Quebra Cabeça na Educação Infantil

Em um mundo onde vídeo games, tablets e celulares tomam conta das horas disponíveis, o quebra cabeça, assim como outros jogos lúdicos foi deixado de lado. Contudo, sua relevância para o desenvolvimento da criança continua a mesma. A importância do quebra-cabeça é reconhecida pelos inúmeros benefícios que ele traz para quem o pratica, já que ele estimula o cérebro, é bom para a memória e pode ser usado em escolas, especialmente na educação infantil, podendo ser usado até para se comunicar mais facilmente com crianças que algum tipo de deficiência psicomotora. Vale a pena incluir o quebra-cabeça na rotina de atividades!

Segundo Oliveira (2000), o brincar não significa apenas recrear, é muito mais, sendo uma das formas mais complexas que a criança tem de comunicar-se consigo mesma e com o mundo, ou seja, o desenvolvimento acontece através de trocas que se estabelecem durante toda sua vida. Ainda o autor coloca que através do brincar, a criança pode desenvolver capacidades importantes como a atenção, a memória, a imitação, a imaginação, propiciando à criança o desenvolvimento de áreas da personalidade como afetividade, motricidade, inteligência, sociabilidade e criatividade.

Além disso, o brincar, para a criança, é a representação de seu cotidiano. Através dela, a criança pode expressar a criatividade, sentimentos e descobertas sobre si mesma, o outro e o meio ambiente. Ainda segundo o autor a curiosidade e agitação naturais entre as crianças fazem do movimento um estímulo para o seu crescimento biológico, intelectual e emocional.

Para facilitar a prática desta atividade tão divertida com as crianças, vamos listar alguns benefícios de incluir de forma regular no dia a dia a brincadeira com quebra cabeças:

(Lembrando que o quebra cabeça pode e deve ser utilizado em todas as idades com dinâmicas diferentes e níveis de dificuldade também!)

1- Quebra-cabeça estimula o cérebro

A primeira grande contribuição do quebra-cabeça é a nível intelectual, já que o quebra-cabeça estimula o cérebro. Por isso, o desenvolvimento das habilidades cognitivas é um grande benefício.

A atividade tem reflexos diretos na capacidade da criança em resolver problemas, aumentando o raciocínio e melhorando as suas habilidades. É possível estimular o conhecimento dos números, das cores, das figuras, dos mapas, do espaço, do trânsito e inúmeros outros campos do conhecimento.

 2- Quebra-cabeça é bom para a memória

Outro aspecto relevante para o uso do quebra-cabeça é que ele é bom para a memória. Essa contribuição é crucial para o desenvolvimento da parte cognitiva da criança, aumentando o desenvolvimento do pensamento lógico e da rapidez no processamento de informações.

Isso acontece, pois, achar as peças de encaixe uma para outras faz com que a pessoa acumule informações sobre os formatos e quais seus possíveis pares.

3- Quebra-cabeça desenvolve a coordenação motora

Tem uma fase da infância em que os pequenos precisam desenvolver suas habilidades motoras. Seus bracinhos e dedos ainda não têm noção das distâncias e manipulação de objetos.

Logo, um quebra-cabeça voltado para esse público tende a estimular a coordenação motora ainda na primeira infância. O fato de tentar encaixar uma pecinha na outra, é um grande estímulo para o controle dos movimentos dos braços, dos olhos e das mãos.

Porém, o quebra-cabeça precisa ser voltado para a idade específica da criança, com peças maiores, coloridas e com encaixes bem simples. Vale também para adultos ou idosos com dificuldades de coordenação.

4- Quebra-cabeça provoca a interação social

 O período escolar é uma fase de adaptação para a garotada. A formação de amigos e identificação de grupos e percepção de sociedade são objetivos importantes para os pequenos em idade escolar.

E para alcançar esse objetivo, o quebra-cabeça é um ótimo instrumento de socialização. Durante a brincadeira, as crianças podem interagir, colaborar, competir, conquistar, debater, compartilhar de acertos e erros com toda a turma.

