, morre pouco depois de mostrar a Hugo a sua última descoberta: um androide. Hugo faz amizade com uma jovem que tem uma chave que cabe no fecho existente no robô. É o início de uma surpreendente aventura.

 

9- As Crônicas de Nárnia

As Crônicas de Nárnia transmite ensinamentos maravilhosos sobre a bondade, lealdade e confiança em si e naqueles que amamos. Sempre teremos uma escolha, não importa quão difícil pareça, encare os desafios e colha os frutos da honestidade.

Sinopse: Durante os bombardeios da Segunda Guerra Mundial de Londres, quatro irmãos ingleses são enviados para uma casa de campo onde eles estarão seguros. Um dia, Lucy encontra um guarda-roupa que a transporta para um mundo mágico chamado Nárnia. Depois de voltar, ela logo volta a Nárnia com seus irmãos, Peter e Edmund, e sua irmã, Susan. Lá eles se juntam ao leão mágico, Aslan, na luta contra a Feiticeira Branca.

FONTES:

AdoroCinema

Artigo – lições que os filmes infantis nos ensinaram sobre a vida real

Artigo – 11 filmes inspiradores (e com lições de vida incríveis!) para ver já

Artigo – 7 filmes infantis e suas lições de vida

Superproteção: Como Pode Afetar os Filhos na Educação

A aprendizagem não apenas durante a infância, mas também na vida adulta ocorre por “tentativa e erro”, por meio de experiências e também de regras e limites externos, por isso a criança precisa realizar e assumir, desde cedo, pequenas responsabilidades e pequena tarefas no seu dia a dia. Claro que estas tarefas devem transmitir leveza e mostrar que não há problema algum em realizá-la, caso contrário esta informação poderá gerar o efeito oposto, o que demandaria mais trabalho para reverter.

Quando há superproteção, há um cuidado exagerado dos pais e, na raiz desse comportamento, o desejo de que o filho não sofra, não seja submetido a qualquer esforço ou exponha-se a risco algum. Por medo, ansiedade, impaciência, egoísmo e até projeção da própria infância sobre a criança, muitos pais a colocam em uma redoma e impedem o seu livre caminhar.

Mas quando isso acontece?

Para deixar claro, existem muitos pais extremamente protetores que não fazem ideia que reproduz este comportamento com o(a) filho(a), pelo contrário, acreditam que estão certos. A superproteção aparece quando fazemos tudo para os filhos, mesmo que ele já tenha condição de fazer por conta própria.Basta que a criança de indício de alguma vontade para entrarmos em ação e resolver o ”problema” antes que ele surja. Dessa forma, a criança não exerce contato com os conflitos diários, pois ela é blindada de qualquer tipo de interação que, ao contrário do que os pais pensam, geraria expansão cognitiva, social, emocional e até motora.

A tentativa de superproteger o filho não é garantia de que está sendo oferecido o melhor para ele. Ao contrário, a criança superprotegida, na maioria das vezes, é dependente e passiva, socialmente tímida e emocionalmente imatura.

O sentimento de incompetência que se instala retarda seu amadurecimento, limitando a capacidade de lidar com frustrações. Tendo sido sempre alvo de constante atenção, sem o apoio e presença dos pais, mostra-se despreparada para lidar com as mais simples situações de vida.

Superproteger é impedir a criança de experimentar realizações. É dizer, numa linguagem não verbal: “não confio em sua capacidade”. Cuidado e proteção são indispensáveis. A criança protegida sente-se amada e desenvolve segurança, auto-confiança e auto-estima positiva, condições essenciais para a autonomia.

Uma pesquisa da Universidade de Warwick, nos Estados Unidos, aponta que o comportamento dos pais tem influência direta nas atitudes dos filhos. Dados coletados por 70 estudos diferentes, envolvendo mais de 200 mil crianças, mostram que a forma como os pais conduzem a educação pode aumentar as chances da criança sofrer e também praticar bullying.

