Vamos falar sobre Bullying?

O QUE É O BULLYING ? Se formos pesquisar a origem do bullying, descobriremos que ele existe há MUITO tempo, mas a ampla discussão sobre o tema é recente. O bullying tem como objetivo ferir e magoar a vítima, ocorrendo principalmente de três maneiras: – Agressões físicas diretas; – Agressões verbais diretas; – Agressões indiretas. Podemos incluir ainda o cyberbullying que consiste na vitimização ocorrida no espaço virtual, como as mídias digitais. Precisamos deixar claro que apesar de ser considerada como agressão, nem toda agressão pode ser considerada como bullying. Para ser dada como tal, a agressão física ou moral deve apresentar quatro características: intenção do autor em ferir o alvo; repetição da agressão; presença de público espectador; e concordância do alvo com relação à ofensa. Embora a literatura já tenha as características bem definidas para os papéis de agressores e vítimas, no ambiente escolar, a identificação tende a ser um tanto mais complexa existindo um terceiro papel de vítimas-agressoras, onde a mesma criança ou adolescente que sofre o bullying, causa o mesmo em outros. É claro o contexto e como ocorre de forma superficial, mas devemos estar atentos para a pergunta mais importante no entendimento das ações que levam à criança ou adolescente praticar o bullying: Por quê? Estudos apontam que, infelizmente, a prática do bullying está ligada à má relação familiar e como interações ruins entre pais e filhos afetam decisivamente o comportamento de crianças e adolescentes entre si nas escolas. O psicólogo Wanderlei Abadio de Oliveira em sua tese “Relações entre bullying na adolescência e interações familiares: do singular ao plural” analisou por meio de questionários a qualidade da interação familiar e como os estudantes reagiam a situações de bullying dentro do ambiente escolar. Os resultados mostraram que as crianças e adolescentes que não tinham envolvimento com comportamento abusivo sobre outras possuíam uma melhor relação com os pais, que também mantinham uma boa relação conjugal, além de uma maior supervisão sobre seus filhos. Entretanto, as famílias das crianças e adolescentes que se envolviam com bullying demonstraram uma comunicação mais escassa entre pai e filho e uma ausência de apoio moral nas decisões deles, o que não colabora para o desenvolvimento de aspectos positivos. A falta de atenção às necessidades da criança e do adolescente está cada vez mais intensa, aumentando a frustração que, eventualmente, precisará de uma válvula de escape e descarga emocional. O tempo para conversas simples sobre como foi o dia é essencial, além de demonstrações reais de amor, cuidado e carinho, refeições agradáveis com toda a família, são essenciais para uma boa relação entre pais e filhos, além das conscientizações sobre proteger ao invés de lesar. No que se diz respeito aos colégios e escolas, o fortalecimento das relações entre escola e alunos, e um maior preparo dos professores e funcionários são extremamente necessários para tentar minimizar os efeitos dos fatores de risco a que essas crianças estão expostas e consequentemente a violência na escola. Vamos proteger nossas crianças? Elas são o futuro!   FONTES DE PESQUISA: (PEREIRA, 2002; SMITH et al., 2008; CRAIG et al., 2009; PUHL; KING, 2013). TESE: Relações entre bullying na adolescência e interações familiares: do singular ao plural Bullying em contexto escolar: uma proposta de intervenção