5- Quebra-cabeça fomenta a percepção

Esse jogo também fomenta a percepção das crianças em idade escolar. As capacidades de observar, comparar, analisar e sintetizar as ideias são trunfos que servirão na formação de cada criança.

Esses ganhos se estendem à adolescência e vida adulta, sendo qualidades muito valorizadas nos campos profissionais. A percepção de grandes negócios, de oportunidades do mercado podem nascer ainda na infância, com os estímulos adequados.

FONTES:

Quebra cabeça: Equacionando o Brincar e sua Importância

O Quebra Cabeça como Possibilidade de Ensino-Aprendizagem na Disciplina de Educação Física

Benefícios do quebra-cabeça – Estudo Prático

 

 

Como trabalhar as habilidades socioemocionais que diminuem o Bullying

O  bullying é um dos problemas atuais que mais preocupam as famílias e os educadores. A prática já bastante conhecida no segmento educacional vem se tornando ainda mais complexa nos últimos anos com o surgimento do cyberbullying e dos desdobramentos que levam as vítimas a casos de depressão e ansiedade, podendo promover uma revolta bastante perigosa.

Dados mostram que o ensino das habilidades socioemocionais desde a infância é uma das estratégias mais significativas disponíveis hoje para promover sucesso estudantil e pessoal, pois a empatia e o colocar-se no lugar do outro são ações que auxiliar na formação de jovens capazes de respeitar as diferenças, mantendo um convívio saudável com a sociedade.

Além disso, pesquisas extensas apontam que a aprendizagem socioemocional melhora resultados acadêmicos, ajuda alunos a desenvolver autocontrole, melhora as relações da escola com a comunidade, reduz o bullying e os conflitos entre alunos, melhora a disciplina na sala de aula e ajuda jovens a serem mais saudáveis e bem-sucedidos na escola e na vida.

O gráfico 1, que pode ser encontrado no Site da Casel (casel.org), exemplifica o que acabamos de citar:

Nele encontramos as principais habilidades socioemocionais que precisam ser aprendidas:

  • Autoconhecimento – A capacidade de reconhecer as próprias emoções e pensamentos e como isso influencia o comportamento do sujeito.
  • Auto regulação – A capacidade de regular as próprias emoções, pensamentos e comportamentos em diversas situações.
  • Relacionamento Pessoal/Habilidades de Relacionamento – A capacidade de estabelecer e manter relacionamentos saudáveis com diversos indivíduos e grupos.
  • Consciência Social – A capacidade de assumir a perspectiva do outro. Demonstrar empatia, incluindo aqueles de diversas origens e culturas.
  • Tomada de Decisões Responsáveis – A capacidade de fazer escolhas construtivas sobre comportamentos pessoais e interações sociais baseadas em padrões éticos, e normas sociais.

No gráfico 2 podemos também destacar a importância do papel dos adultos na relação com as crianças, quer seja na sala de aula, na escola como um todo, na família e na comunidade em que elas estão inseridas.

Essa questão é reforçada por McCoy, apresentado no gráfico abaixo que enfatiza a integração entre as áreas social, emocional e cognitivo.

De acordo com a Conferência Nacional de Legisladores Estaduais (NCSL), o desenvolvimento socioemocional é influenciado por três fatores principais: biologia, relacionamentos e meio ambiente. A biologia refere-se ao temperamento de uma criança e outras influências genéticas. Relacionamentos formados com familiares, cuidadores, educadores e outros são o veículo que impulsiona o desenvolvimento social e emocional ou, na mesma medida, retraem-no quando esses relacionamentos são abusivos e/ou violentos. Os fatores ambientais que afetam o desenvolvimento socioemocional estão interligados aos biológicos e relacionais: ambientes mais vulneráveis, com estresse tóxico, geram impactos negativos; ambientes mais harmônicos e com cuidados geram impactos positivos.