“Tal constatação deixa claro que o bullying não é um problema apenas das escolas. Os pais têm um papel muito importante nessa questão e devem ser alertados e encorajados a adotarem práticas positivas na condução do ambiente familiar“, afirma Lidia Weber.

Baseando-nos nas informações disponibilizadas acima, podemos concluir que a educação tanto didática quando social é afetada diretamente por mudanças de comportamento e emocional instável. Nada de bom resulta de uma criação que priva a criança de interagir e trabalhar em grupo. Lidar com as diferentes opiniões trás uma expansão indispensável para que a criança se torne um adulto bem resolvido, além de criar empatia para com o outro.

Disponibilizaremos abaixo outros pontos que afetam todas as áreas da educação e também são gerados pela Superproteção:

Atraso no desenvolvimento

Algumas atitudes, aparentemente inofensivas, prejudicam sem percebermos. Por exemplo, ao levar a criança ao banheiro antes mesmo de ela sinalizar essa necessidade, pode fazer com que ela encontre dificuldades de identificar suas próprias necessidades fisiológicas.

Outra questão é quando fazemos para os filhos as tarefas que eles já têm a capacidade de fazerem sozinhos (comer, tomar banho, se vestir). Falamos sobre isso no começo deste artigo, lembra?

Quando isso acontece, acabamos impedindo que eles treinem algumas habilidades, desfavorecendo o desenvolvimento da maturidade e da independência.

Quando tentamos auxiliar, antecipando o que vai acontecer, tiramos a possibilidade de a criança aprender com os próprios erros.

Consequentemente dificultamos a aprendizagem, que vem da percepção das consequências positivas e negativas das próprias ações, além de contrair a capacidade criativa

É certo que os pais não querem que os filhos sofram. Porém, facilidade nem sempre é sinônimo de felicidade.

Se não deixarmos que as crianças enfrentem alguns desafios agora, como farão com os desafios que vão se impor no futuro?

Se eles não puderem lutar pelo que querem, como vão se sentir vitoriosos diante de uma conquista, corajosos e confiantes para seguir adiante, desbravando o mundo?

Isolamento social

O excesso de proteção pode aprisionar. Algumas atitudes controladoras podem virar uma obsessão, sufocando e prejudicando o amadurecimento.

Acostumadas a sempre terem a proteção de um adulto, até mesmo dormir sozinhas pode se tornar amedrontador. Esse sentimento constante de alerta aumenta o estresse e a ansiedade nos filhos.

Quando impedimos os filhos de participar de atividades sociais, como os passeios escolares, estamos comunicando que o mundo é perigoso, que a criança não está segura longe de nós e, assim, transmitimos a eles nossos próprios medos. Isso pode gerar insegurança e dificuldades de socialização.

Dessa forma, é importante prestar atenção a esse tipo de conduta com crianças e jovens, pois na busca da individualidade e independência, muitos acabam se rebelando e se afastando da família. Outros acabam se refugiando nos mundos alternativos, como os videogames e a internet, uma realidade que vem crescendo a cada dia. Pais, fiquem atentos!!!

 

Impaciência

Quando os pais não permitem que seus filhos façam as coisas por conta própria, eles não entendem o valor do trabalho. Para essas crianças, basta pedir o que quiserem que elas vão conseguir.

Esse tipo de atitude promove a falta de empatia e a malcriação. Além disso, é manifestada, por exemplo, em forma de lágrimas e birra.

Dificuldade de lidar com frustrações

Ao superproteger, criamos os filhos em uma “bolha”, apresentando a eles uma visão distorcida da realidade.

Acostumados a receber de tudo, acabam tendo dificuldades de compreender que, na vida, muitas coisas estão além do nosso controle e que muitas conquistas exigem esforço e dedicação.

O fato é, acabamos tentando evitar frustrações no agora deixando que eles tenham frustrações no futuro, sem terem desenvolvido uma maturidade emocional para lidar com elas.