O desenvolvimento das competências socioemocionais das crianças é fundamental para o seu sucesso dentro e fora da escola (Duncan et al., 2007). Essas competências incluem a capacidade das crianças de entender suas próprias emoções, focar a atenção, relacionar-se bem com os outros e demonstrar empatia. Os programas de aprendizagem socioemocional implementados em escolas podem apoiar o desenvolvimento nas crianças dessas habilidades importantes, ao mesmo tempo que melhoram a performance dos professores (Durlak et al., 2011).

.Após absorvermos o quão importante é o desenvolvimento socioemocional das crianças e dos adolescentes, vamos mostrar algumas habilidades socioemocionais que devem fazer parte da rotina, não apenas dos pequenos, como dos adultos também.

Emocional

As habilidades emocionais estão diretamente ligadas a forma como reagimos às diversas situações do dia a dia. Com as crianças e os jovens, elas podem ser trabalhadas em diferentes atividades, mostrando a eles, por exemplo, a importância de saber ganhar e perder, de ser responsável pelas suas ações e de se manter autoconfiante, respeitando sempre as diferenças.

Social

Outro ponto fundamental para formar jovens conscientes de seu papel na sociedade é por meio do desenvolvimento das habilidades sociais, que estão relacionadas à forma como cada um interage com o mundo ao seu redor. Também durante a rotina escolar, os educadores conseguem desenvolver a cooperação entre os estudantes, a comunicação e a resolução de conflitos sem brigas, prezando sempre pelo diálogo. Esta parte é válida para discussões dentro de casa também e pode ser trabalhada nas partes mais simples como a escolha do jantar e o relacionamento entre irmãos.

Ético

No desenvolvimento das habilidades voltadas para os valores éticos, podemos destacar a importância de estarem inseridos em um ambiente no qual o respeito, a tolerância, a empatia e a aceitação das diferenças desde a Educação Infantil, valorizando as diferenças e praticando a compreensão nas relações.

Quando falamos sobre habilidades emocionais, estamos refletindo sobre o desenvolvimento da criança como um indivíduo, seus sentimentos e necessidades. Essas habilidades emocionais são indispensáveis para estimular o amadurecimento pessoal que vai determinar o tipo de cidadão que eles serão

Aqui deixaremos alguns benefícios que o estímulo dessas competências geram quando são praticadas:

Autoconfiança

Sem autoconfiança, ninguém consegue ter a força necessária para lutar pelos próprios sonhos. Por isso, ressalte as qualidades da criança, seja em atividades simples ou no bom comportamento com os colegas. Demonstre que você acredita na capacidade que eles possuem e, assim, a criança e o jovem vão acreditar na mesma coisa.

Estimule os comportamentos positivos e elogie quando necessário, mas sem exageros. A ideia é criar uma postura em que eles saibam lidar com críticas. Além disso, dê certa autonomia. Mostre que eles são capazes de realizar certa ações e atividades sozinhos, ao mesmo tempo em que deixa claro que você está ali, caso precisem da sua ajuda.

Coragem

Primeiro passo para estimular as crianças a enfrentarem seus medos é dar espaço para que elas se expressem. Ter medo de algo que não entendemos ou não conhecemos é normal e esperado dos pequenos. Então dê abertura para que eles sintam-se à vontade para revelar suas aflições.

Isso será muito importante para que consigam entender e encarar muito dos seus receios. Seja em exercícios e práticas escolares ou em casa, com medo do escuro. Para isso, planeje abordar livros e filmes que falem sobre medos. É legal também que os alunos compartilhem entre si suas aflições, em dinâmicas nas primeiras semanas de aula, e com os pais e membros da família.

Empatia

Estimule-os a confraternizarem entre si e a aprenderem a respeitar as necessidades do outro. Observe os comportamentos em momentos de conflito entre eles e faça com que todos reflitam sobre as atitudes. É fundamental que valorize ações das crianças que demonstram respeito e a intenção de ajudar os colegas.

Explique que isso é a empatia e que eles devem sempre optar por ver as coisas pela perspectiva do outro. Pense em atividades em que cada um deve colocar-se no lugar do outro e incentive-os sempre a se expressarem em simulações em sala de aula.

Frustrações

Ensine-os a lidar com suas frustrações. Na verdade, esse ensinamento deve vim junto com os pais, que saibam dizer não ou mostrar que não se pode ter tudo o quiser. É com pequenas doses de frustração que a criança vai aprender a lidar com as adversidades e a superar os problemas sem se deixar abater.

Persistência

Prepare atividades que incentivem seus alunos a persistirem no êxito. A ideia é fazer com que a criançada perceba que, por mais que não consigam completar logo de cara, não quer dizer que não irão ter sucesso. Isso irá mostrar que desafios sempre vão aparecer e que não devem desistir de início. Pelo o contrário: estimula as crianças e os jovens a serem persistentes e traçarem metas, superarando os obstáculos que podem surgir.

Autoconhecimento

“O que eu gosto?”, “como eu me sinto em tal situação?”, “Por que não gosto de certa atitude?”… Essas são algumas das indagações que os pequenos devem fazer para se conhecerem. Lembra daquelas dinâmicas para primeira semana de aula? Inclua no planejamento exercícios de autoconhecimento e faça com que a criança se descubra com o tempo. E isso pode ser feito também em pequenos detalhes, como cores favoritas, brinquedos, brincadeiras, desenhos e gêneros literários. Pergunte sempre o que eles gostam e porquê. Isso fará que pensem sobre seus valores e interesses.

Comunicação

Converse! Instigue sempre uma boa comunicação e dê voz para que sintam-se à vontade para se expressarem. Perguntem sobre o seu dia, o que gostariam de aprender no dia e o que planejam para o fim de semana, por exemplo.

Uma boa atividade para promover diálogos entre as crianças também é pedir para que contem sobre uma história ou como foi suas férias. O mesmo vale para os pais, que devem mostrar interesse na fala dos filhos sobre seu dia e práticas da escola.

Tudo isso ajuda os pequenos a estruturarem os próprios pensamentos, organizarem as ideias e transformá-las em frases. Além de sentirem a necessidade de contar naturalmente sobre si e seus gostos. Estas habilidades são formas de ajudar no desenvolvimento das crianças e a mostrar que elas podem se expressar de diversas maneiras. Assim como devem compreender que há certas regras sociais a serem seguidas e que é muito importante se conhecerem e saberem seus limites.

Lembrando que os ensinamentos das habilidades emocionais também são parte da educação e devem ser introduzidos no dia a dia de todos.

FONTES:

developingchild.harvard.edu

Artigo ”A aprendizagem socioemocional pode transformar a educação infantil no Brasil”

Artigo ”Habilidades socioemocionais: da escola para a vida”

Artigo ”Como as habilidades socioemocionais ajudam a diminuir as práticas de bullying”

Blog Estante Mágica

Blog Escola da Inteligência

Artigo ”Benefícios da Educação Socioemocional”

Feira das Profissões: sua importância para os alunos do Ensino Médio

Quando entramos no Ensino Médio, a grande questão dos três anos é: ”qual profissão seguir?” Decidir a carreira ideal de acordo com o perfil e interesses é complexo, a profissão deve despertar interesse e manter motivado a correr atrás dos objetivos e por este motivo a ansiedade cresce entre os adolescentes.

Felizmente, existem eventos voltados especialmente para esse público, como as feiras de profissões, que auxiliam vestibulandos a conhecerem melhor as opções do mercado de trabalho.

O que é uma feira de profissões?

A feira das profissões é um evento promovido por instituições de ensino com o objetivo de apresentar aos vestibulandos o universo acadêmico e profissional das carreiras. É uma excelente oportunidade para os estudantes que estão saindo do Ensino Médio e querem saber mais sobre o curso superior pretendido ou, principalmente, para os que ainda não decidiram que carreira seguir.

Os espaços em que as feiras de exposição de profissões acontecem variam bastante. Pode ser no próprio campus universitário ou em locais dedicados a eventos de grande porte, variando conforme o número de participantes, alcance do público e outros fatores.