Além disso, ao crescerem achando que a função das pessoas ao redor é a de fazerem suas vontades, acabam culpando os outros pelos próprios problemas. Com isso, torna-se difícil que eles percebam seus erros e procurem fazer algo para melhorarem.

Portanto, reflita sempre sobre as suas atitudes na educação dos seus filhos, buscando um equilíbrio entre a proteção e o desenvolvimento de sua autonomia.

Deixe que eles aprendam com suas próprias experiências, para conseguirem lidar com os desafios desse nosso mundo.

Assim, poderá ajuda-los a serem pessoas confiantes e mais felizes e satisfeitas com si mesmas.

 

Baixa autoestima

A autoestima é algo que as crianças desenvolvem quando se colocam à prova ao enfrentar dificuldades, sejam elas superadas ou não.

Se nunca tiverem a oportunidade de fazer isso, devido a uma criação protetora, então elas não vão ser capazes de adquirir autoconfiança.

Essa qualidade sempre estará em declínio se os pais não permitirem que a criança se desenvolva. Quando isso acontece, o jovem não conhece suas habilidades nem desenvolve a coragem para enfrentar os problemas da vida cotidiana.

 

Desenvolvem medo e insegurança

Pais e mães que se excedem na proteção de seus filhos por medo de que algo ruim aconteça com eles, transmitem medo e insegurança.

Ao não saber como navegar pelo mundo, os filhos começam a ver tudo como uma ameaça e desenvolvem até mesmo fobia social, gerando o isolamento social que falamos acima. Ao dar aos nossos filhos uma criação super protetora, conseguimos torná-los pessoas inseguras.

Ao contrário do que foi dito acima, é necessário dar a eles a oportunidade de perceberem por si mesmos que são capazes de conseguir aquilo a que se propuserem.

Limita a aprendizagem

Afinal, este é o objetivo deste artigo, demonstrar como a superproteção limita e interfere a aprendizagem da criança. A aprendizagem é obtida experimentando e cometendo erros. Desde a infância, as crianças começam a cometer erros e a alcançar conquistas e fracassos.

É nesse momento que as técnicas para resolver as dificuldades do dia a dia devem ser ensinadas, para que dessa forma, no futuro, elas se tornem adultos responsáveis.

Problemas comportamentais

A falta de autoestima gerada pelo cuidado excessivo pode levar a problemas comportamentais nas próximas etapas de suas vidas.

Esses problemas podem aparecer na hora de socializar com os seus pares ou durante as aulas. Inclusive, podem até mesmo afetar o desempenho escolar.

 

Não conhecem a responsabilidade

Desde pequenos, devemos atribuir responsabilidades aos nossos filhos. Nem sempre é preciso ajudá-los em suas tarefas diárias, tais como organizar os brinquedos e arrumar a cama, ou dispensá-los de suas falhas e erros.

Isso porque, agindo dessa forma, gradualmente descartaríamos o conceito de responsabilidade diante deles.

As crianças devem ser ensinadas desde pequenas que a disciplina faz parte da vida e auxilia na resolução de imprevistos com mais facilidade, por exemplo. Assim, elas vão saber que, para conviver em casa e na sociedade, devemos ser responsáveis com nossas ações. Com isso, vamos formar bons homens e mulheres para o futuro.

Finalmente, é importante lembrar que, não importa quanto amor seja oferecido aos filhos, é impossível evitar que corram riscos e tenham fracassos e sofrimento.

Certamente, na vida, há muitas batalhas a serem travadas. Então, principalmente por isso é que devemos prepará-los para que consigam superar qualquer obstáculo. Para isso, é necessário evitar os perigos da superproteção a todo custo.

FONTES:

A falta de limites na educação dos filhos e a síndrome do imperador

Superproteção e negligência: extremos na educação dos filhos causam prejuízos permanentes

A superproteção na educação de seu filho

Superproteção pode gerar transtornos irreparáveis às crianças

Superproteção prejudica a educação dos seus filhos