Com a participação de diversas universidades apresentando seus cursos, metodologias e diferenciais, essas exposições podem ser uma excelente oportunidade para quem não está totalmente decidido sobre qual carreira seguir. Uma feira de profissões pode representar a chance de entrar em contato direto com aquela carreira que parece tão atraente. É também o tipo de evento no qual estudantes indecisos podem saber diretamente da fonte — os profissionais — como é o dia a dia da atividade, quanto se ganha e muito mais.

Mais chances de acerto

Embora muitos jovens tenham a “profissão dos sonhos” em mente, quando vamos nos aproximando da realidade de encarar uma faculdade, muitas dúvidas podem surgir, como por exemplo: “Será que essa profissão é realmente o que eu quero fazer para o resto da vida”?

Por isso, as experiências trazidas nas feiras podem ser muito boas para que os estudantes tirem dúvidas sobre a realidade de cada profissão e assim, possam avaliar se realmente se identificam com essa carreira. Desta forma, também é possível saber quais cursos não são interessantes para fazer, de acordo com seu perfil, e evitar frustrar-se com a escolha da área.

Como funcionam?

Em dias previamente divulgados pela organização, o espaço destinado ao evento recebe empresas expositoras, que montam estandes e toda a infraestrutura necessária para a realização de uma feira. Nos estandes, as empresas contam um pouco da sua história, o que fazem e, evidentemente, se colocam à disposição dos futuros talentos que comparecerem ao evento.

Conhecer outras possibilidades

As feiras também podem te trazer novas descobertas como, por exemplo, conhecer uma profissão que não fazia ideia que existia. Justamente por conta disso, esses ambientes podem ser interessantes para explorar diferentes campos. Mas, para que isso não acabe gerando mais dúvidas, é importante que você tenha foco. A princípio, priorize os stands relacionados a carreira que você tem em mente, conversando com profissionais dessas áreas.

Primeiro contato acadêmico

Em muitos casos, as feiras de profissões proporcionam o primeiro contato acadêmico entre estudantes e universidades, o que é importante para que você comece a se familiarizar com esse novo ambiente. Normalmente, esses eventos também trazem professores de diferentes instituições para conversarem com os alunos sobre métodos de ensino adotados e as grades curriculares que trabalham, o que é extremamente importante para alunos decidirem em qual universidade se adaptam mais.

Quantas vezes ir à feira de profissões?

Escolher qual carreira seguir não é uma decisão simples, por isso, é recomendável que estudantes frequentem esse tipo de evento pelo menos três vezes no ano. Aliás, mesmo que você já esteja certo sobre sua profissão, é extremamente interessante continuar frequentado essas feiras, pois, elas podem ser ótimos locais para começar seu Networking profissional, inclusive, facilitando o contato com empregadores.

Reunindo todas estas informações, conseguimos perceber a importância da feira de profissões para os estudantes do Ensino Médio para que consigam sanar suas dúvidas, além de entrar em contato com o mundo acadêmico e fazer contatos para seu futuro profissional.

FONTES:

noticias.universia

Blog Carreira & Mercado

Artigo Feira de Profissões: Um Olhar Integrl ao Adolescente e sua Inserção no Mundo do Trabalho

Intercâmbio

Muito se fala sobre fazer intercâmbio, mas você sabe o que é intercâmbio?

Inicialmente, eram viagens realizadas por dois estudantes de lugares diferentes que ”trocavam” de país um com o outro para terem a experiência de vivenciar o dia a dia de outra cultura promovendo o intercâmbio de conhecimento.

Hoje em dia, este conceito já evoluiu bastante e um Intercâmbio se tornou algo muito mais abrangente. Além de não ser mais necessário que um estudante estrangeiro venha ao Brasil para que um brasileiro possa ir a outro país, pode ser considerado um intercâmbio toda viagem na qual o foco principal de quem embarca seja adquirir conhecimentos interculturais através de experiências em outro país.

Seja para estudar fora, trabalhar fora ou somente viajar e viver por algum tempo imerso em outra cultura no exterior, o intercambista sempre voltará de um intercâmbio com conhecimento maior do que quando embarcou.

Qual é a idade certa para fazer intercâmbio?

De acordo com a especialista em educação internacional Andrea Tissen, “O que importa é planejar a viagem a partir de um entendimento da história, perfil, forma de ser, momento de vida e motivação de cada um. Porque são esses detalhes que vão marcar o aproveitamento de uma vivência fora do país”, explica ela.

Idade não traduz maturidade nem a forma como enfrentamos desafios. E é exatamente por isso que é tão importante avaliar cada caso quando alguém quer estudar fora. Para adequar o tamanho do desafio à pessoa em questão. Por isso, há diversas opções de intercâmbio de ensino médio – que incluem um acompanhamento mais próximo do estudante que ainda está em fase formativa”, acrescenta.

O significado de Intercâmbio para a vida

Flexibilidade, adaptabilidade a diferentes modos de pensamento e, naturalmente, domínio de línguas estrangeiras são habilidades essenciais a quem deseja desenvolver uma carreira global. Esse é o seu caso? Recrutadores são unânimes em dizer que, para cargos em organizações internacionais, empresas multinacionais ou consultorias, estudar fora é diferencial.

O significado do intercâmbio, e o impacto que ele terá na trajetória pessoal e profissional do estudante, depende das oportunidades que ele aproveita durante a experiência. “Não é só fazer as malas e ir. É preciso aproveitar a oportunidade para desenvolver características e habilidades que a sua carreira dos sonhos vai exigir”, explica Ricardo Ribas, gerente executivo da empresa de recrutamento Page Personell.

Por quê fazer intercâmbio?

Motivo é o que não falta para decidir fazer as malas e embarcar em um programa de intercâmbio! Listamos aqui alguns deles:

1. Aprender uma língua estrangeira

Não importa se você é um iniciante ou um estudante avançado na língua falada no país onde você quer ir: você vai melhorar muito o seu conhecimento da língua estrangeira fazendo um intercâmbio! O mesmo se aplica àqueles que nunca estudaram a língua antes. É possível aprender MUITO só de estar inserido em um contexto onde todo mundo fala uma língua que não é a sua, 24 horas por dia.

Tendo dito isto, é importante reconhecer que diferentes programas oferecem diferentes graus de aprendizado do idioma.

Outra coisa que precisa ser dita é que em relação a programas de idioma, os estudantes em níveis iniciante-avançado e intermediário parecem ser os que mais aprendem com as aulas. Entretanto, são os estudantes avançados os que mais ganham em relação a poderem manter longas conversas com os falantes nativos. Porém, o aspecto mais importante de se aprender uma língua in loco é o fato de você realmente poder aprender o jeito que os falantes nativos falam em situações do dia-a-dia, e não o que os livros falam que eles falam (que as vezes é completamente diferente um do outro!).

2. Expandir seus horizontes

Parece clichê, mas você definitivamente expande a sua mente quando faz um intercâmbio. Você não só está exposto a pessoas e culturas diferentes, mas também tem a oportunidade de reconhecer os seus preconceitos, desafiar estereótipos, aceitar e respeitar as diferenças. No final das contas, no entanto, você pode acabar se dando conta de que as pessoas não são tão diferentes assim umas das outras.

3. Ganhar autonomia

Morar longe da família em um país estrangeiro é uma ótima maneira de ganhar mais autonomia. Por quê? Porque você tem que lidar com pessoas novas em um ambiente novo, o que te obriga a sair da sua zona de conforto e também tomar algumas iniciativas. Encare de maneira positiva e o progresso será certo.

4. Fazer amigos do mundo todo

Uma das melhores coisas de fazer um intercâmbio é poder conhecer pessoas de vários países. Dependendo do programa que você escolher, você vai poder se tornar amigo/a de pessoas do país onde você está morando e também de outros estudantes internacionais. É realmente muito fácil ficar amigo/a de outros estudantes internacionais por existir aquele sentimentos de “estarem todos no mesmo barco,” pelo fato de estarem vivendo as mesmas situações e lidando com os mesmo desafios. Mas não se esqueça de conviver também com pessoas que não são do seu país! Afinal de contas, você foi morar fora para conhecer pessoas interessantes que você não teria a oportunidade de conhecer no seu próprio país!

5. Dar valor ao seu país e à sua cultura

Uma coisa engraçada sobre programas de intercâmbio é que além de você passar a dar valor a diferentes culturas, você também acaba dando mais valor ao seu próprio país. Por estar imerso em uma outra cultura, você consegue analisar a sua quase que com os olhos de uma pessoa de fora, o que te dá a chance de entendê-la de uma maneira mais profunda. Além disso, você também aprende o que as pessoas de fora pensam do seu país e do seu estilo de vida (que podem ser coisas boas ou ruins, mas sempre interessantes de saber!).

6. Turbinar o seu currículo

Uma experiência internacional dá uma turbinada no seu currículo. Você não só vai chamar a atenção de empregadores pela sua habilidade em lidar com pessoas de outras culturas e pelo seu conhecimento de um idioma estrangeiro, mas também vai demonstrar que é capaz de enfrentar desafios!

7. Trabalhar o auto conhecimento

Experimentar um intercâmbio pode causar mudanças que irão durar a vida inteira. Quem se entrega a essa vivência sempre têm ótimas histórias para contar. E mesmo quem encontra dificuldades de adaptação acaba voltando ao país de origem mais forte e resiliente. Ficar longe da família e dos amigos é uma oportunidade de conhecer suas próprias características, gostos e aptidões. A autoconfiança tende a aumentar significativamente e os medos em relação ao desconhecido não parecem tão assustadores depois de uma temporada longe de casa.

FONTES:
Blog Estudar Fora
Site Administradores
e-dublin
blog do intercambio
intercambio help 4u

Sustentabilidade e o Consumo Responsável

Sustentabilidade é um termo extenso e cada vez mais presente no dia a dia da sociedade moderna. Mas o que é sustentabilidade?

Sustentabilidade é utilizar os recursos que a natureza oferece, da maneira mais eficiente e eficaz possível, de forma econômica, buscando o menor impacto ao equilíbrio entre o meio ambiente e o estilo de vida industrializado tanto para a nossa geração quanto para as futuras.

Vamos começar pensando em como nossos hábitos de consumo impactam no meio ambiente?

Quando adotamos o consumo consciente, contribuímos para o uso racional dos recursos naturais e minimizamos o desperdício, a poluição e os impactos negativos para o meio ambiente. É fundamental que encontremos meios de suprir as nossas necessidades sem afetar negativamente o planeta.

Além da vantagem primordial de preservar o meio ambiente, as mudanças de nossos hábitos de consumo implicam, também, em benefícios para o bolso, na medida em que nos leva a reduzir despesas e a poupar mais.

Como praticar o consumo sustentável?

Separar o lixo reciclável

Mesmo que não haja coleta seletiva em seu bairro, você pode separar material reciclável de seu lixo doméstico e descartar em sacos diferentes, para facilitar a coleta de quem vive de reciclagem.

Separe latas, garrafas de vidro (sempre embrulhadas em jornal, para a segurança de quem manuseia o lixo), caixas de papelão, embalagens de ovo, plásticos, revistas, jornais etc. Descartar material reciclável separado do lixo orgânico já será de grande ajuda.

Reciclar em casa

Em casa, a reciclagem pode funcionar como uma ótima opção de lazer e economia. Com uma boa mão de tinta e uma dose de criatividade, aquele móvel velho que você estava pensando em jogar no lixo pode se transformar em uma peça moderna e colorida.

A camiseta velha e desbotada pode ser tingida ou então customizada e transformada em outra peça — você sabia que em algumas regiões existe o costume de fazer uma roupinha para o recém-nascido com o tecido de uma peça de roupa do pai ou da mãe? É uma possibilidade!

A internet oferece uma variedade enorme de tutoriais com vídeos ensinando a reciclar todo tipo de material que a gente tem em casa. É divertido, bom para o meio ambiente e a economia que você faz vai engrossar a caderneta de poupança!

Reaproveitar o lixo orgânico

A compostagem, técnica de transformar o lixo em adubo orgânico para as plantas, pode ser colocada em prática até dentro de apartamentos. Se não há um quintal com espaço para um canteiro separado para a compostagem, você pode utilizar caixas, de preferência, de madeira, com furos laterais para deixar o ar sair.

Alterne camadas de cascas de frutas, ovos e legumes com folhas, serragem ou palha. Cubra o recipiente com lona para evitar mosquitos. Revolva a mistura com uma pá e regue a cada dois dias, cuidando para não deixar muito encharcado.

Em algumas semanas, a mistura vai ficar marrom escura e apresentar um cheiro de terra — isso significa que ela já está pronta para adubar seus canteiros ou os vasos de planta.

Reduzir o uso de plásticos

Um único saco plástico que você deixa de pegar no supermercado faz uma grande diferença. Leve a sua sacola ecológica ou use as caixas de papelão que os supermercados oferecem aos clientes.

Evite também usar produtos plásticos descartáveis. Quer comemorar um aniversário? Prefira os tradicionais copos e pratos de cerâmica ou vidro. Tente não usar também os canudinhos para refrigerantes e sucos. E, no supermercado, prefira sempre os produtos embalados em caixas de papelão, em vez de plásticas.

Ser responsável ao consumir água, luz e produtos químicos

Talvez este seja o item em que seja mais fácil tomar atitudes concretas e eficientes no dia a dia. Os exemplos são muitos:

Talvez os exemplos abaixo sejam os mais fáceis de seguir no dia a dia e de incentivar a família toda a praticar também:

  • diminuir o tempo do banho e fechar a torneira ao ensaboar-se;
  • fechar a torneira enquanto escova os dentes;
  • fechar a torneira enquanto ensaboa a louça do almoço;
  • não “varrer” a calçada com a mangueira de água;
  • diminuir a frequência com que lava o carro ou adotar limpeza a seco;
  • não deixar aparelhos ligados nem luzes acesas em ambientes vazios;
  • deixar as cortinas abertas por mais tempo para aproveitar a claridade do dia;
  • utilizar lâmpadas de LED ou fluorescentes;
  • ao adquirir eletrodomésticos, preferir os que consomem menos energia;
  • preferir roupas de tecidos que não amassem e que dispensem o ferro elétrico;
  • se possível, instalar painéis solares no telhado para captação de energia limpa;
  • reutilizar a água descartada pela máquina de lavar para a limpeza de casa;
  • coletar água da chuva para usar em casa (guardando sempre em recipientes tampados);
  • escolher produtos biodegradáveis no supermercado;
  • dar preferência a produtos naturais e alimentos orgânicos que não levem agrotóxicos;
  • nunca jogar óleo de cozinha no ralo da pia, e sim procurar os locais próprios de coleta para reaproveitamento;
  • não descartar medicamentos vencidos nem produtos químicos no lixo comum. Informe-se sobre os locais de descarte;
  • pensar duas vezes antes de trocar seus aparelhos eletrônicos como celulares e computadores. O lixo eletrônico é outra fonte de contaminação da natureza;
  • evitar impressões desnecessárias de documentos e sempre utilizar os dois lados da folha de papel.

Como podemos ver, estas pequenas atitudes trabalhadas todos os dias podem criar benefícios para o meio ambiente e para você automaticamente, podendo, inclusive, reunir a família inteira para participar dessa ação sustentável.

FONTES:

Blog Racon

akatu.org.br

Artigo – Equilíbrio entre consumo e sustentabilidade

Ministério do Meio Ambiente

Artigo – Sustentabilidade e consumo consciente

Sustentabilidade e Consumo Consciente: A Percepção da Evolução do Modo de Consumir e como isso Pode Afetar a Gestão nos Próximos Anos